Melodia Mortal

Melodia Mortal Pedro Bandeira




Resenhas - Melodia Mortal


39 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3


Andressa 16/06/2020

Ameiii
Gosto muito das aventuras do Sherlock Holmes. Este livro em especial acrescentou conhecimento sobre os músicos clássicos e me fez ter maior interessa nas músicas eruditas. Ademais, também contribuiu para o conhecimento de alguns termos médicos, assim como de algumas doenças as quais eu não tinha conhecimento pleno dos sintomas e causas. Recomendo muito, pois não só é divertido, como também é útil em termos de aprendizado.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Gih Cordeiro 21/08/2020

Bom.
O livro é bem escrito e divertido, além de unir duas áreas que amo: suspense e ciência. Porém, Watson me decepcionou e como não li ainda os livros de Sherlock Holmes, não sei se ele foi retratado como nos livros anteriores ou se foi um lapso. De qualquer forma é um desperdício de personagem em ambos casos.
comentários(0)comente



Iris 28/05/2020

Pelo título você pode pensar que será apenas investigações sobre a morte dos compositores.
Mas Pedro Bandeira, Guido Levi e nosso caro amigo Watson nos levam para uma viagem pela história da música, apresentando os compositores e claro, investigando suas mortes. Além disso há recomendações musicais para guiar os leitores que não conhecem esses gênios da música.
Leve e divertido até nas notas de rodapé.
comentários(0)comente



Ana Luiza 18/06/2017

A HISTÓRIA
Melodia Mortal se divide em 8 capítulos. Em 6 deles acompanhamos investigações do mais querido detetive inglês, Sherlock Holmes, narradas por ninguém menos que seu fiel amigo, o médico John Watson. Contudo, Melodia Mortal traz casos desconhecidos do sagaz detetive, investigações que, pelos mais diversos motivos, levam Holmes e Watson a repensar as misteriosas mortes de célebres compositores da música clássica. E, no final de cada capítulo, acompanhamos os encontros da Confraria dos Médicos Sherlockianos em Londres, um grupo de médicos brilhantes dos tempos atuais, que, a partir dos contos recém-descobertos e inéditos de Holmes, discutem também a morte dos 6 gênios da música.

Após apresentações de Watson no capítulo 1, acompanhamos as divagações de Holmes, no capítulo 2, sobre a morte de Vincezo Bellini, um italiano, compositor de óperas famosas, como a “Norma”, e que, como o caso mais recente do detetive inglês, teria morrido por envenenamento. No capítulo seguinte, o assassinato de um Lord inglês que colecionava partituras originais de obras famosas leva Sherlock a indagar se o pianista polonês, Frédéric Chopin, autor de composições como a “Polonaise Heroica”, teria realmente sido arrebatado por uma tuberculose.

No capítulo 4, chega vez de Mozart. Ao investigar o desaparecimento de uma jovem e adorada cantora de ópera russa, Holmes e Watson acabam debatendo se o compositor austríaco imortalizado com obras como a ópera “Flauta Mágica” teria sido mesmo envenenado por Antonio Saliere, outro músico famoso da época, que supostamente tinha grande inveja de Mozart. Depois, somos levados para o mistério do compositor russo que deu para a humanidade o belíssimo balé “Quebra-Nozes”. Nesse conto, do capítulo 5, Sherlock é contratado para encontrar o filho desaparecido de um Lorde. E, desvendando a vida dupla do jovem herdeiro, o detetive inglês e seu amigo relembram a conturbada vida de Tchaikovsky e se ele teria mesmo morrido de cólera ou se foi levado ao suicídio por aqueles que o condenavam por ser homossexual.

No capítulo 6, encontramos Holmes e Watson em Viena, já no final do século 20. E, estando tão perto da Alemanha, acabam relembrando a vida de Robert Schumann, um compositor alemão, e indagando porque ele teria se atirado no rio e se sua tentativa de suicídio, que o levou a ser internado, foi o prelúdio para sua morte. Enquanto ainda imaginavam o que se passava na cabeça de Schumann, os detetives ingleses acabam se encontrando com ninguém menos que Freud e investigando, junto dele, a misteriosa morte do irmão de um barão austríaco.

“- Para Beethoven, música era liberdade, era um bem supremo.” Pág. 230

E no 7º capítulo, é dado a Holmes a missão de encontrar a amante desaparecida do rei, uma bela cantora que faz o detetive tentar desvendar também a morte do grande Beethoven, que continuou compondo mesmo quando ficou surdo e cuja morte causou grande controvérsia. No capítulo seguinte, nos despedimos dos já idosos amigos detetives, que, em sua morada no 221B da Baker Street, relembram todas as suas emocionantes e malucas aventuras.

CONCLUSÕES FINAIS
Melodia Mortal é uma bela mistura de suspense e música, e vai deliciar tanto os fãs de Sherlock Holmes, quanto os apaixonados por música clássica e obras do Pedro Bandeira. Com uma narrativa fluída e divertida, esse livro nos entrega boas investigações e indagações sobre desaparecimentos e assassinatos, assim como sobre o fim da vida de vários gênios da música. Intrigante de muitas maneiras, Melodia Mortal é uma leitura rápida e gostosa, contos de suspense com o incrível detetive inglês, Sherlock Holmes, e seu amigo fiel, John Watson, que acabam nos ensinando muito sobre a história da música clássica. Eu adorei o livro e estou curiosa para ler mais obras similares do Pedro Bandeira.

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2017/06/resenha-melodia-mortal-pedro-bandeira-guido-carlos-levi.html
comentários(0)comente



Cássia | @quenuncafaltemlivros 30/06/2020

Como grande fã da escrita de Pedro Bandeira que sou, não poderia, obviamente, deixar de ler essa que foi uma das suas últimas publicações.
Melodia mortal não é um livro como os outros de Pedro, meus queridos leitores. 🧐 E não espere encontrar a escrita do verdadeiro autor de Sherlock Holmes pois essa também não é a ideia.
.
O livro é inteligente, divertido, com os capítulos deliciosamente amarrados e cheio de histórias das vidas dos mais famosos músicos do mundo. Eu, que sou apaixonada por música clássica, descobri curiosidades interessantes sobre vida e morte de meus músicos favoritos e de outros que eu conhecia apenas o nome e os sonetos.

O livro faz o movimento de nos levar para 1800, tendo Sherlock Holmes desvendando algumas situações e se questionando sobre as possíveis causas da morte de cada músico; e de nos trazer para o tempo atual, com um grupo de médicos dando continuidade aos questionamentos de Holmes e acrescentando opiniões, considerando o que temos de conhecimento da medicina.
O livro é GENIAL e com tantos elementos incríveis na escrita que, ao final do livro, eu só sabia aplaudir. Porque olha, Pedro Bandeira, você está de PARABÉNS! 👏🎉
.
⚠️ Se você é um amante de Sherlock Holmes, não espere encontrar nesse livro a personalidade pura do nosso querido detetive. Pois Pedro Bandeira vai fazer um jogo com o estilo dele e colocar no personagem uma pitada de arrogância e um exagerado patriotismo Inglês, porém de um jeito bem cômico e divertido. Então, leia de boas, vai 😉
.
Então fica aqui a minha dica para você que quer ler algo diferente e curte musica clássica, história, Sherlock Holmes e/ou Pedro Bandeira, tudo num livro só.
comentários(0)comente



Gabriel Dummer 23/06/2020

Contos perdidos do Dr. Watson
Um livro ótimo. Para os fãs de Sherlock Holmes é um complemento indispensável, nos trazendo aventuras simples, mas que pegam a essência deste peculiar detetive. Também nos dá uma aula de história, de música e de medicina ao nós contar as vidas e mortes de grandes compositores da música clássica. Sem contar que nos faz rir em muitas situações hilárias e intrigantes. Um livro que nos deixa um sentimento de nostalgia quando termina, e uma vontade de voltar a primeira página.
comentários(0)comente



Tamara 27/05/2017

Resenha postada na íntegra e originalmente em: http://rillismo.blogspot.com.br/2017/05/resenha-melodia-mortal-por-pedro.html

Pedro Bandeira é um escritor que embalou parte do início da minha adolescência, com sua eterna e incrível série Os karas, que traz as histórias de um grupo de adolescentes que se envolvem em investigações e também em confusões. Então, assim que descobri que ele lançaria mais um livro, dessa vez com literatura policial adulta, logo me empolguei e resolvi ler. Foi uma experiência deveras positiva, uma vez que através dessa obra curta e de fácil leitura, pude descobrir um pouco sobre o famoso sherloke Holmes e sobre seu amigo, doutor Whatson, que são tão comentados na literatura, mas que eu ainda não conhecia. Também, achei genial a presença de todas essas informações a respeito de grandes gênios da música, e sobre suas mortes aparentemente estranhas e que foram cercadas, por muito tempo por diversas interpretações, a medida que a medicina evoluía.
Porém, confesso que o livro não me agradou de todo, e isso se deve principalmente ao fato de ser uma obra dividida em capítulos, e cada um desses capítulos traz uma situação vivida por Holmes e Whatson, e traz também a análise da confraria dos médicos na atualidade, mas esses capítulos me lembram muito apenas contos, pois não trazem ligação entre si, a não ser o fato de tratarem dos mesmos personagens, mas as situações não possuem ligação, e isso fez com que eu não conseguisse me conectar efetivamente com cada um dos casos que nos foram apresentados, e em alguns momentos, senti que foram narrações muito breves, sem muitos detalhes, e esses detalhes são o que mais me atraem nas obras policiais.
Embora esses pontos negativos tenham atrapalhado minha leitura, também houveram vários pontos muito positivos, e o principal deles é a escrita de Pedro Bandeira e de seu Co autor, Guido Carlos Levi, que é muito boa, acessível e fluída de se acompanhar, trazendo até mesmo o estilo do detetive Holmes. Além disso, conforme já mencionei, achei muito bacana poder conhecer um pouquinho mais sobre as circunstâncias de vida e da morte de grandes homens envolvidos com a música, e através disso, é perceptível a grande pesquisa que o autor teve de fazer para escrever a obra.
Os personagens, Holmes e Whatson, são muito interessantes e gostei de acompanhar sua parceria. Já em relação aos músicos, como estes apareceram de forma bastante rápida em cada um dos contos, não consigo encontrar um de grande destaque para mim. Ainda, os médicos da confraria que discutiam sobre os casos de Holmes e de Whatson são muito bacanas, e eu adoraria ver algum livro com esses personagens sendo protagonistas, e tenho certeza que dali sairiam muitas coisas deliciosas de se ler.
O livro é dividido em oito capítulos, sendo que quando são relatadas as passagens referentes a Whatson, Holmes e seus envolvimentos nos casos, temos a narração em primeira pessoa, feita por Whatson, e quando se trata das reuniões da confraria, a narração é feita em terceira pessoa. A leitura que realizei foi em ebook e não encontrei erros.
Recomendo a obra para todos aqueles que já conhecem a escrita de Pedro Bandeira, pois certamente irão se identificar com seu estilo de leitura e se sentirão saudosos dos livros que embalaram nossas vidas, ou ainda, para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de conhecê-lo, esse é um bom livro por onde começar.


site: Resenha postada originalmente em: http://rillismo.blogspot.com.br/2017/05/resenha-melodia-mortal-por-pedro.html
comentários(0)comente



Tata 13/04/2020

Como fã de Sherlock Holmes e me muitos dos gênios da música que aparecem nessa obra, não é difícil deduzir que eu simplesmente me apaixonei! Pedro soube retratar muito bem Watson e Holmes e criar uma relação fantástica entre eles e os musicos! Pretendo lê-lo novamente em breve.
comentários(0)comente



Bruna 24/10/2020

Amantes de Sherlock. Apenas leiam
Esse livrinho que quase passou despercebido em alguma prateleira foi uma das leituras mais surpreendentes deste ano. Ele é bem fiel a narrativa do Doyle mas em cenários muito diferentes.
Eu amei a maneira como colocaram os personagens na história e já queria montar um grupo sherlokiano na minha cidade tbm.
Gostei bastante
comentários(0)comente



LOHS 15/07/2017

Praticamente uma fanfic de Sherlock Holmes
Mais um livro do meu querido Pedro Bandeira. Eu tenho uma história muito legal com esse autor. Não sei se já contei para vocês, mas quando ainda estava na escola, minha professora sugeriu um projeto de audiolivro. Nessa época, eu tinha descoberto uns livros antigos no armário de casa, entre eles A marca de uma lágrima, de Pedro Bandeira. Eu adorei o livro! e sugeri como opção para gravarmos. Minhas colegas, então, apoiaram a ideia e - pelo que me lembro - nos divertimos.

Depois do material pronto, nossa professora convidou meu grupo para acompanhá-la até a Biblioteca de São Paulo, onde Bandeira daria uma palestra e uma sessão de autógrafos. Como presente, demos a ele uma cópia de nosso audiolivro. Eu tirei uma foto com ele e peguei seu autógrafo. Foi superdivertido. (O auge foi minha citação no site do colégio, a qual - como mágica - eu consegui achar! Foi há seis anos e eu ainda me lembro!).

Agora, o que é ainda mais incrível foi a oportunidade que tive de vê-lo novamente. Pedro Bandeira foi convidado para entregar os prêmios (de alguma coisa que eu já esqueci) lá na minha universidade. No final, também foi aberta a sessão de autógrafos e fotos. Como eu não sabia que ele autografaria, peguei um pedaço de sulfite e fui na cara e na coragem. E voilà, tenho outra foto com ele!

Portanto, não é nenhuma dúvida por quê eu escolhi esse livro, certo? Confesso, porém, que não gostar do livro foi minha primeira reação. Até eu entender o que estava lendo, demorou um pouco: então, deixe-me esclarecer. Pedro Bandeira escreveu uma fanfic de Sherlock Holmes e John Watson, basicamente. O diferencial? A Confraria dos Médicos Sherlokianos. Quem são eles? Um bando de médico fangirl de Sherlock. Nada muito diferente de nós.

Por que eu não gostei no começo? Porque eu estava esperando algo com mais ação. E o que eu encontrei? Muitos termos técnicos, muitas teorias, muita coisa que eu precisava pesquisar pra ver se estava correto e eu podia acreditar ou não. (Pra facilitar a vida de vocês, é tudo verdade! Pode acreditar mesmo!). A parceria entre Bandeira e o Dr. Guido Levi fizeram com que esse livro fosse muito certeiro.

“A mente privilegiada de Sherlock Holmes foi a grande virada que transformou minha existência insípida no vibrante papel de testemunha de um gênio em ação.” Watson, p. 12

O livro é dividido em partes. Cada uma delas começa com um conto inédito narrado pelo Dr. Watson a respeito das investigações que Sherlock liderou questionando as causas da morte de grandes gênios da música. Temos Mozart, Chopin, Bellini, Beethoven (e outros dois que eu não lembro, porque os nomes contêm muitas consoantes). Depois de cada "caso", somos apresentados à narração da Confraria (os médicos fangirls), nos quais os detalhes médicos levantados por Skerlock são discutidos e analisados tendo em vista os avanços da ciência moderna (conhecimento, até então, inacessível ao nosso detetive favorito).

As fanfics são pequenos contos, nos quais os grandes mestres da música clássica são citados. Os fangirs são narrações atuais. Médicos do mundo inteiro se reúnem mensalmente (aparentemente) para um clube do livro secreto. Cada médico possui uma área de especialidade, sua vida corrida e seus pacientes; o que dividem é o amor pela escrita do Dr. Watson e pela incrível genialidade de Holmes.

“Eram como se fossem piratas que tivessem descoberto uma arca cheia de tesouros e nem pensassem em gastá-los, contentando-se apenas com o deleite solitário da admiração do brilho das moedas de ouro, dos rubis e dos diamantes.”, p. 28

E é basicamente isso, pessoal. Depois que eu fui convencida de que todas as informações que a Sherlock questionava ou levantava eram reais e que todas as considerações da confraria eram fundadas em pesquisas já existentes, fiquei com a cabeça mais tranquila para simplesmente aproveitar a história que me estava sendo apresentada.

"- Acho que não é importante saber a causa de eles terem deixado de existir, meu caro Watson. O que importa para a humanidade é o privilégio de eles terem existido!" Sherlock, p, 239

Ao final de cada capítulo, há um quadro contanto um pouco a respeito dos compositores e algumas indicações de música para serem apreciadas! Não deixem de conferir essas sugestões. Eu gostei de algumas, outras eu não consegui nem passar do vigésimo segundo e outras eu já conhecia.

Esse livro é uma ótima oportunidade para você que tem curiosidade de conhecer uma escrita que parece suficientemente descritiva para preparar-se para um livro de Doyle. As deduções de Sherlock estão lá, a paciência de Watson também. Assim como toda a sorte de personalidades entre os médicos que formam a Confraria. Há momentos de tensão, de descontração, você pode ter algumas risadas roubadas. Enfim, é um bom livro! Diferente de tudo o que já li de Bandeira, mas mesmo assim, divertido.

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/07/melodia-mortal.html
comentários(0)comente



Gabriel 02/03/2020

Dá pra passar o tempo.
Já li a obra completa de Sherlock Holmes escrito por Arthur Conan Doyle, que é excelente, nesse livro imaginei que veria algo diferente, não foi ruim, mas também não foi tão bom, dentro da proposta, até que algumas partes foram interessantes, mas eu esperava mais.

Pra passar o tempo, valeu a pena, até porque ganhei esse livro, mas se você nunca leu nada sobre SH, incentivo a começar pelas obras do próprio Arthur C. Doyle.
comentários(0)comente



Mizael 16/11/2020

Muito bom. Bandeira conseguiu captar bem o espírito de Sherlock Holmes.
comentários(0)comente



MiCandeloro 20/10/2017

Tremendamente bem escrito e divertido!
E aí pessoal, aqui é a Mi e hoje trago para vocês mais uma resenha dupla, dessa vez com o Leo, que estará representando o Blog Segredos Entre Amigas. O legal dessas resenhas é que vocês podem encontrar a opinião de nós dois sobre o que achamos do livro. Espero que gostem!

MI: Sou fã de Pedro Bandeira desde a infância, quando pus as mãos na série os Karas, e quando soube que ele havia se aventurado na literatura adulta, para escrever uma fanfic de Sherlock Holmes, um personagem que amo demais, para investigar a morte de músicos clássicos, não pensei duas vezes ao embarcar nessa jornada.

LEO: Escrito em formato de pequenos contos, cada história nos é apresentada no passado, por meio dos registros feitos pelo Watson, fiel escudeiro de Holmes; e no presente, quando seus relatos são analisados por uma confraria de médicos que discute os diagnósticos que haviam sido feitos conforme a expertise da época.

MI: Logo no primeiro contato com o texto senti uma forte familiaridade com os personagens que já conheço. Os autores rebuscaram na escrita, como devia ser, para marcar o período da narrativa, e inseriram magistralmente as características marcantes dessa dupla tão famosa.

Ademais, fizeram um pequeno preâmbulo apresentando os dois para aqueles que nunca tiveram contato com eles, o que é ótimo, pois além de refrescar a memória de quem já admira Sherlock e Watson, deu oportunidade a qualquer um de ler a obra, independente de conhecimento anterior acerca de suas aventuras.

Como não amar o vaidoso, petulante e genial Sherlock Holmes? Ou o tão adorável, complacente e inteligente Watson, um corajoso ex-combatente e esforçado doutor?

LEO: Achei simplesmente fantástica a ideia dos autores em reviver o investigador para averiguar a morte de tantos músicos famosos sob uma nova perspectiva. Falando nisso, para quem se interessa por música clássica, esse exemplar é um prato cheio, pois ao final de cada capítulo os autores nos presenteiam com uma pequena biografia de cada músico investigado, para conhecermos melhor sobre a sua vida pregressa e seu trabalho. E devo admitir que fiquei muito curioso para escutar as sinfonias e óperas ali tão bem descritas.

MI: Se isso não fosse o bastante para me sentir seduzida por esse volume, os diálogos travados entre Sherlock e Watson são tão engraçados, daquele jeito bem ácido de ser, que ficamos ansiosos para entender como Sherlock consegue sempre chegar tão rápido a uma conclusão certeira.

O mais legal de tudo é que, por ter sido escrito a quatro mãos, tendo um médico como coautor, todos os dados inseridos na trama de Melodia Mortal acerca desta seara são verídicos. Por isso, para quem gosta e é curioso como eu a respeito do corpo humano e das doenças que nos assolam, vai achar muito interessante testemunhar as conversas versados sobre esse assunto.

LEO: Tremendamente bem escrito, divertido e nostálgico, desejo que Melodia Mortal seja o primeiro de muitos dessa nova fase de Pedro Bandeira na literatura mais adulta.

site: http://www.recantodami.com
comentários(0)comente



Wellington Silva 20/01/2018

O clickbait literário
De acordo com a sinopse, a proposta do livro seria, à luz dos conhecimentos da medicina contemporânea, examinar os indícios possíveis sobre as mortes polêmicas de alguns grandes compositores da música clássica.

Para tanto, os autores contariam com a investigação de ninguém menos que Sherlock Holmes, auxiliado pelo seu fiel escudeiro, o doutor John H. Watson, que narra as aventuras do detetive na empreitada.

Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX e início do século XX. Sua primeira aparição foi em 1887 na revista Beeton's Christmas Annual na história Um Estudo em Vermelho, onde vemos o primeiro contato entre as personagens principais de todos os contos, Sherlock e Dr. Watson.

Contadas sob a visão de Watson, as histórias do detetive particular caíram nas graças dos leitores do mundo inteiro, consagrando criador e criatura.

Nos últimos anos veio à notícia que Sherlock Holmes passou a ser de domínio público, ou seja, os livros de Conan Doyle podem ser reeditados e adaptados livremente.

Assim, podemos esperar ai muitas adaptações literárias e cinematográficas sobre o detetive da Baker Street. Inclusive, em Março de 2018 estreia uma animação, Sherlock Gnomes, baseada no "universo" da animação Gnomeu e Julieta, onde Sherlock Homes será um gnomo de jardim, mas vivo.

O Brasil não fica atrás. Já tivemos antes a obra O Xangô de Baker Street, escrita pelo apresentador, escritor e humorista Jô Soares, mas no final de 2017 foi lançado o livro Melodia Mortal, escrita a quatro mãos por Pedro Bandeira com o médico Guido Levi.

Pedro Bandeira de Luna Filho é um escritor brasileiro de livros infanto/juvenis mais vendido no Brasil (vinte e três milhões de exemplares até 2012) e, como especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o país. É autor da série Os Karas, O Fantástico Mistério de Feiurinha e de A Marca de uma Lágrima, entre mais de 80 títulos publicados. Recebeu vários prêmios, como o Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.

Há muito tempo não lia as obras de Pedro Bandeira e quando soube que o autor estava escrevendo um livro adulto e sobre Sherlock Holmes, logo pensei que gostaria de ler a obra.

Todavia, devo confessar que o livro é decepcionante.

A proposta inicial é que Sherlock Holmes investigaria a morte dos principais músicos da nossa era, mas não é bem assim.

O livro é dividido em 08 capítulos: 1. Necessária ouverture; 2. "Casta Diva" - Os mistérios da morte de Vincenzo Bellini; 3. Heroica Polonaise - Os mistérios da morte de Frédéric Chopin; 4. Réquiem para um anjo - Os mistérios da morte de Wolfgang Amadeus Mozart; 5. Tribunal de honra - Os mistérios da morte de Piotr Illitch Tchaikovsky; 6. Sinfonia Renana - Os mistérios da morte de Robert Shumann; 7. Fantasia coral - Os mistérios da morte de Ludwig van Beethoven; 8. Piccolo finale.

Também sob a ótica do Dr. Watson, justificando a sua presença no livro, pois no mais ele mostra-se completamente dispensável, mesmo para as questões de sua profissão.

O primeiro capítulo traz um resumo da relação Holmes/Watson, demonstrando como se conheceram e a grande admiração do médico com o detetive.

Neste capítulo minha decepção já é latente, pois Holmes não demonstrar ser o grande detetive que a fama informa, pois erra todas as suas deduções sobre fatos corriqueiros. Então, o leitor acaba pensando (pelo menos eu pensei): será que a genialidade de Holmes é tudo uma criação de Watson?

No capítulo 2 tudo isso desaparece. Logo, vemos que os autores estão mais perdidos do que cego em tiroteio, pois desconstroem a personagem para nada.

Assim como a maioria das obras de Conan Doyle, Melodia Mortal é dividido em contos, onde cada capítulo retrata uma investigação fechada.

Então, temos 06 contos, do capítulo 2 ao 7. O capítulo 1 e 8 servem como prólogo e epílogo, respectivamente. A meu ver, os capítulos 1 e 8 são dispensáveis.

Além da divisão em contos, uma caracteriza da obra é a divisão do tempo. Os autores narram às histórias de Sherlock e Watson em diversos períodos, onde o primeiro capítulo retrata fatos ocorridos no ano de 1890, e o livro termina com as personagens no ano de 1940, durante a 2ª Guerra Mundial, mas sem participação direta ou indireta.

Cada capítulo traz uma investigação, retrada no passado, ou seja, entre 1890 a 1940, mas ao final vemos uma Reunião da Confraria dos Medidos Sherlockianos, retrada entre os anos de 2016 a 2017, onde renomados médicos e fãs das histórias de Sherlock Holmes passam a debater as suas aventuras recém publicadas, apesar de retratadas no passado.

Percebemos que os médicos da Conferia vivem no mesmo universo que Sherlock, ou seja, diferente de nós leitores, para eles Sherlock realmente existiu, cujas histórias foram registradas e publicadas por Watson.

________________________

MINHA EXPERIÊNCIA
________________________

Diferente da obra de Conan Doyle, Sherlock é retratado completamente estereotipado, com uma arrogância infamada, apesar de ser gentil e cortêz com as pessoas.

Mostra-se um britânico chato, onde a cultura inglesa é sempre a melhor. Em muitas passagens Sherlock gosta de reforçar que as colônias britânicas são e sempre serão inglesas, além do seu descontentamento com a revolta Irlandesa e Escocesa.

Além disso, os contos não retratam a investigação de Holmes para elucidar a morte dos grandes músicos, como a sinopse informa. Cada conto retrata uma investigação aleatória de Holmes, mas com alguma ligação ao músico do capítulo. Por exemplo: No capítulo 7, que seria sobre a morte de Beethoven, a história se passa na Alemanha e a personagem que foi sequestrada encenaria a única opera escrita pelo músico alemão.

Sim, em cada capítulo Holmes discute a morte dos músicos, mas não há qualquer investigação, apenas teorias que ele tem conhecimento e gosta de debater.

Inclusive, estas teorias também são debatidas pela Confraria, nos tempos atuais e sob os métodos atuais. Contudo, ninguém pode chegar a uma conclusão, pois os músicos faleceram há muito tempo, sendo impossível realizar exames necessários para definir a causa mortes. Logo, o debate fica no mundo das suposições.

Esta parte da Confraria é completamente dispensável, pois, a meu ver, não acrescenta em nada a história. Apresenta personagens chatos e muito mais arrogantes que o próprio Holmes de Pedro Bandeira.

E mais, os médicos se dizem fãs de Holmes, mas não discutem sobre os contos, estão mais interessados em inflar os seus egos e debater suas suposições sobre a morte dos músicos.

Watson, por sua vez, demonstra ser um inútil, servindo apenas como testemunha do brilhantismo de Holmes e ouvido para o seu ego.

Melodia Mortal não cumpre o objetivo que propõem.

É bom? Sim, mas com muitas vírgulas. A investigação narrada por Watson é deveras interessante, pois quem gosta das histórias de Sherlock sempre quer mais e o livro traz mais investigações, diferentes das escritas por Conan Doyle. Contudo, o leitor tem que fazer um esforço muito grande para relevar muitos pontos das características de Holmes, Watson e da Confraria.

Por derradeiro, os autores ainda trazem a participação do psicanalista Sigmund Freud, mas de forma muito forçada.

site: http://jujusilvadog.blogspot.com.br/2018/01/resenha-melodia-mortal-o-clickbait.html
comentários(0)comente



39 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR