Edição extra de 2007 com várias curiosidade já publicadas pela revista (133 ao todo). Gosto das notas históricas, mas quando compiladas em uma única edição a leitura parece tão chata... A mesma experiência de enfado tem se repetido a cada publicação desse tipo. Dá sensação de excesso de informação, cansaço mental, com as notas parecendo menos atrativas. Será correto dizer poluição cerebral? Sei lá, mas é a sensação que tenho...
O jeito é focar em algo e costumo privilegiar as bizarrices e descobertas legais. Entre estas, nenhuma superou a nota publicada na seção "Você sabia?" com a abordagem: "Papa cadáver foi julgado e atirado no rio". Fala sério! Cada coisa esdrúxula na história dos papas... Essa superou a de Inês de Castro (que pelo menos tinha um contexto romântico). Em verdade, é uma história do jogo de interesses escusos pelo poder, ocorrida no século 9, quando o papa Estevão VI, numa manobra de autopromoção, mandou retirar o corpo de seu antecessor, Formoso, e o levou a julgamento, sendo o finado condenado por excesso de ambição e lançado no rio (destino comum de condenados). Mas a história não acabou aí e, ainda no mesmo ano, houve movimento encabeçado por outro desejoso do poder, que resultou na morte do papa nonsense e readmissão no sepulcro do que fora lançado no rio. Eu, hein!
Curiosidades malucas tem várias, como a origem de "Acabar em Pizza" (história acontecida com a cartolagem do Palmeiras na década de 1960) e hipotética entrevista com Cleópatra. No contexto de 2007, teve um disse-me-disse histórico de que era feiosa, por conta de uma moeda encontrada em que a imagem atribuída a ela não era nenhum monumento de mulher. Como dizem, babado histórico! Feia ou não, devia ser muito sedutora e interessante, de refinada erudição. Certamente, pois foi capaz de provocar guerra entre antigos aliados romanos.
A curiosidade que achei mais legal foi a origem da nomeação às notas musicais. Ocorreu no século 12, em que um monge italiano usou a primeira sílaba de cada verso de um hino em homenagem à João Batista, em latim, para dar nome as notas. Nunca vou memorizar os versos, mas guardo e registro a história etimológica das sete notas musicais.