A Pele -

    Curzio Malaparte

    Civilização Brasileira S.A.
    1966
    307 páginas
    10h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Este é um livro duro, amargo e violento, como a vida. Há páginas nesta obra-prima que nos lembram os desenhos de Goya, da série "Os desastres da guerra", tão candentes se mostram no retratos sem retoques da abominável condição a que se podem reduzir os homens, vencidos ou vencedores, quando entregam ao sinistro esporte de se destruirem uns aos outros... É por isso mesmo um livro fascinante, que você não abandonará antes de chegar ao fim, de que jamais se esquecerá e de cuja leitura sairá engrandecido como ser humano.

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    Wilton Fonseca06/08/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Surreal, mas também, real.

    Malaparte exibe uma profundidade ímpar no que respeita à história da Europa, assim como da personalidade de seus principais líderes. Em primeiro lugar, introduz uma nota de surrealismo na forma como são narrados os acontecimentos que englobam a dissolução e a destruição dos valores morais à época, tendo como cenário a cidade de Nápoles e o inquietante Vesúvio. Depois, rejeita não apenas a hipocrisia, a vilania, a degradação da sociedade contemporânea e as violências do Estado moderno, mas também, e sobretudo, o homem moderno, degradado e profundamente corrompido pelos males morais e sociais. Para ele, as atrocidades da guerra demonstram que Deus morreu e que a bandeira do homem é a sua própria pele. Pela salvação de sua pele, o homem paga qualquer preço por mais indigno que seja. O romance reportagem A Pele é forte por natureza, viril ao extremo. Constitui-se em leitura obrigatória.

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