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    Isagoge - As categorias de Aristóteles

    Porfírio

    Guimarães Editores
    1994
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9789726653851
    Português Brasileiro
    4.5
    39 avaliações
    Leram69Lendo12Querem83Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos2Desejados83Avaliaram39

    Em tradução, prefácio e notas de Pinharanda Gomes, a «Isagoge, ou Iniciação», é uma epístola de Porfírio ao seu discípulo Crisaório, constituindo por toda a Idade Média e Renascença, a mais excelente introdução à Lógica aristotélica. Esta obrinha, destinada a quem deseje iniciar-se na lógica formal, é o intermediário da Lógica de Aristóteles para a modernidade. Porfírio escreveu o texto com o propósito de facilitar a introdução nos problemas suscitados pelo estudo das Categorias lógicas. Com a idade de quase dois milénios, esta obra permanece viçosa, sendo de agradável leitura, e esclarecedora quanto às formas de pensar e de exprimir o pensamento com todo o rigor, pelo conhecimento das cinco vozes: género, espécie, diferença, próprio e acidente.

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    Resenhas (5)Ver mais
    Caio Cézar picture
    Caio Cézar15/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma excepcional introdução de um excepcional livro

    Primeiramente, cumpre-me advertir que não utilizei esta edição, em que pese ter tido contato com ela. Infelizmente a edição que usei não está disponível no Skoob para inclusão, o que me levou a inserir esta edição. A edição por mim usada foi da Editora Matese, com tradução de Mario Ferreira dos Santos. Feita esta ressalva, passemos aos comentários. No que diz respeito à forma, o texto é simplesmente excelente. A tradução de Mario Ferreira permite que o estudioso avance nos estudos introdutórios da Lógica sem maiores dificuldades. Claro, de início daremos com a cabeça na parede algumas vezes, mas depois de algumas topadas, o erro já não se repetirá. Para que se tenha clara a importância e a qualidade de uma boa tradução, tal como a presente: a querela dos universais se inicia, em parte, justamente por alguns equívocos de Boecio na leitura do Isagoge de Porfírio, justamente pelo texto não ser de tão fácil compreensão. Nesta obra, o que encontramos é o oposto: as dificuldades estão exclusivamente no sujeito cognoscente, tratando-se de limitações deste, e não da obra. Quanto ao conteúdo, minha experiência anterior ajudará a entender a relevância desta obra: há alguns meses eu ingressei na filosofia de Aristóteles, começando por suas obras lógicas, sendo a primeira as Categorias. O texto aristotélico na obra em questão é um tanto confuso, além de eu ter tido certa dificuldade em simplesmente entrar de cabeça nas Categorias. Após a leitura da obra de Porfírio, as Categorias parecem muito mais fáceis de assimilar. Tanto o é assim que o Isagoge foi adotado por padres no medievo como uma obra introdutória aos estudos da lógica aristotélica. Deste modo, percebe-se o quanto esta obra facilita a iniciação do estudioso em um assunto inicialmente complexo, a qual eu recomendaria a qualquer um que desejasse iniciar os estudos das Categorias ou que pretendesse compreender a metafísica aristotélica.

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.5 / 39
    • 5 estrelas56%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Porfírio profile picture

    Porfírio

    Um dos expoentes do neoplatonismo, a influência de Porfírio é inferior apenas à de Plotino. Ainda jovem, estudou em Atenas, onde absorveu o platonismo de Longino. A seguir, partiu para Roma, onde foi discípulo de Plotino. Esses seus dois mestres foram seguidores das ideias de Amônio Sacas, de Alexandria. Porfírio viveu em Roma até 269, quando, por insistência de Plotino, viajou à Sicília, em busca de cura para uma grave depressão. Ali permaneceu vários anos, quando, então, retorna a Roma, a fim de assumir a direção da escola de Plotino. orfírio se dedicou a explicar a lógica de Aristóteles e a defender o neoplatonismo de Plotino. Suas obras mais famosas foram escritas na Sicília: Contra os cristãos, da qual sobreviveram apenas fragmentos, e a Isagoge, na qual ele objetiva apresentar uma exposição dos conceitos necessários para se entender as Categorias de Aristóteles. A partir de seus estudos das Categorias, Porfírio criou uma estrutura lógica - a Árvore de Porfírio - que, partindo de um conceito ou gênero amplo, divide esse gênero em outros tantos gêneros subordinados, mutuamente excludentes e e coletivamente exaustivos, por meio de um par de opostos, chamado "diferenças". O processo de divisão pelas diferenças segue até que a espécie mais baixa seja alcançada, espécie essa que não pode ser mais dividida.

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