Meu menino vadio

Meu menino vadio Luiz Fernando Vianna




Resenhas - Meu menino vadio


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Maiara.Nogueira 01/08/2019

A realidade assusta, mas também é bonita
Meu Menino Vadio é um relato cru de um pai que sente a dor e a angústia de ter um filho autista - dada todas projeções que se faz ao ter um menino, mas também relata a genuinidade da eterna inocência de Henrique, um autista não-verbal que tem um universo interior inalcançavel, e nem por isso menos humano que os ditos normais. A realidade assusta, mas também é bonita. Um livro necessário.
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Suelen 15/05/2019

Com certeza esse é um dos livros mais sensíveis que já li.
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Suelen 15/05/2019

Com certeza esse é um dos livros mais sensíveis que já li.
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Tati Iegoroff (Blog das Tatianices) 03/04/2019

Uma maneira suave de aprender sobre o autismo
Se ter um filho autista já é complicado por si só, para Luiz Fernando Vianna a situação era ainda mais difícil: fruto de um relacionamento conturbado, Henrique cresceu no meio de um fogo cruzado e acabou sendo levado por sua mãe e seu padrasto para a Austrália. O autor do livro lutou para que seu filho continuasse a morar no Brasil, mas o resultado foi apenas mais um imenso desgaste.
[...]
Os capítulos de Meu menino vadio são curtos e escritos numa linguagem fácil de ler. A história, por sua vez, é capaz de despertar diversos sentimentos em nós, além de ser um texto atual e que nos faz refletir sobre o modo como agimos também.
[...]
Vianna também consegue mesclar muito bem seus perrengues, as dificuldades do filho, informações importantes e estudos sobre autismo, tornando o livro extremamente informativo e, ao mesmo tempo, gostoso de ler.
[Para ler a resenha completa, acesse o Blog das Tatianices]

site: https://blogdastatianices.wordpress.com/2019/04/01/meu-menino-vadio-luiz-fernando-vianna/
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Anna 05/02/2019

Adorável
Relato totalmente sincero, de um pai e seu filho autista. Merece ser lido e conhecido esse universo, onde poucos de nós nos aproximamos.
Os preconceitos, peculiaridades e características, barreiras sociais, emocionais e psicólogicas enfrentadas pelos autistas, país e cuidadores.
Luiz Fernando apresenta a verdade nua e crua do autismo, que na opnião dele, não é um privilégio ter um filho autista, como muitos dizem, a barra é pesada.
Ele expressa seu genuíno amor por seu menino vadio, mas expõe as dificuldades que os dois tem de enfrentar diariamente. E esse pai também sofre, pelo que seu filho não poderá viver.
?...um sonhador, mesmo que os outros não saibam com o que sonha.
Meu menino nunca será totalmente feliz. Mas quem o é?...?
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Camila 04/07/2018

Um livro que vai contra a maré dos "Anjos Azuis", lembrando o leitor, a cada página, sobre as possíveis agruras da vida de pais de autistas. Pode-se dizer que é uma história sobre dor e medo. Porém, DEVE-SE dizer que é, sobretudo, uma história de amor, do mais puro, transformado em ação.
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Camila 04/07/2018

Um livro que vai contra a maré dos "Anjos Azuis", lembrando o leitor, a cada página, sobre as mazelas
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Mauro.Costa 20/05/2018

Do fundo do ser
Não consegui compreender essa obra como algo que não fosse antes de tudo um libelo, um grito, um forte brado que expulsou muita coisa que habitava o âmago do autor, ainda que a maioria dessas coisas ele já tivesse de alguma maneira exposto em algum momento ou situação. Mas para muitas pessoas ouvirem de verdade, era preciso elas virem assim, jorrando sob a forma de palavras em uma torrente de sentimentos. Bateu forte na minha cabeça, mesmo não concordando com tudo, mas aceitando cada exposição. Cutucou alguns conceitos meus, ainda que não os tenha mudado. Valeu pela chacoalhada.
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Jaine Franco 21/12/2017

Esse livro é um relato real e sincero de um pai de um menino com autismo severo. O Luiz Fernando Vianna mostra a relação com o Henrique de forma bem crua e nada romantizada.
Estas duas citações a seguir mostra bem o tom do livro.?
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"Gerar um filho com deficiência é jogar na loteria genética e perder. Os céus não têm nada a ver com isso. Não estamos sendo castigados. Tampouco ungidos."
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"Se eu queria ter um filho autista? Não. Deixaria de ter se a ciência permitisse saber do diagnóstico ainda na gestação? Sim. O que a convivência com ele me proporciona mais: prazer ou angústia? Angústia. Ainda assim, amo meu filho? Mais do que qualquer palavra pode traduzir."
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jota 21/10/2017

Pai e filho
A sinopse da editora Intrínseca exposta aqui no Skoob dá uma boa noção do que o leitor vai encontrar nas páginas de Meu Menino Vadio, do jornalista cultural Luiz Fernando Vianna. O livro trata tanto do filho como do pai, daí que o subtítulo "Histórias de um garoto autista e seu pai estranho" é perfeito. A certa altura Vianna escreve que "Todo pai de autista e meio autista." Se não era antes, acaba ficando depois, impossível escapar disso.

Não se pode generalizar acerca das características e do comportamento de todos os autistas através do conhecimento de um único caso ou de alguns poucos casos. O erro comum que as pessoas cometem ao pensar que todos que apresentam a síndrome de Down possuem características idênticas ou muito próximas também ocorre quando elas pensam sobre os autistas. Vianna escreve: "Das várias lendas em torno dos autistas, uma é a de que são bonitos. Não existe essa regra. Como em todos os departamentos da espécie humana, há belos e feios. Essas avaliações, é claro, variam de acordo com gostos pessoais e valores culturais."

Esta é a história particular de Henrique e de seu pai, Luiz Fernando. O garoto que é desnudado aqui, dentre outras coisas, não sabe tomar banho sozinho, precisa que o pai o esfregue e depois o enxugue. Vianna escreve: "Com exceção da capacidade de montar quebra-cabeças de até cem peças, Henrique nunca exibiu traços de brilhantismo. Mas também nunca indicou ter retardo. À sua maneira, já deu várias provas de inteligência, como o uso de ironia." No entanto, o pai sabe que o filho terá de ser cuidado por alguém para sempre.

O garoto jamais terá uma profissão, uma família sua, amigos, será eternamente limitado para muita coisa na vida. Hoje, aos dezesseis anos, Henrique "tem cabeça de menino, corpo de adulto e tesão de adolescente." Mas Henrique será sempre uma eterna criança, um menino vadio, no sentido de que não terá função produtiva, artística ou esportiva. Vianna lista as coisas de que o filho será privado, as alegrias que a vida oferece, mas em contrapartida também se verá livre de muita tristeza e dos problemas comuns a todos nós.

Bem, quanto ao livro em si, é bastante curto, com capítulos curtos, alguns bem humorados, todos com títulos de canções brasileiras ou trechos delas, tudo muito bem escolhido e empregado. O próprio título da obra vem de uma canção, Sem Fantasia, muito conhecida desde o lançamento em 1976, quando seu autor, Chico Buarque, dividiu o palco do Canecão com Maria Bethania. Vianna é especialista em MPB e tem livros sobre João Nogueira, Aldir Blanc, Zeca Pagodinho.

Quem se emocionou com A Queda: Memórias de um pai em 424 quadros, de Diogo Mainardi, ou O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, provavelmente vai apreciar também Meu Menino Vadio, a comovente história de Henrique, um garoto autista, e seu pai estranho, Luiz Fernando Vianna.

Lido entre 16 e 20/10/2017.
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Lindsey 13/08/2017

Emocionante
Taí um pai de verdade. Não um pai herói criado pela fantasia, mas um pai cheio de defeitos, dúvidas, que sabe que errou muito e que mesmo assim batalhou (e continua a batalhar) para dar o melhor para seu filho. Nesse livro acompanhamos uma história real, onde o jornalista Luiz Fernando Vianna conta sua trajetória com seu filho Henrique, um adulto que nunca deixará de ser criança. Henrique foi diagnosticado com autismo aos 4 anos, deficiência que o torna totalmente dependente para quase todas as tarefas do dia a dia. Luiz conta tudo o que sentiu e passou ao longo dos anos, sem papas na língua, dando o real cenário do que é o autismo, como é conviver com um autista e como é ter um dependente autista sendo classe média no Brasil. “Após receber a confirmação de que seu filho estava no espectro do autismo, o apresentador Marcos Mion escreveu no Facebook que passara a fazer parte ‘das famílias abençoadas com uma criança especial’. E afirmou: ‘Deus me deu um presente. Fui um dos escolhidos’. É bonito, mas estou mais de acordo com o escritor e humorista francês Jean-Louis Fournier, pai de dois meninos com deficiência. No livro ‘Aonde a gente vai, papai?’, ele fala que há quem diga que um filho deficiente é um presente dos céus, mas que, ao receber um presente desses, dá vontade de virar para os céus e dizer: ‘Ah, não precisava...’. Mion tem um filho com autismo e deve saber que a barra não é leve. Creio, porém, que ele fez o que muitos de nós fazemos em situações difíceis: escolheu o melhor lado da história. Para não sucumbirmos à tristeza, fabricamos alegria. E há muita alegria na companhia de um filho”. Através de uma linguagem fácil, e por vezes cheia de humor, Luiz criou esse livro emocionante, cheio de duras verdades e de informações que todos deveriam ter, afinal só se combate o preconceito com o conhecimento. “O Estado não ajuda, a ignorância e as caretas alheias não ajudam, porém temos forçado as portas. Ainda não colhemos todos os frutos, mas pode ser que as gerações futuras encontrem um cenário mais propício à inclusão na sociedade e a aceitação das particularidades das pessoas com autismo”. Assim esperamos.
* Confira minhas outras resenhas no Instagram @livro100spoiler

site: https://www.instagram.com/livro100spoiler
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hanny.saraiva 11/08/2017

O caos em si e a luz de uma estrela dançante
Não é um livro positivo nem otimista sobre como criar uma criança autista. É um relato cansado e doído, uma válvula de escape para coisas que não podemos mudar.
Citações preferidas:
- Viver é acumular mortes. Elas fazem parte da bagagem que eu arrasto e com a qual tento criar meu filho. E ele não tem consciência das mortes que relatei. Arrisco dizer que a única morte masculina que poderia abalá-lo de fato seria a minha. Este, como em outro poema de Drummond, é um embrulho que carrego comigo.
- Após nossa morte, a gente só vive nas lembranças dos outros. E não vai ser um punhado de fuligem que vai incentivá-las.
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hugofreitas 25/07/2017

A nudez do ser humano frente à vida difícil
O grande barato em ler livros é sempre poder aprender uma coisa nova a cada página. Quantos livros já não lemos e após a leitura percebemos o quanto aprendemos sobre determinados assuntos? Não é fantástico?

Meu Menino Vadio conta com um subtítulo autoexplicativo: histórias de um garoto autista e um pai estranho. O livro vai nos contar  a vida de Luiz Fernando Vianna, jornalista carioca e seu filho Henrique, diagnosticado aos 4 anos de idade com autismo. 

Talvez um dos temas mais comentados na virada do século XXI, junto com a depressão, é o autismo. Há um esforço muito grande da comunidade científica, assim como dos pais, em entender o que é o espectro autista, formas de tratamento e enfrentamentos da doença. Nos dias de hoje, ainda sem cura.

Luiz Fernando, o pai, é um completo pessimista e depressivo e nos revela uma forma de encarar uma "doença" tão complexa quanto, talvez, a síndrome de down ou algum retardamento mental. Revela o lado humano e cruel de lidar com o autismo, que por sinal não é nada parecido do que a maioria de nós imagina. Quem não caiu no conto de que o jogador de futebol, Messi, era um autista?

Para mim, até hoje, autismo era uma doença que isolava a pessoa e que o único ponto negativo seria o isolamento e a lentidão no aprendizado. Quem dera. A maioria dos autistas não conseguem sequer montar frases. Alguns, como Henrique, se mordem, choram por horas, bolinam outras pessoas na rua, têm crises de raiva e etc.

O curioso do livro é descobrir como o autor lida com isso e vemos em quantas vezes ele disse que não conseguiria suportar a situação. Fazendo aqui um contraponto com Marcos Mion (que também tem um filho autista), quem lembra da história da escova de dente azul? Foi o pedido de presente de natal do filho do apresentador. "Uma benção de Deus para minha vida", diz Mion. E no livro, Luiz Fernando rebate: "É uma daquelas bençãos que eu preferiria não receber". Para entender o significado dessa frase, que nos choca, é necessário ler o livro.

É um grande aprendizado ler os relatos do livro e aprendermos mais sobre o autismo, mas sobretudo, sobre o ser humano.

O livro é curtinho e tem apenas 208 páginas e certamente você consegue lê-lo em apenas um dia. E como vale...

site: http://www.raposacultural.com.br/
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Aline Marques 28/06/2017

A dor é individual, bem como o amor. [IG @ousejalivros]
Se você é daqueles que acredita que as pessoas com deficiências vieram ao mundo para ensinar lições, pagar por pecados de terceiros ou qualquer outra bobagem que repete para si mesmo a fim de ignorar que a existência e bem estar deles independe do seu medo, preconceito ou crenças, mas não de suas atitudes, aproxime-se, pois você realmente tem muito o que aprender.

Admito que, em determinados pontos, esse aprendizado ultrapassará alguns limites e será complicado abrir mão de suas certezas e prosseguir. Quando o momento chegar lembre-se de que todos temos direitos, um deles é o de sentir o que bem entendemos.

Ah, mais uma coisa, se a vida não é sua, você automaticamente perde o direito de criticar. Sem excessões.


Dorme menino levado
Dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem
(Vinicius de Moraes)


Vianna possui uma escrita bela, leve e sagaz, que inebria e expõe, mantendo o leitor tão próximo quanto possível.
Do diagnóstico a adolescência de Henrique, acompanhamos os percalços de uma história única, mas não incomum.

Seu relato é UM relato de UM pai cansado de buscar e buscar e buscar, sem sucesso, o progresso de seu eterno menino. Um elo reafirmado pela necessidade um do outro e alimentado pelo amor.

E quando os sentimentos ficarem muito intensos, quando parecer que ele se perdeu, opte por acreditar que ele se encontrou na ânsia de encarar suas agonias e desalentos.

Não sei se as ambições do autor vão além de sua dedicatória, já que ele deixa claro o quão pouco vale tudo o que ele construiu até hoje (não que eu concorde). Mas as suas palavras me acompanharão por muito tempo, mesmo as mais sombrias.

Ele certamente não é um herói (de qualquer tipo), apenas humano. Basta que o leitor lembre-se disso durante a leitura e tudo ficará bem no final.

Ao menos é o que eu desejo para ele e seu filho. E para mim e o meu.
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Fabiana.Esteves 21/05/2017

Este é o primeiro livro que eu leio que já vem com trilha sonora. Já vem com aviso: é para ser lido sem fantasia, pois o instante de te ver custou tanto penar, não vou me arrepender.
Eu pensei que fosse só mais um livro sobre pais e seus filhos autistas, como tantos que há por aí, mas era muito mais, é um relato emocionado, nem sempre doce, mas nem tão cruel assim. Palavras de um homem normal, ou melhor, um homem neurotipico, como ele prefere dizer. Um homem que tem suas angústias, seus muitos erros, limitações, afetos e muitas canções para embalar o enredo real. A música nem sempre foi romântica, ele nem sempre foi um pai exemplar, mas um pai que estava sempre buscando estar mais perto do seu filho, em outro continente ou na poltrona ao lado. Não é uma história de superação, não é uma história florida, mas é sentida ao extremo. Seu mergulho no autismo é de cabeça, muito mais do que uma simples pesquisa, e um caminho para dentro de si, caminho esse que o Henrique sabia muito bem percorrer. Caminho que pode se fazer entender ou não. As canções são muitas mas não terminam no acorde final. É um convite para outras leituras, outras vivências e outras notas musicais. Você vai terminar querendo procurar outros livros, outros filmes, outras falas. Nunca foi tão verdadeira a afirmação de que a leitura de um livro abre um mundo à nossa frente. Eu virei a última página cantando um verso do Chico Buarque. Quem vier, por favor venha sem fantasia. E não tenha vergonha de cantar alto.
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