Contos completos

Contos completos Caio Fernando Abreu




Resenhas -


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Yuri Resende 27/07/2020

Caio é certamente um dos melhores escritores de sua geração. Nesta coletânea, as obras das que mais gostei foram 'Morangos Mofados', que já havia lido, e 'Os dragões não conhecem o paraíso'. 'Ovelhas Negras' não me cativou tanto, talvez pela ausência de uma unidade, uma homogeneidade tão cara ao autor em seus outros livros.
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Mariana Dal Chico 27/03/2019

“Contos Completos” de Caio Fernando Abreu abarca toda obra do autor dentro do gênero conto, com seis livros publicados, mais 10 contos avulsos sendo 3 deles inéditos.
Nesse volume há textos de Italo Moriconi, Alexandre Vidal Porto e Heloisa Buarque de Hollanda.
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Completar a leitura desse livro com mais de 760 páginas foi uma longa jornada que se iniciou em agosto de 2018 e terminou em março de 2019.
O começo da leitura me empolgou bastante, eu não conhecia nada do autor e fiquei encantada com sua urgência narrativa, com a forma que ele retratava emoções de pessoas experimentando a rotina da vida, e mais tarde, algumas de suas dores não apenas emocionais.
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Passada a fase de lua de mel com o autor, eu comecei a me cansar um pouco da leitura, mas isso foi culpa minha, apenas minha, por achar que seria uma boa ideia ler a obra completa, de uma só vez, um conto por noite.
Como resolver o problema?
Deixar o livro descansar na mesa de cabeceira e ler outros autores, experimentar mundos diferentes, me permitir sentir saudades da escrita de Caio para finalmente retornar a ele com vontade e não pela “obrigação” de terminar um livro.
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Finda leitura, o que sobra são sentimentos conflitantes em relação à obra como um todo, alguns contos eu amei tanto que já fiz releitura (“Os sapatinhos vermelhos” e “Pequeno monstro” perdi as contas de releituras), outros eu odiei e não quero retornar de forma alguma.
Meu livro preferido é “Os dragões não conhecem o paraíso”, gostei de todos os contos contidos nele (leia o conto “À beira do mar aberto” em voz alta, faz toda a diferença!)
“Morangos Mofados” deixou marcas com os memoráveis “Terça-feira Gorda”, “Transformações”, “Sargento Garcia” e “Caixinha de música”.
Já “Ovelhas Negras” me desapontou, foram pouquíssimos os contos que me agradaram.
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Agradecimento especial para @taryzottino que sempre fala do autor com brilho nos olhos e foi a grande responsável por eu me interessar pela leitura desse livro.
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Instagram: @maridalchico

site: https://www.instagram.com/p/BvWwwlngVvg/
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overthinker 02/05/2020

“Ele tinha aprendido o jeito de se confundir com as sombras, sem que o notassem. Tinha-se tornado uma sombra à espreita do que nunca era dito claramente, à beira do momento em que não haveria mais nenhum segredo a descobrir e a vida, então, se tornasse crua e visível, por tê-la tocado ele mesmo, não por ouvir dizer.”

Ler qualquer livro de contos do Caio é um desafio. O conheci lendo Pequenas Epifanias, um livro de crônicas, e lembro-me da estranha sensação de ter reencontrado um amigo que não via há muito tempo. Depois, li Limite Branco e aquele sentimento estranho de reencontro se consolidou. Quando finalmente tive em mãos um de seus livros de contos, O ovo apunhalado, aquela primeira impressão alternou-se com certo estranhamento: era como se aquele livro tivesse sido escrito por outra pessoa.

Não sei bem a razão disso, mas acho que o susto veio do choque com uma realidade interior tratada de forma tão visceral, transcritas que estavam aquelas coisas que sentimos e que achamos que nunca poderiam ser escritas de forma tão exata. Caio Fernando Abreu escreve como quem não teve medo de encarar o lado escuro de si mesmo, sem ceder à tentação de uma luz artificial. Romantismos e idealizações baratas não vão ser encontrados em seus textos, apenas a verdade crua, na medida e no limite em que foi vista ou sentida.

Como dito anteriormente, a leitura é um desafio, não pela obscuridade do texto, mas por seu caráter íntimo e subjetivo. É mais ou menos como mergulhar em um poço, a velocidade e a conclusão de cada parte desta antologia que reúne 6 livros e alguns contos inéditos vão depender de quanto tempo o leitor é capaz de permanecer submerso. Recorrentes foram às vezes em que precisei voltar à superfície, mas sempre me sentia compelida a voltar e a mergulhar novamente na escuridão daquelas personagens, que às vezes pareciam confundir-se um pouco comigo mesma.

A melhor surpresa foi descobrir Inventário do Ir-remediável, uma obra-prima na minha humilde e insignificante opinião de leitora recém-iniciada. Essa edição de contos completos foi um grande e merecido presente aos leitores brasileiros.
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Biblioteca Álvaro Guerra 27/09/2019

Pela primeira vez, a reunião de todos os contos de um dos autores mais viscerais da contracultura brasileira.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788535931280
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Mussi 02/01/2019

Sobre o diferente
Impossível ficar indiferente à obra de Caio Fernando Abreu.
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