O Homem Invisível (Elefante) - Texto em português de David Jardim Júnior

    H. G. Wells, Herbert George Wells

    Ediouro / Tecnoprint
    1988
    162 páginas
    5h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O homem invisível / H. G. Wells ; tradução de Vera Caputo ; apresentação de Roberto de Sousa Causo. Romance que pela primeira vez abordou o tema da invisibilidade de modo científico, inspirando filmes e séries de TV. O livro conta a história de um jovem cientista que descobriu o processo químico para se tornar invisível. Para completar seus estudos ele se fixa num pequeno lugarejo, mas seus estranhos hábitos, principalmente o de andar enfaixado e com muita roupa, chamam a atenção dos moradores. Nesta obra, Wells parece querer abordar os limites éticos do homem e expõe os benefícios, mas também as agruras que as novas descobertas trazem.

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    Bruna Suelen09/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Homem Invisível

    Nesse clássico da ficção científica, um forasteiro chega a cidade de Iping e se hospeda na pensão da sra. Hall. Ele está todo agasalhado, com óculos, luvas grossas e de chapéu, a única coisa visível é a ponta de seu nariz. Apesar da aparência estranha, a proprietária o deixa ficar pois é raro aparecer um hóspede em pleno inverno. Porém, ele logo mostra ser uma pessoa de temperamento forte, um tanto rude, irritadiço e sem muita paciência. Ele não tem contato com ninguém da vila preferindo ficar sozinho e trabalhar numa fórmula para reverter sua condição. Com o passar dos dias a convivência com ele se torna mais difícil, além de seu jeito grosseiro, em seus ataques de fúria quebrava objetos e estragava móveis da sra. Hall. Até que, depois de alguns acontecimentos sua estadia em Iping se encerra. Depois da fuga em Iping, nosso desconhecido vai parar em Port Stowe. Que, depois de outros incidentes, acaba sendo baleado e se esconde na casa do Dr. Kemp, um velho conhecido o qual vai pedir ajuda e ficamos sabendo que o forasteiro se chama Griffin. Então, ele conta ao doutor a história de como ficou invisível. Um trecho: “A dor havia passado. Pensei que estava me matando e não me importei. Jamais esquecerei aquela madrugada, o estranho horror de ver que minhas mãos haviam se tornado um vidro nebuloso e de assisti-las, ao longo do dia, ficando cada vez mais claras e diáfanas, até que por fim eu conseguia enxergar a repugnante desordem do meu quarto através delas, ainda que fechasse minhas pálpebras transparentes. Meus membros ficaram vítreos, ossos e artérias se apagaram, desapareceram, e, por último, sumiram os pequenos nervos brancos (...)” A obra é de 1897, a linguagem é fácil e bem tranquila de ler, a história também não se aprofunda em termos científicos. O personagem é um homem, eu diria, intragável, de índole duvidosa e extremamente egoísta. Sua busca pela fórmula da invisibilidade o leva atos extremos, e apesar de conseguir que seu experimento funcione, isso o leva a uma série de percalços e aborrecimentos, e o que poderia ser uma experiência incrível acaba se tornando um fardo e também uma jornada muito solitária. Nessa história há mais desvantagens do que vantagens em se estar invisível.

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