Memórias Póstumas de Brás Cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis...




Resenhas - Memórias Póstumas de Brás Cubas


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alex 17/09/2019

"Não há remédio - disse eu comigo - vou arrancar está flor a este pântano" (p. 150)
"(...) havia no Lobo Neves certa dignidade fundamental, uma camada de rocha, que resistia ao comércio dos homens. As outras, as camadas de cima, terra solta e areia, levou-lhas a vida, que é um enxurro perpétuo." (p. 117)
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Antonio Talavera 16/09/2019

Enfrente o medo dos clássicos
Tenho esse livro a algum tempo, mas nunca havia "criado coragem" para lê-lo. Finalmente, resolvi enfrentá-lo e confesso que gostei muito. Quando se pensa em um clássico, vêm à mente coisas como um linguajar de difícil acesso e uma narração, por vezes, enfadonha. Entretanto, esse livro surpreende: o narrador personagem é extremamente cativante, a história do livro é interessante, a linguagem é compreensível e, acima de tudo, uma fina ironia perpassa seus capítulos, assim, Memórias Póstumas é um excelente retrato da psiquê de sua época. Além disso, a narração franca e cômica de Brás Cubas traz vivacidade para os eventos e as demais personagens ganham cor por meio de seus relatos. Seu encontro com Gaia, seus delírios de enfermo, suas aventuras de menino, seu romance com Virgília e sua amizade com Quincas Borba, todos conseguem fazer com que o leitor se apaixone pela obra inovadora de Machado de Assis, inovadora mesmo para o século XXI. A título de exemplo, uma coisa que chama muito a atenção são os diálogos entre Brás e nós (leitores), que somos constantemente convidados a pensar sobre a obra e a julgar um ou outro fato, obviamente com tons cômicos. O livro, penso eu, é uma ode ao nada da vida, uma paródia à burguesia frívola e um livro deliciosamente irônico.

site: naturezaesentimento.com.br
Antonio Talavera 18/09/2019minha estante
*há algum tempo




Jeh 12/09/2019

Apaixonante
Memórias Póstumas de Brás Cubas é um clássico da literatura brasileira, sendo marcada pelo surgimento do realismo no Brasil.

A obra machadiana aborda a biografia do defunto autor Brás Cubas que observa o mundo em sua volta com tamanho ceticismo.

Nos acontecimentos de sua vida acompanhamos sua infância e como Brás era um muleque endiabrado que maltratava os escravos e como era mimado pelo seu pai, também acompanhamos a fase da puberdade seu primeiro beijo, os amores, as desilusões amorosas, a dolorosa perda da mãe, a luta pela sua carreira profissional e seus fracassos, assim como, seu falecimento.

Impossível não criar afeto por esse personagem, depois de tanta intimidade, é como se Brás Cubas fosse membro da família mesmo com a diferença de século, por fim essa estória cativante, fez com que me apaixonasse perdidamente pela literatura, que para mim é tão necessária quanto respirar.

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde".
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Maga 30/08/2019

Meu livro favorito
A melhor obra do meu primeiro autor do coração
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Dre 24/08/2019

E morreu...
Um mix de sentimentos. Foi o primeiro clássico brasileiro que eu li, não estava acostumado com esse estilo de escrita então no começo foi difícil entender algumas palavras, ignorei os comentários presentes no livro, pois perdia o foco central na trama, confesso que não foi tão empolgante como eu pensei, mas isso não exclui o fato que a obra é muito importante, sem falar do escritor, Viva Machado de Assis e irie continuar com meus livros contemporâneos, por enquanto.
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Colenci 04/08/2019

Mestre da ironia, com um humor refinado, Machado é único e um dos maiores de todos os tempos. Brás Cubas é mais de seus personagens de vida medíocre, cuja existência marcou poucas pessoas. Como defunto ator vê a vida como um grande chiste, tendo liberdade total para narrar sua história e desenrolar seus pensamentos. Os capítulos curtos são perfeitos em si mesmos.
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Mauricio 03/08/2019

Realismo brasileiro
Tentando entender um pouco do Realismo no Brasil, li esse livro de Machado de Assis, que foi o primeiro da trilogia realista do escritor.
No livro Brás Cubas faz um longo relato de sua vida de forma póstuma, visto que já começa com morto, ou seja, já começa pelo fim...rsrs.
Durante a narração há diversas passagens da vida de Brás Cubas, entre elas o romance adúltero com Virgília, casada com um Lobo Neves, um ambicioso político porém pouco atencioso com a mulher. Entre as várias passagens, há a relação com a irmã Sabina, o cunhado Cotrin, um misterioso filósofo chamado Quincas Borba, além de algumas personagens de menor nível social como Eugênia filha de D. Eusébia, Marcela, Nhá-Loló, Dona Plácida - com essas o autor traça um destino cruel, um misto do desprezo de Bás Cubas pela má condição de vida que detinham com a realidade do pensamento social da época.
Diversos assuntos da vida social da época são abordados, principalmente escravidão e classes sociais. Com a escravidão são interessantes as passagens do escravo Prudêncio que era humilhado ao servir de cavalinho para o menino Brás Cubas e que após alguns anos, já livre é encontrado batendo num outro escravo, retrato da sociedade da época.

Mas realmente não é uma leitura fácil, toda essa narrativa é recheada de capítulos e capítulos que permeiam o pensamento de Brás Cubas, muitos de difícil entendimento, e pouco conclusivos. Nestes eu realmente não me ative muito, passei adiante, o que não prejudicou muito o entendimento da história.

Segue um capítulo que reproduz bem a visão crítica de Machado de Assis, que também era negro:

A borboleta preta

"... entrou no meu quarto uma borboleta, tão negra como a outra. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite... Achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.
Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

— Também por que diabo não era ela azul? Disse comigo.

E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela sairá do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir-lhe misericórdia.
Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo; aí vinham já as providas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul."
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Inlectus 31/07/2019

Nostalgia.
Um clássico reeditado, até o cheiro das páginas seduz.
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D'Angelo 23/07/2019

O melhor livro da literatura brasileira!!!
Fala tudo sobre a sociedade da época com a liberdade de um falecido e assim percebemos que não mudamos tanto assim desde lá e por vezes, somos tão medíocres ou capazes de reconhecer a mediocridade como Brás Cubas.
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Andrade 15/07/2019

Que felicidade ter terminado isso
Reconheço a excelência, mas não gosto de Machado de Assis.
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Daniel.Oliveira 05/07/2019

Um dos melhores livros de Machado de Assis junto com "Helena"
O defunto autor mais conhecido da literatura brasileira,nos apresenta nesse livro suas memórias de sua vida.Quincas Borba personagem de outro livro,e amigo de Brás Cubas, e temos também o diálogo com o leitor,Brás dirige-se aos cavaleiros e damas que o leem.Gostei demais do livro,Junto com Helena são meus favoritos de Machado,o final me emocionou,porque nós vemos que Brás cubas sempre buscou amor,mas as moças com quem se envolveu só buscavam interesses pessoais.Brás acaba nunca casando,e nem nunca conseguiu ser o ministro que queria,nem nunca teve um filho.Dando um final com pessimismo característico de Machado.

site: http://Mandaaresenha.blogspot.com
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Gabriel M.D 29/06/2019

Memórias póstumas de brás cubas
É um livro que terei que reler, porque não rolou! Pulei vários capitular, a leitura não fluiu, achei chata, densa, maçante, sem graça, ruim. Nunca pensei que não fosse gostar de Machado, tendo em vista ter gostado de todos os outros. Espero que quando for ler novamente seja uma experiência diferente.
Marcio P 30/06/2019minha estante
Concordo contigo. Achei bem chata a leitura, mas terminei de raiva! História sem graça, de difícil leitura, com vai e volta que fica sem sentido às vezes. Lerei outros livros de Machado, mas este não.


Ana 05/08/2019minha estante
Senti o mesmo, tanta gente gosta do livro que acabo me sentindo "burra". Mas não gostei, achei tedioso e sem graça, beirando a confusão em alguns momentos.




Carolina 28/05/2019

Quando a forma supera o conteúdo!
Apesar de não ter amado o enredo, a criatividade na forma da escrita desse romance é incrível: as conversas com o leitor, as ironias, o narrador póstumo, enfim, um livrão!
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EltonLM 28/05/2019

Criatividade e formato
A grande sacada do autor foi o formato do romance, um formato onde um morto narra a própria vida. Há pitadas de humor aqui e ali. Confesso que em certos momentos dar leves sorrisos de canto e em outros momentos me sentia um tanto melancólico. Machado de Assis tem esse poder. Ótimo livro!

site: bibliothequeopinatio.wordpress.com
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