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    Dias Contados Volume 3 - Contos sobre o fim do mundo

    Roberta Spindler, Alex Mir, Melissa de Sá, Eddy Khaos

    Andross
    2012
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-13: 9788599267639
    Português Brasileiro
    3.6
    16 avaliações
    Leram19Lendo1Querem15Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados15Avaliaram16

    Nenhuma profecia sobre o final dos tempos se concretizou...até agora. Cometa, desastres naturais, invasões alienígenas, o apocalipse... Nas páginas deste terceiro volume do Dias Contados, você conhecerá várias formas do mundo como você conhece chegar ao fim. O desafio lançado aos profetas desta antologia foi o de escrever o que talvez seja os últimos escritos da humanidade, fazendo justamente o que todas as profecias não fizeram: trazer, de fato, o fim do mundo. Os mais atentos perceberão que, mais do uma antologia literária, este é um livro profético, onde, em um dos contos, pode estar a solução para a sobrevivência. O fim se aproxima. Prepare-se para o inevitável.

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    Por Essas Páginas15/07/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Cuca Recomenda: Dias Contados - Volume III

    Hoje a Cuca aqui vai falar do fim do mundo. Afinal, dia 21 de dezembro está aí, e temos que nos preparar. Pessoalmente, acho que vai ser um apocalipse zumbi, mas nessa antologia de contos vários autores imaginaram o fim dos tempos; cada um ao seu modo, cada um com sua própria visão apocalíptica do dia que todo mundo fala há tanto tempo – mas ainda bem que nunca acontece. Sendo uma antologia de contos de diversos autores, é notável a diferença de qualidade entre eles. Lendo todos, percebe-se que algumas obras são ótimas, outras são boas mas tem algo a melhorar, e alguns autores tiveram boas ideias, mas faltou alguma coisa na execução. É algo perceptível e absolutamente normal, afinal, são autores iniciantes, e o texto de um escritor sempre tem o que melhorar – sempre. E uma das melhores coisas em livros assim é conhecer autores novos, que estão se esforçando para entrar em um mercado tão complicado e competitivo, e à sua maneira, enriquecem nossa literatura. E dar oportunidade a autores assim é algo notável. A edição do livro está impecável, um ótimo trabalho. É um daqueles livros que ficam ótimos na estante, e não “apenas” pelo conteúdo. Mas vamos concordar que aparência é importante, e a editora merece aplausos pelo capricho. Mas quanto aos contos, duas coisas me chamaram a atenção – de maneira boa e ruim. A boa notícia é que temos muitos contos retratando o fim do mundo no Brasil ou sob o nosso ponto de vista, e ainda outros retratando em um mundo alternativo, sem especificar exatamente onde, ou mundos quase fantásticos. Isso é ótimo, principalmente a parte sobre histórias retratadas no nosso país (OK, vocês sabem que eu sou uma defensora de histórias de autores nossos e que se passem aqui mesmo na nossa terra, mas bem, isso é porque eu sou a Cuca). Afinal, eu adoro ver filmes e ler livros estrangeiros, mas às vezes sinto falta dessas histórias aqui mesmo, histórias de terror, histórias apocalípticas, fantásticas, aqui mesmo, inseridas na nossa cultura e nossa vivência. A má notícia é que há histórias no livro que não correspondem a essa (minha) expectativa. Talvez seja bom, diversificar, mas – e isso é totalmente minha opinião – eu gosto muito mais de ver autores brasileiros criando histórias por aqui, do que criando histórias nos EUA, na Inglaterra, no Japão, ou em qualquer outro lugar. Não é regionalismo… é questão de apreciar histórias que falem a nossa língua, e isso não quer dizer apenas o português, mas sim a nossa vivência. Um ponto muito positivo no livro é que os contos em sua maioria nos levam à reflexão. Aliás, o organizador foi muito feliz em escolher contos que, mesmo em pequenas coisas, fizessem o leitor refletir sobre o que estamos fazendo ao nosso mundo, sobre conceitos como esperança, caridade, consciência, respeito, abnegação e até mesmo ecologia. Foi algo que me impressionou bastante, principalmente em alguns contos. Se o mundo acabar, acredito que a culpa será nossa, e não de um fator externo qualquer que seja “malvado” ou uma mera coincidência cósmica. Nós estamos acabando com o mundo, de um jeito ou de outro, e precisamos parar urgentemente. (Apesar disso, tem um conto maravilhoso sobre o final do mundo através de um perigo que veio do espaço. “Os Cavaleiros do Apocalipse”, de Gabriel Valeriolete. E assim como a maioria na antologia, esse conto nos leva também a uma reflexão.) Já que estou falando dos contos, vou citar alguns em destaque, que me impressionaram de maneiras diversas e algumas vezes surpreendentes. “O Cálice”, de Alex Mir, é completamente aterrorizante. E por isso me conquistou – já que, se existe algo que eu adoro ler, é terror. “A Luz do Céu, A Luz da Alma”, de Andy Azous, é sublime e de tocar o coração. Eu realmente me emocionei. E senti um calafrio ao pensar nas criaturas de luz. “Uma Canção para o Fim”, de Melissa de Sá, é poético e fantástico. O leitor consegue notar o universo complexo que foi criado na cabeça da autora ao escrever o conto e, apesar disso, a história possui começo, meio e fim, e nada fica faltando. “Cerebrum Dominus”, de J. E. Scumparim, é um dos contos que mais me impressionaram na antologia. Fiquei na ponta da cadeira até chegar ao final. Direto e eletrizante, foi incrível como o autor conseguiu cativar o leitor em poucas páginas. “Os Sete Selos”, de Danilo Pelloso, também é outro conto aterrorizante; ele reserva uma surpresa no final que faz o leitor parar de ler o livro por alguns instantes para conseguir respirar. “Inumano”, de Juliana Lira, é outro conto tocante e reflexivo, uma daquelas histórias que ficam na cabeça após a leitura. “Viagem ao Fim da Terra”, de Valter Pires, me conquistou por ser tão tipicamente brasileiro e trazer uma mensagem tão importante. Por fim, “Dedetização Humana”, de Lucas Janini, bem, terei que ser sincera: é nojento, mas eu adorei. Lembrou-me de “A Metamorfose”, de Kafka, mas de uma maneira apocalíptica. E eu adoro essas coisas. O livro ainda tem muitos outros contos, todos com seus méritos, que renderam uma ótima leitura. Ler “Dias Contados – Volume III”, da Editora Andross, é certamente uma ótima experiência, e ainda vale para você se preparar para o fim do mundo. (Mas ainda acho que o apocalipse será de zumbis!)

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    3.6 / 16
    • 5 estrelas25%
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    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas6%
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    Roberta Spindler

    Roberta Spindler nasceu em Belém/PA e é graduada em Publicidade e Propaganda. Nerd confessa, adora quadrinhos, games e RPG, e trabalha como editora de vídeos. Escreve desde a adolescência e é apaixonada por literatura fantástica. Tem contos publicados em diversas antologias. É autora de "Heróis de Novigrath", lançamento da Suma em março de 2018, e "A torre acima do véu"(Giz Editorial).

    21 Livros
    120 Seguidores
    Pará, Brasil

    Roberta Spindler