Distopias nos fazem pensar em possibilidades. Em uma realidade diferente da nossa, seja ela exagerada ou não, nos da ferramentas para pensar em como um fato, uma decisão, pode mudar tudo.
Um Cântico para Leibowitz é isso. O que seria do mundo após um cataclisma nuclear. E se a humanidade apertasse seus botões de disparar mísseis?
Recuperar o convívio social, manter o mínimo de segurança sobre o conhecimento humano (ou o que sobrar dele) para gerações futuras. Será que pensaríamos nisso ou só em sobreviver?
Esse papel abnegado coube aos monges na obra. Aliando o papel do sacrifício da vida dedicada a religião à proteção do conhecimento. Ideia vinda de São Leibowitz, santo em tentar proteger o conhecimento humano.
Três épocas distintas, que vai evoluindo até chegar novamente ao momento da mesma decisão no ciclo em que o homem se desenvolve tanto a ponto de se destruir. O que fazer agora?
Premissa e execução genial! Cruzar a narrativa é uma aventura esplêndida e angustiante, em que tudo se encaixa, cada simples movimento tem sua reação no futuro.
Teoria do Caos e Humanidade. Que baita combinação! Seja verdade ou não!