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    Moderato Cantabile -

    Marguerite Duras

    José Olympio
    1985
    169 páginas
    5h 38m
    ISBN-10: 8503000148
    Português Brasileiro
    3.8
    85 avaliações
    Leram125Lendo8Querem62Relendo0Abandonos0Resenhas10
    Favoritos3Desejados62Avaliaram85

    Num bar, um homem mata uma mulher. Mas este gesto só existe pelo fascínio que exerce noutro homem e noutra mulher que nem sequer o testemunharam directamente e cujo significado não alcançam senão talvez inventando-o através da estranha embriaguês que a partir de então se apodera deles. Arrancados por aquele grito de agonia à ordem quotidiana, a essa 'vida tranquila' onde já não há lugar para a esperança, o homem e a mulher encontram-se dia após dia no bar onde tudo se passou. Falam, imaginam que essa mulher quis ser morta pelo homem que amava e o sentimento que nasce entre eles reencontra, assume esse desejo. Talvez venham a reviver a mesma história de morte e amor. Talvez... Mas nem mesmo o romancista tem a certeza. Tudo está suspenso na expectativa de um acontecimento que não chega, de um acontecimento inimaginável. Tudo se verga ao peso de uma paixão que não sai de si própria, que não sabe sequer o seu nome. Retirado do site: http://www.olivreiro.com.br/livros/48088-moderato-cantabile

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    Resenhas (10)Ver mais
    Thaís Naomi picture
    Thaís Naomi28/10/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Moderado e cantante

    É uma escrita sutil e seca. Ela canta. Os gestos são moderados mas ecoam rudemente em meu corpo. Escuto sonatas de Diabelli enquanto leio. Ate mesto o instrumental do The Cure, com The Kiss. Tudo incerto, e mais do que certo, tornando-se erro. Por não consguir. Deve-se ler repetidas vezes sem pensar nas lacunas, o intuito não é preenche-las. Não se deve fazê-lo, jamais. A morte simbólica de Anne é mais sentida que da moça que fez originar o encontro deste casal. Deve-se ler muitas vezes.

    4 curtidas

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    3.8 / 85
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas27%
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    • 1 estrelas2%
    Marguerite Duras profile picture

    Marguerite Duras

    Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do pai , em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950). O seu pai morreu quando tinha quatro anos de idade, e a sua mãe, uma professora, lutou arduamente para criar três filhos sozinha. Durante a adolescência, Marguerite Duras teve um caso com um homem chinês rico e retorna mais tarde a este período nos seus livros (nomeadamente O Amante e O Amante da China do Norte). Aos 17 anos viajou para França, onde estudou Direito e Ciência Política no Sorbonne, formando-se em 1935. Durante a II Guerra Mundial, marguerite Duras tomou parte da da Resistência Francesa, filiando-se também no partido comunista. Duras publica os seu primeiros livros em 1943 e 1944, Os Imprudentes e A Vida Tranquila, respectivamente. A partir de 1959 começa também a escrever argumentos para o cinema, dos quais Hiroshima meu amor é sem dúvida o mais conhecido e marcante. Em 1950, com Uma barrangem conhtra o Pacífico, Duras esteve muito próxima de ganhar o Prémio Goncourt. É no entanto apenas 30 anos depois que a injustiça lhe é reparada, ganhando o prémio por unanimidade com o romance O Amante. É uma autora muito fértil, com uma obra literária vastíssima, desde os romances aos argumentos cinematográficos. Afirma-se sempre com um estilo de beleza inconfundível, num tom duro e denso, por vezes até um pouco inacessível, mas sempre numa expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e misérias da vida. Marguerite Duras é por excelência uma escritora da condição humana, mas contudo não procura utilizar a escrita como forma de redenção e/ou salvação; antes, a escrita é uma exigência urgente, um valor supremo em que reside, uma vontade bruta de falar de si. As suas obras estão repletas de descrições belíssimas e soberbamente envolvidas na ambiência exótica da paisagem oriental, não sem deixarem reconhecer uma intensidade angustiada e desesperada, oriunda de uma constante luta da autora com as questões do amor e da morte. Durante a década de 1980, Marguerite Duras apaixona-se por Yann Andréa Steinner, um homem 38 anos mais novo. Duras viverá com Yann até à sua morte em 1996, mas não sem antes atravessar um duro período em que permaneceu junto do seu marida Robert Antelme, depois de este ter sobrevivido milagrosamente a uma captura pela Gestapo. Este período serviu de base para uma colecção de histórias curtas, intitulada A Dor (de 1985), um grito literário sobre a pressão sob que viveu.

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    Marguerite Duras