Pós-F

Pós-F Fernanda Young




Resenhas - Pós-F.


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Gui 19/02/2021

Ainda bem que eu não paguei pra ler esse livro

Em um primeiro momento fiquei interessado, já na contracapa afirmava-se que um feminismo radical alimenta o machismo e vice-versa, era uma afirmação interessante e como nunca tinha ouvido falar sobre pós-feminismo, atiçou minha curiosidade

Por ser um livro de não ficção, ele é dividido em capítulos temáticos, os quais a autora discorre acerca de sua experiência de vida e suas opiniões, há também umas passagens confusas com textos e cartas completamente aleatórias juntamente de esboços de desenhos (aparentemente figuras femininas)

Quanto à temática principal, o pós-feminismo, bom, se mostrou uma "fraude", este é um livro opinativo e não técnico, logo tudo o que a autora fala mostra muito sobre ela, com suas opiniões "polêmicas" nota-se uma falta de empatia, Fernanda Young definitivamente não é altruísta e acha que por algo acontecer com ela, é uma regra geral para todos, por isso fala que (para os trans) trocar de sexo não é necessário, basta apenas aceitar o seu sexo (assim como ela fez), por isso também relativiza o assédio, o que automaticamente fez com que boa parte do que foi falado perdesse a credibilidade para mim. Tudo isso escrito mediante uma linguagem que tenta enaltecer o fato de que ela está cagando e andando para o que os outros irão falar sobre suas opiniões polemicas e sem "mimimi" , apenas ofusca o fato de que esse pós-feminismo, por ela pregado, é na realidade apenas um machismo disfarçado, que tenta pregar a inexistência de próprio machismo (não é machismo, é falta de educação) e que estupidamente afirma não haver mais a necessidade do feminismo.
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Ana 13/02/2021

As faces do ineditismo de FY
Eu sempre evitei esse livro, porque me lembro das entrevistas da Fernanda Young falando sobre temas tão delicados que eu tinha medo de me decepcionar.
No entanto eu enfrentei o livro, com a mente aberta para entender toda a perspectiva da autora.
Existem dois pontos no livro que acho desnecessários e no lugar dela eu não os teria incluído pelo receio de não darem a atenção merecida a todo o restante (e isso acabou acontecendo), mas ela era corajosa.
O primeiro é sua opinião sobre o sofrimento do homem, com o sexismo. Eu entendo que alguns homens sofram certas pressões sociais mas não se compara aos prejuízos de uma mulher, que sofre violências de vários tipos e até a morte.
O segundo é sua opinião sobre a transexualidade, porque chegou a ser ingênuo e por mais que pareça inofensivo, acaba sendo mais uma pessoa de fora falando sobre/no lugar de uma pessoa marginalizada.
Eu não diria que o livro presta um desserviço a sociedade por esses dois pontos (porque a concorrência seria grande e ela perderia feio). Mas acho que não acrescentam e podem contaminar todo o resto, para muitos leitores.
A leitura vale muito e como em todos os outros livros, o leitor deve estar aberto à reflexão e ponderar sobre pontos mais delicados.
A Fernanda Young demonstrava ter consciência de classe e ser muito cuidadosa em sua comunicação, por isso, não acredito ser uma visão alienada da autora. No livro, sempre que criticou os rumos superficiais em que o feminismo tomou, fez ressalvas quanto a importância do movimento e considerou recortes sociais muito relevantes, muitas vezes esquecidos nos movimentos hashtags.
Em geral ela esteve a frente de seu tempo e nesse livro parece falar de um momento onde homens e mulheres têm os mesmos direitos, mas isso ainda não aconteceu.
Toda a sua visão crua e diferente sobre assuntos que pensamos já estarem resolvidos na nossa cabeça, como ser mulher, homem, feminismo, maternidade e sexo, estão no livro, com toda a beleza e genialidade já conhecida. Por isso vale a leitura. É um pouco mais do ineditismo de FY que não teremos mais.
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Thali Hage 17/01/2021

Fernanda Young, angustiante
Conheci o livro depois de ter assistido à peça ?Pós-F?, então desde o início da leitura já sabia quais eram as temáticas que iria encontrar no livro. Mas, a forma com que a Fernanda escreveu sobre elas me deixou extremamente angustiada e me fez questionar (ainda mais) várias coisas...
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Sah 16/12/2020

Talvez polêmico, mas só...
O maior motivo de eu ter lido até o final, foi a leitura ser rápida. Faltou conteúdo.
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Lauriza Maurício 07/12/2020

Como se reconhecer feminista? Como ultrapassar esse conceito? A autora nos faz questionar conceitos tão enraizados, a destruí-los e reconstrui-los
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maga suprema do universo 19/11/2020

ela já sabia
já sabia que iam meter o pau. fernanda young tem uma visão de feminismo que veio da vivência dela e não mudou por conta do que fazia sucesso no twitter. não acho que ela esteja errada, o ponto dela é válido para o tipo de mulher que ela foi. e não foi uma mulher comum.
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Cleber.Rios 18/10/2020

Não indico para todos
Nas resenhas costumo ser rápido e práticos, não vou ficar alongando e nem construindo um texto formal.
É um livro que basicamente fala da autora, a forma como ela pensa sobre as coisas e os achismos dela, até indicaria para algumas mulheres que não entendem nada de feminismos, eu fui ler na intenção de tentar aprender mais o lado feminino e encontrei textos extremamente egocêntricos, como se o feminismo se resumisse somente a ela! Enfim. Não é que o livro seja ruim, só é um livro sobre ela, eu homem gay não absorvi absolutamente nada além da forma como ela vê a vida dela e a família dela. Achei que fosse aprender mais sobre o feminismo e as formas como ele pode ser "pregado". Frustração, o título não condiz com o conteúdo do livro.
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igorhec 05/10/2020

É incrível como opiniões divergentes tem um potencial gigantesco de nos possibilitar um olhar crítico a respeito de nós mesmos. Porque eu não concordo com isso? Porque isso me irrita? Porque me afeta tanto? Acho que questionar seja o primeiro passo para possibilitar um entendimento de como pensamos e/ou lidamos com certas situações. E isso me agradou nesse meu primeiro contato com um conteúdo da Fernanda Young, a possibilidade de pensar sobre mim a partir de um ponto de vista diferente de situações das quais eu acredito.
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Ana Maria 27/09/2020

decepcionante!
Sou muito fã da Fernanda Young e tudo que li e ouvi dela sempre me marcou e, ainda que eu não concordasse com algumas ideias, a experiência era enriquecedora.

Estava bem ansiosa pra ler esse livro, principalmente, por ser quase uma biografia e ser o seu último lançado em vida.

Entretanto, me decepcionei profundamente, é um livro sem responsabilidade e pesquisa. Acredito que todos temos direitos a expressar nossas opiniões, seja lá o que for, mas uma mulher que influencia tantas pessoas e, principalmente, mulheres, ao se dispor a escrever um livro sobre feminismo deve, no mínimo, pesquisar e pesar como isso pode chegar nas pessoas.

Não acredito na falácia de se expressar mal, Young sempre foi cirúrgica transmitindo suas ideias. Esse livro foi um desfile, como ela mesma diria: de cafonice e mal gosto!

Ainda admiro muito a autora e pretendo ler todos os seus livros, mas esse foi uma escolha infeliz.
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Nelissa 22/09/2020

Esse foi meu primeiro contato com um livro da Fernanda Young, sua única obra de não ficção. Fernanda traz uma visão lúcida, questionadora, direta e um tanto ácida sobre diversos assuntos que envolve o papel não só da mulher, mas do homem também, em temas cotidianos como feminismo, maternidade, entre outros. É uma visão pessoal de Fernanda, um outro ponto de vista que gera questionamentos e reflexões, mas que me gerou muitas discordâncias também, comum.
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Sashimin 17/09/2020

Problemático
Este é um livro para se ler com um pé atrás. Sempre. Tudo que está escrito é apenas o ponto de vista da AUTORA, o livro é sobre ela, suas vivências e o modo como percebe o feminismo. Não se pode assumir o que está escrito como verdade absoluta, e já adianto que algumas passagens podem ser gatilhos para leitoras mais sensíveis. Gosto de pensar que ela escreveu o que escreveu para provocar e nos fazer refletir sobre a condição institucional do machismo e do patriarcado, das quais ela mesma não conseguiu se desvencilhar.
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Nic 30/08/2020

Um manifesto PÓS-F.
Este livro é um verdadeiro manifesto, como ela mesmo escreve no início do livro, ironicamente o PÓS- F pode ser lido como PÓS-FY.
FY era uma anarquista, absolutamente livre, descolada de padrões, regras e papéis sociais. O livro retrata a opinião de Young sobre as coisas, não se apegando ao politicamente correto, a teorias feministas, etc, é o relato e a sua opinião crua sobre as coisas do mundo, por isto muitas vezes nos causando incômodo e até sendo indigesto.
Dito tudo isto, me abstendo de julgamentos, e apenas me prendendo ao fato de Young ser livre para dizer o que quiser e da gente digerir como acharmos melhor, o livro é maravilhoso, intercalando desenhos e textos de Young, todos os textos muito críticos, reflexivos, apontando a visão dela de mundo, ponderando a sociedade que vivemos, o caminhos que estamos trilhando e sempre contando com relatos pessoais da autora. Penso ser uma leitura essencial para a transcendência, seus textos tratam de liberdade, sobre o feminino e o masculino, a experimentação de nossos corpos, nossa sexualidade, gênero, sobre assédio, maternidade, depressão, os papéis esperados para as mulher na sociedade, e até mesmo críticas ao feminismo.
O livro finaliza com seus desejos para um mundo PÓS-F.
Lembrando que o livro traz as verdades dela, FY, muitos podem não concordar ou até se decepcionar, mas, esta é a riqueza do livro, um livro maravilhoso para ser debatido e refletido entre homens e mulheres, seja na sala de aula, rodas de bar, movimentos sociais, clubes de leitura, etc...
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Patrícia 16/08/2020

Simplesmente amei! Direto ao ponto, sem vitimismo, como acredito que deva ser, como sempre fiz. Não se trata da verdade absoluta do mundo, mas da verdade dela, a qual compartilho.
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Poli 19/07/2020

?[livro 01/2020] Pós-F: para além do masculino e feminino? por Poli Lopes https://link.medium.com/xoCQ9egmg8
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