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    The Pickwick Papers -

    Charles Dickens

    Wordsworth Editions Ltd
    1993
    778 páginas
    1d 1h 56m
    ISBN-13: 9781853260520
    4
    22 avaliações
    Leram27Lendo16Querem24Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos2Desejados24Avaliaram22

    Charles Dickens’s satirical masterpiece, The Pickwick Papers, catapulted the young writer into literary fame when it was first serialized in 1836–37. It recounts the rollicking adventures of the members of the Pickwick Club as they travel about England getting into all sorts of mischief. Laugh-out-loud funny and endlessly entertaining, the book also reveals Dickens’s burgeoning interest in the parliamentary system, lawyers, the Poor Laws, and the ills of debtors’ prisons.

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    Maria Carolina picture
    Maria Carolina18/12/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As Aventuras dos Pickwickianos: Um Passeio Inesquecível pela Inglaterra de Dickens

    The Pickwick Papers é mais do que um livro, é uma experiência de vida - e reler essa obra em inglês foi como revisitá-la com olhos novos. Já conhecia a história da coleção vermelha antiga que tenho em casa, mas ler no original foi um desafio que valeu cada página. Por ser escrito em um inglês do século XIX, levei longos dias para completar a leitura, mas a riqueza da escrita de Charles Dickens compensou toda a dificuldade. A obra segue o carismático Samuel Pickwick e seu bando de excêntricos amigos - Snodgrass, Tupman e Winkle - enquanto viajam pela Inglaterra rural e urbana, colecionando aventuras, confusões e reflexões sobre a vida. A cada capítulo, somos convidados a rir, refletir e, em alguns momentos, a nos comover com as situações absurdas e hilárias que só Dickens sabe narrar. "A felicidade é um presente que cada um deve conquistar para si, e o riso é o maior dos guias nessa jornada." Dickens tem um talento raro para misturar humor e crítica social, transformando pequenas cenas do cotidiano em grandes momentos de reflexão. A leveza do riso em Pickwick muitas vezes esconde verdades profundas sobre a sociedade inglesa da época. A narrativa episódica de The Pickwick Papers lembra um pouco o formato de David Copperfield, outra obra que amo, mas enquanto este é mais introspectivo e melancólico, Pickwick é pura alegria. Claro, há momentos de tensão e drama - como na prisão de Pickwick em Fleet -, mas no geral, o tom otimista prevalece. Não posso deixar de mencionar Sam Weller, o criado espirituoso e leal de Pickwick, cuja sagacidade e sabedoria prática roubam a cena em várias ocasiões. Sam representa o povo comum, com toda a sua astúcia e bondade, e suas tiradas irônicas são verdadeiras joias do livro. Um dos meus momentos favoritos foi quando Sam diz: "Se um homem não consegue encontrar algo para rir, ele deveria se perguntar o que fez de errado." Essa frase captura o espírito do livro: uma celebração do riso como antídoto para os problemas da vida. Se compararmos com outra obra de Dickens, como Grandes Esperanças, o contraste é gritante. Enquanto Pip e Estella habitam um mundo cheio de traições e arrependimentos, Pickwick e seus amigos se movem por cenários repletos de camaradagem e inocência, mesmo quando as situações ficam complicadas. Falando da edição da Penguin Classics, tenho sentimentos mistos. A ilustração da capa é ótima... os desenhos originais de Phiz, capturam a essência cômica e visual da história, mas a diagramação deixa a desejar: o papel fino e acinzentado parece folha de jornal, e a tinta, quase úmida, suja os dedos. A fonte, mais uma vez, lembra uma máquina de escrever, o que até combina com a época da obra, mas cansa os olhos após longos períodos de leitura. Recomendo The Pickwick Papers para qualquer pessoa que queira conhecer Dickens de uma forma leve e divertida. É um livro para ser saboreado com calma, aproveitando cada página como um pedaço da Inglaterra vitoriana. Indico a obra para maiores de 12 anos, por causa da complexidade do texto e algumas discussões mais maduras. No final das contas, Pickwick é mais do que um personagem; ele é um estado de espírito. Relê-lo no idioma original foi um presente que dei a mim mesma, e mal posso esperar para revisitá-lo novamente em outra fase da vida. Afinal, como diz o próprio Pickwick: "Viajar é a melhor forma de entender a vida, desde que se viaje com o coração aberto."

    4 curtidas

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    Avaliações

    4 / 22
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Charles John Huffam Dickens profile picture

    Charles John Huffam Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos freqüentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Gênova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

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    Hampshire, Inglaterra

    Charles John Huffam Dickens