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    Luxúria -

    Fernando Bonassi

    Record
    2015
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788501104304
    Português Brasileiro
    3.8
    63 avaliações
    Leram88Lendo3Querem145Relendo0Abandonos5Resenhas6
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    Do roteirista de Carandiru e Cazuza – O tempo não para Quando Fernando Bonassi terminou de escrever Luxúria, a ascensão da nova classe C parecia anunciar um futuro de plena prosperidade no Brasil e a crise do abastecimento de água nas metrópoles do país soaria como ficção. Agora, no entanto, esta fábula contemporânea, sobre uma família comum, com ambições comuns, mas cujas escolhas aos poucos a leva a um cenário apocalíptico, parece anunciar os impasses desse Brasil em que progresso significa consumo. Inebriados pelo crédito fácil neste “momento histórico de prosperidade”, como alardeiam as propagandas do governo, a família de um metalúrgico — que mora em uma casa financiada, com carro financiado e eletrodomésticos financiados — decide construir uma piscina no quintal de casa. Porém, como afirma um dos personagens, “Há tempos a água não significa pureza: é a mãe de todas as guerras”, e essa decisão aparentemente banal vai expor as bases instáveis em que se assenta a normalidade da classe média, num equilíbrio fraco entre a pobreza e o bem-estar, entre a família feliz e a tragédia.

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    Lilian Paulo picture
    Lilian Paulo04/05/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Saga brasileira

    O livro conta uma história comum de uma família de classe média, mas com bastante crítica, acidez. A leitura flui rápida

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 63
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Fernando Bonassi profile picture

    Fernando Bonassi

    Fernando Bonassi (São Paulo, no bairro da Mooca, 1962) é um escritor, roteirista, dramaturgo e cineasta brasileiro. Formado em cinema pela USP, tem se destacado pela narrativa versátil, transitando pela literatura e pelo audiovisual com a mesma fluidez. Sua primeira peça é de 1989, As Coisas Ruins da Nossa Cabeça, ainda inédita no palco, mas que ganha adaptação para o cinema, por Di Moretti e Toni Venturi, intitulada Latitude Zero, filme protagonizado por Débora Duboc, em 2001. Estréia no teatro com Preso Entre Ferragens, em 1990, espetáculo dirigido por Eliana Fonseca. Sobre sua estréia, comenta a crítica e repórter Beth Néspoli: "Texto teatral escrito por Bonassi, depois de ele ter presenciado um terrível acidente numa estrada de Cuiabá, Preso entre Ferragens ficou na gaveta do autor por dez anos, por ser considerado de difícil montagem. No entanto, personagens em situações claustrofóbicas e no limiar da tragédia já começam a tornar-se sua marca registrada". Em 1996, transpõe para o palco seu romance Um Céu de Estrelas, dirigido por Lígia Cortez, ganhando o prêmio de melhor texto na Jornada SESC de Teatro. No mesmo ano, o romance ganha versão cinematográfica nas mão da diretora Tata Amaral, tendo Leona Cavalli como atriz principal. A adaptação foi assinada por Jean Claude Bernardet e Roberto Moreira (Prêmio de melhor filme nos Festivais de Biarritz, Brasília e Trieste em 1997). Vencedor da bolsa do Kunstlerprogramm do DAAD - Deutscher Akademischer Austauschdienst, passou 1998 escrevendo o volume de contos intitulado O Livro da Vida, em Berlim. Seu romance Subúrbio teve os direitos comprados pelo DAAD, tendo também sido adaptado para o teatro no mesmo ano. Ainda no mercado alemão, em 2000 foi lançado seu livro infanto-juvenil Uma Carta Para Deus. Em dramaturgia, uma de suas criações cênicas mais notáveis até o momento, foi Apocalipse 1,11, espetáculo de 2000 inspirado no Apocalipse, de São João, último episódio do livro bíblico, junto ao Teatro da Vertigem de Antonio Araújo. Também merece destaque o texto Woyzeck desmembrado, desenvolvido em parceria com o ator Matheus Nachtergaele. Em cinema, merecem destaques suas co-autorias dos roteiros de Cazuza - O Tempo Não Pára e Carandiru. Seu curta-metragem O Trabalho dos Homens recebeu os seguintes prêmios: melhor roteiro no Festival de Cinema do Ceará e no Rio Cine Festival, além dos prêmios de melhor roteiro, melhor direção e melhor filme no Festival de Gramado. Além de escritor, roteirista e dramaturgo, Bonassi também atua como colunista do jornal Folha de S. Paulo desde 1997. Atualmente, integra o quadro de contratados da Rede Globo, onde desenvolve projetos em parceria com Marçal Aquino.

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    São Paulo, Brasil

    Fernando Bonassi