À espera dos bárbaros

À espera dos bárbaros J. M. Coetzee




Resenhas - À Espera dos Bárbaros


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Arsenio Meira 12/09/2013

E eles (os bárbaros) não param de chegar


Dificilmente, um grande escritor data. É raro sentirmos que seus livros caducam. Difícil seus temas serem engolidos pela roda-viva de um tempo cada vez mais diminuto, ante a velocidades das informações e os equívocos que se reproduzem justamente através da tão festejada "presteza" da vida moderna.

O que serviria como um resumo da recente Guerra do Iraque, é o enredo do livro "À espera dos bárbaros", de J.M. Coetzee, Prêmio Nobel de 2003 e único escritor a ter vencido por duas vezes o Booker Prize, considerado o mais importante prêmio da Grã-Bretanha.

O conflito forjado pelo outrora presidente americano George W. Bush contra o Iraque, que poderia ter sido a fonte de inspiração para Coetzee, na realidade serve para mostrar o quanto o livro continua atual e, infelizmente, arcaicas as estratégias de manutenção de um Império que já demonstrou inúmeros sinais de fragilidade.

Lançado pela primeira vez em 1980, o livro chegou com um atraso de 26 anos ao Brasil, mas não importa: o romance permanece revigorado pelos rumos (quase sempre trágicos - vide Síria & armas químicas) da História.

Assim como ocorre em seus outros livros, Coetzee prefere abordar o problema através da tangente, a partir dos efeitos causados na vida de pessoas comuns (no caso, numa vila de fronteira); ao invés de abordar o problema em seu epicentro, nos círculos onde as decisões são tomadas.

Com isso, o escritor conserva o clima de incertezas, fazendo o leitor perguntar se tudo aquilo tem fundamento ou não passa de uma interpretação equivocada do personagem.

Sempre colado a um único personagem, J. .M Coetzee encarna desta vez o velho magistrado da cidade. Levando uma vida monótona, entre a burocracia de administrar o vilarejo e jogar conversa fora com os amigos; o magistrado ia envelhecendo em paz, até a chegada do coronel Joll, da temida Terceira Divisão da Guarda Civil.

Com ordens de promover uma missão contra os bárbaros, Joll bate de frente com os princípios do magistrado, que inicialmente se mantém discreto na defesa dos seus ideais. Mas com as práticas desumanas utilizadas pelo coronel, o juiz vai despindo seus pudores, deixando transparecer seu desconforto, perguntando-se quem são os verdadeiros bárbaros, até ser considerado um traidor.

Como o protagonista de Vida e Época de Michael K ou o professor universitário de Desonra, o magistrado também possui uma visão diferenciada dos que estão a sua volta. Todos três não se deixam levar pelas versões oficiais.

Ao contrário, se opõem a elas, mas de uma maneira bem particular, sem a intenção de se tornar líder de coisa alguma. É quase uma guerra particular; não há ambição no magistrado. No máximo, sua ambição pode ser situada no velho cenário: tornar-se mártir de si mesmo. A luta se dá mais num campo individual, pautada pela ética pessoal, de uma forma quase egoísta.

Essa consciência mais apurada dos protagonistas, impedem que eles tenham uma relação mais próxima com outras pessoas, fazendo da solidão uma temática importante da obra de Coetzee.

O isolamento é construído tanto pelos cenários remotos, como pelas diferenças físicas. Se Michael K sofria pelo seu lábio leporino e aparência de deficiente mental, os personagens de Desonra e À Espera dos Bárbaros encaram o problema da velhice.

Neste último, o autor utiliza as preocupações pessoais do magistrado, quanto ao esvaziamento da vida de um velho, como uma metáfora para o sentimento de um vilarejo que luta pela sobrevivência, seja ela contra os bárbaros ou o deserto que o cerca.
Ana 20/02/2014minha estante
Metáforas... como amo


Isabel.Rodrigues 19/12/2020minha estante
Show!!!!


Claudio.Berlin 01/06/2022minha estante
Li este livro em 2022 , ou seja 9 anos após esse post..
Um drama poderoso .

Complementando sua resenha , o que me chamou a atenção, foi a capacidade dos representantes do império, (Coronel Joll e a terceira divisão) , criarem o conflito onde não há conflito , com a posterior desintegração área que pretendiam defender .
Vemos essa situação mundo a fora todo dia .
O exemplo clássico foi o que você deu ( no Iraque ).
Achei fantástica uma narrativa em que ninguém tem nome ( com exceção do coronel Joll ) .
Livraço .


Maria Noronha 03/07/2023minha estante
Adorei a forma como você teceu seu ponto.




Julia Manjko 18/03/2023

Quem é o monstro ? ... E o homem quem é ? ....
Livro curtinho mas que diz muito. Que rica experiência!!

Comecei a leitura meio as cegas, não conhecia o autor, não sabia sobre oq o livro se tratava exatamente só sabia que foi um livro importante. No começo essa falta de informação me deixou um pouco perdida mas não demorou muito pro livro chamar a minha atenção.

No geral foi uma leitura bem envolvente e emocionante ( o meio me dispersou um pouco mas logo o ritmo voltou ). Não foi uma leitura confortável, principalmente no final quando a violência se tornou bem descritiva, mas mesmo assim se tornou um livro importante pra mim, me fez pensar demais.

Tirei uma estrela apenas por que algumas partes foram chatas pra mim, mas quando o livro focava no assunto principal.... Obra prima !!
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Mumartins 31/10/2022

À espera dos bárbaros
O romance de J.M. Coetzee narra parte da vida de um de um homem sem nome, que ocupa do cargo de magistrado na fronteira de um império igualmente sem nome. Acostumado a viver em um lugar pacífico, o personagem se vê completamente perdido quando um funcionário do império com o nome de Joll vai para a fronteira investigar supostas incursões bárbaras no território imperial. Bárbaros esses que já viviam lá antes da chegada dos opressores, bárbaros esses que foram massacrados e empurrados em direção às montanhas.
O método investigativo de Joll é degradante, pois se baseia na tortura de suspeitos. Ao se deparar com tal situação, o magistrado fica comovido e passa a questionar os meios imperiais. Após certo tempo, ele conhece e passa a cuidar de uma garota que teve o pai assassinado nos interrogatórios, além de ela própria ter perdido parcialmente a visão e ter tido os tornozelos quebrados. O magistrado se afeiçoa a essa garota sem nome, dando início a uma jornada que apenas findará com a barbárie.
A situação descrita acima leva ao questionamento sobre quem realmente são os bárbaros: os nativos ou os colonizadores que massacraram a cultura e o povo do local? No desenrolar da trama, fica muito bem exposta a violência que os povos americanos e africanos sofreram quando os europeus adentraram em seus territórios. O que torna o livro ainda mais interessante é o fato de o lugar e o Império carecerem de nomes, pois permite que o leitor imagine inúmeras situações que aconteceram em diversos países, não obstante em alguns momentos o autor ter dado a entender que o livro trata da colonização britânica.
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Tiago600 13/10/2021

Assombroso
Aos fatos. Coetzee é um artista que gera em mim diversas emoções e opiniões justamente por ser imprevisível. Faz muito tempo que li "Desonra", lembro de ter amado, porém devo uma revisão, o filme é intragável. "Homem Lento" é escrito de forma bem elegante, também preciso reler. Em "Infância", tive problemas com certas visões do autor perante a África negra. Para citar um exemplo: a abordagem condenatória do autor (assumidamente vegetariano) para com o sacríficio de animais em rituais indígenas africanos que quando exposta de maneira rasa e caricata, antropologicamente falando é no mínimo problemática, visto que acima de tudo é um olhar unilateral. Porém o assunto aqui não é "Infância" e isso por si só demandaria uma resenha mais profunda.

Gosto quando Coetzee de forma antropofágica se apropria de obras consagradas e por consequência consegue extrair delas algo de novo. São os casos de "Foe"- para mim um livro melhor que Robinson Crusoé - e "Vida e Época de Michael K." que apesar de não ser melhor que "O Processo", é um dos trabalhos mais interessantes do escritor. Algo que acho de suma importância ser dito aqui é a influência de Beckett - que por sua vez foi o tema de mestrado/doutorado do escritor sul-africano. Essa influência é tão notória, que basta que nos atentemos aos títulos de seus livros e já temos a resposta de tamanho impacto.

À Espera dos Bárbaros faz uma dupla "apropriação". Começando mesmo pelo título, que por sua vez é o título do poema mais emblemático do colossal poeta Konstantínos Kaváfis (ainda que muito desconhecido no Brasil) em nada deixa de fazer frente a T.S. Eliot, Fernando Pessoa e tantos outros titãs poéticos do Século 20. A segunda corruptela se dá no claro paralelo com o atemporal "O Deserto dos Tártaros" de Dino Buzzati. Aqui eu me vi em conflito nas páginas iniciais, pois sabia que se Coetzee fosse se apropriar por completo da obra magna do autor italiano, ele falharia perante tamanha megalomania. Para minha surpresa, ele não faz isso. O que resta da influência de Dino Buzzati no livro em questão é apenas uma breve sombra esquelética da proposta in loco, e foi justamente essa sutileza que me fisgou.

Qualquer um que leia Coetzze, sabe que o autor tem uma dívida eterna para com Kafka, inclusive também é possível traçar um paralelo entre "À Espera dos Bárbaros" e o conto "A Muralha da China" do escritor tcheco, só que essa apropriação se faz de forma mais branda. Dito tudo isso, "À Espera dos Bárbaros" é uma pancada, justamente porque pega o melhor de todos esses mundos e os condensa. Não entrarei no velho chavão sobre como os "bárbaros" em questão somos nós, justamente por acreditar que todos (independente de etnia) carregamos a barbárie em alguma instância no âmago de nosso ser. Portanto, encarar o livro só como uma mera "alegoria" é um grande equívoco. As páginas versam sobre diversos temas e dimensões. Na minha visão, o grande cerne da obra é sobre como passamos e temos passado ao longo da história. Para o homem que se diz "civilizado" é praticamente inconcebível admitir que em determinados momentos históricos, seus exércitos já foram aniquilados por povos munidos de arco e flecha, velhas armas enferrujadas, homens que viviam em tendas sem saber ler ou escrever. Isso é tão notório, que esse homem dito "civilizado" expõe todos esses utensílios e afins em museus ao mesmo tempo que se debruça sobre pedras com runas arcaicas tentando decifrar o passado atrás de respostas que desconhece em sua totalidade. Assim novos impérios nascem todos os dias, falando sobre novos começos e capítulos em branco, o que por sua vez não passa de discurso, pois sabemos que até hoje estamos lutando com a velha história na vã tentativa que ela nos responda se tudo isso valeu a pena ou não.
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Higor 11/10/2021

"Lendo Nobel": sobre o colonialismo e seus resultados tortuosos
Considerado um dos melhores livros do século XX, "À espera dos bárbaros" é, junto com "Desonra", o magnum opus do autor, ou até mais mencionado que ele, como o grande livro de Coetzee. O comitê do Prêmio Nobel, que concede a láurea pela obra em conjunto, não um livro individual, mencionou À espera dos bárbaros, aliás, como "um thriller político na tradição de Joseph Conrad, no qual a ingenuidade do idealista abre as portas para o horror".

Como não podia deixar de ser em um livro de Coetzee, o livro é bastante cru e pesado; enquanto em "Desonra" não há nada explícito, aqui a violência, principalmente, é explícita a ponto de causar desconforto no leitor despreparado, e este precisa fechar o livro, respirar e pensar antes de voltar a história.

O autor conta a história de um Império fictício, situado em um lugar e tempo não especificados, mas reconhecível como uma versão civilizada da África do Sul. Esta cidade, no meio do deserto, com condições sanitárias e de sobrevivência, se não precárias, ao menos no limite, vive bem, ou ao menos sem reclamações por parte de seus habitantes, até que devido a rumores de que os povos indígenas da área , chamados de "bárbaros", pode estar se preparando para atacar a cidade. Com isso, forças especiais da capital são mandadas para tal cidade.

Consequentemente, tal força conduz uma expedição para as terras além da fronteira. Liderado pelo desumano Coronel Joll, a tripulação captura vários bárbaros, os traz de volta para a cidade, tortura-os, mata alguns deles e parte para a capital a fim de preparar uma campanha maior.

O livro carrega uma grande aura de "Será?" em volta do que são os bárbaros, se eles são realmente bárbaros, aquele que ou quem é cruel, desumano, feroz, como o dicionário classifica, ou se são apenas quem pertencesse a outra etnia ou civilização e falasse outra língua que não a deles, meros estrangeiros que não se comportam como o Império espera.

Talvez o desconforto com a leitura seja justamente a de não reconhecer o inimigo, ou de saber se o vizinho é, de fato, alguém que pode fazer mal. Pelos históricos anteriores, tais índios, embora não convivessem perto deles, ou em sociedade, ao menos uma vez por ano aparecia para fazer escambo, trocas e outras coisas que, porventura, podiam ter com o auxílio da sociedade, e estava tudo bem. Agora, quando os prisioneiros começam a surgir, são torturados, e tais torturas são explícitas, é impossível o leitor não se sentir, no mínimo incomodado e compadecido com o descaso.

Um estudo de reflexão sobre o que nossos antepassados sofreram, suportaram e tiveram que encarar para que hoje, aos trancos e barrancos, pudessem tentar conquistar seu espaço hoje. Um passado terroso, sangrento e, embora fictício neste livro, dá uma pincelada, apenas 1% da crueldade e maldade do homem, do homem branco e "civilizado" sobre os menores, os oprimidos.

Doloroso e chocante, tal como algumas histórias de Mario Vargas Llosa, do recém laureado Abdulrazak Gurnah e tantos outros autores que abordam o colonialismo e seus desastres, seus sistemas opressores e o resultado de tais atitudes, "À espera dos bárbaros" é um livro que precisa de cuidado, fôlego, e principalmente, um estado mental no mínimo, preparado para se encarar.

Este livro faz parte do projeto "Lendo Nobel". Mais em:

site: leiturasedesafios.blogspot.com
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Juliana JRS 04/10/2021

A menina bárbara carrega no corpo as marcas da barbárie do homem civilizado. Aonde estão os bárbaros?
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Marconi Moura 06/01/2023

7 / 10
O mote inicial deste livro é muito interessante, com nítida inspiração no Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati: uma modorrenta cidadezinha fortificada de fronteira que é envolvida em um clima de guerra iminente da qual nem desconfiava, de uma provável invasão pelos bárbaros que tinham na conta de coitados, tudo iniciado pelos próprios procedimentos de investigação truculenta e mobilização militar. Também é muito interessante o ambiente meio fantástico de um império qualquer, em um deserto qualquer de algum tempo desconhecido... A partir daí o magistrado sem nome da cidade vai narrando em primeira pessoa a sucessão de eventos e refletindo sobre a situação e sobre si mesmo. O enredo vai indo bem, com boa habilidade narrativa... mas então achei que começou a desandar. O ritmo começa a ficar irregular entre os eventos violentos ou surpreendentes e os momentos de reflexão do narrador. Além disso, na última metade ou último terço o autor assume um tom moralista meio piegas, um proselitismo... Enfim, um bom livro, mas que deixa um sabor residual chato. Ainda assim uma boa leitura, com questões éticas e morais sempre atuais.
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Tito 13/02/2012

Sobre velhos medos e novos bárbaros.
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Bru 22/05/2022

Livro com escrita fluída, com personagem principal que desperta muitos sentimentos no leitor. É fácil gostar e também detestar o magistrado.
Eles que já estavam entre os bárbaros, mais cruéis que se pode imaginar.
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leandro.marcond 26/05/2021

Impactante
Vejo que temos uma quantidade significante de resenhas aqui no Skoob sobre a descrição do romance, não vou me dedicar a isso.

O livro me trouxe umas das frases mais impactantes e verdadeiras que tive contato nas minhas leituras literárias (que são ainda modestas, ressalta-se):

"Só um pensamento preocupa a mente submersa do Império: como não acabar, como não sucumbir, como prolongar sua existência. De dia ele persegue seus inimigos [...]. De noite se alimenta de imagens de desastre."

É uma frase que se aplica não somente a muitas colonizações, como também a diversas guerras, imperialismos e, porque não, a muitas teorias conspiratórias e a polarização política. Como alimentar o ódio ao outro, a ideia de "nós contra eles" senão por meio da criação de "imagens de desastres", sendo elas reais ou não?

Uma boa reflexão.
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Cinti 20/10/2020

Cenas fortes
Um livro agridoce, com uma prosa muito boa, difícil de largar, mas com cenas fortes, uma inclusive que tive que pular, por que estava demais pra mim. Acho que ando muito sensível... Há que se pensar porque existem determinados tipos de pessoas que não cabem na minha concepção de humanidade.

O protagonista também não era flor que se cheire, mas era um bom homem apesar de tudo. mas em muitos momentos também me enojou. Diferente dos vilões do livro, mas muito semelhante em alguns aspectos. Mas uma coisa é certa que ele fala, o que os impérios pensam da vida que invadem territórios, criam fronteiras e mesmo assim ainda acham que os nativos do lugar são o inimigo?

Uma coisa me fez pensar... assistir a atrocidades podem tornar as pessoas atrozes? Ou todos nós temos um gosto pela crueldade, só lidamos diferentemente com ela? Eu não consigo conceber que alguém humanamente sã posso torturar outras pessoas, mesmo que as considere inimigos... eu já sofro pra matar uma barata...

Esse livro tem tantas coisas para pensar sobre o mundo que teria que ser lido inúmeras vezes para repensar todas elas.

Imagine um quartel de fronteira num lugar bem longínquo, esquecido por Deus, com uma pequena cidade ao redor que vive tranquilamente, apesar dos verões modorrentos e dos invernos congelantes e que de repente é sacudida pela visita de oficiais da cidade que acreditam que Bárbaros estão se armando para atacar o Império... só que não há provas disso e esses oficiais querem por tudo que é sagrado que isso seja uma realidade, mesmo que tenham que apelar... esse mundo é doido e não duvido que haja lugares assim e pessoas como esses personagens.

A história parece monótona no começo, mas a ideia é essa mesmo, mostrar o contraste do que acontece depois...
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Douglas.Bonin 14/11/2020

À espera de algo que nunca acontece
É difícil críticar alguém que ganhou um Nobel, quem sou eu na fila do pão? Mas este livro não me capturou, o protagonista foi capturado, mas eu não.

Interessante a crítica levantada sobre a representação dos bárbaros. Podemos invocar um debate de como nós, os civilizados, somos capazes de enfiar em acampamentos milhares de refugiados, enquanto dormimos em camas quentinhas os julgado como seres análogos a humanos.

Mas mesmo com importante debate, a narrativa me irritou e cansou, apesar de retratar a decadência de um velho louco por prazer da mesma forma que Yasunari Kawaba, no fim eu só queria terminar logo e dizer tchau.

Bem, Tchau.
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