The Way of Kings - The Stormlight Archive, Book 1

    Brandon Sanderson

    Gollancz
    2011
    608 páginas
    20h 16m
    ISBN-13: 9780575097360

    Released in two volumes due to size of book. According to mythology mankind used to live in The Tranquiline Halls. Heaven. But then the Voidbringers assaulted and captured heaven, casting out God and men. Men took root on Roshar, the world of storms. And the Voidbringers followed ...They came against man ten thousand times. To help them cope, the Almighty gave men powerful suits of armor and mystical weapons, known as Shardblades. Led by ten angelic Heralds and ten orders of knights known as Radiants, mankind finally won. Or so the legends say. Today, the only remnants of those supposed battles are the Shardblades, the possession of which makes a man nearly invincible on the battlefield. The entire world is at war with itself - and has been for centuries since the Radiants turned against mankind. Kings strive to win more Shardblades, each secretly wishing to be the one who will finally unite all of mankind under a single throne. On a world scoured down to the rock by terrifying hurricanes that blow through every few days is a young spearman ,forced into the army of a Shardbearer, led to war against an enemy he doesn't understand and doesn't really want to fight. What happened deep in mankind's past? Why did the Radiants turn against mankind, and what happened to the magic they used to wield?

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    Newton Ribeiro Rocha Júnior27/06/2013Resenhou um livro
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    Resenha "The Way of Kings" Brandon Sanderson: Humanismo na Fantasia Medieval! #nitroblog #resenha

    Brandon Sanderson começa a saga Stormlight, que deverá ter 10 volumes, com uma história épica de alta fantasia que ressalta sua grande capacidade de criar mundos de fantasia originais e interessantes. Para quem não conhece o Sanderson, ele é o autor de Elantris, da trilogia Mistborn além de outros trabalhos, e foi o autor escolhido para terminar a saga The Wheel of Time. Brandon Sanderson vende horrores, é um dos melhores escritores da safra contemporânea (de 2000 até hoje) de fantasia medieval. E The Way of Kings é o primeiro livro da Saga Stormlight,onde ele quer deixar sua marca no gênero de fantasia. E que marca! The Way of Kings é um livro muito bom, gigantesco (mais de mil páginas) mas escrito com maestria e transparência: como já tinha dito nas resenhas de Mistborn, Sanderson possui um estilo limpo e transparente, sem firulas, sem metáforas ou prosa intrincada. Essa aparente simplicidade é muito difícil de conseguir, falo por experiência própria como escritor. Sanderson, que é professor de Creative Writing da Brigham Young University (uma universidade mórmom em Provo, Utah) domina como ninguém todos os elementos da narrativa contemporânea. Para aspirantes e escritores inciantes, recomendo ler os livros de Sanderons, eles são uma verdadeira aula de escrita. Todos os elementos que precisamos aperfeiçoar estão todos lá: arcos de personagem, descrições emocionais, como lidar com flashbacks, como trabalhar monólogos interiores, emoções interiores e principalmente, como manipular as emoções do leitor para criar esperiências emocionais fortes. O livro se passa em um mundo muito diferente do tradicional da fantasia medieval. O mundo de Roshar é feito de pedra e tempestades fortíssimas e frequentes. Essas tempestades são tão frequentes que toda a ecologia e as civilizações se adaptaram a elas. Animais se escondem em conchas (e são meio crustáceos), ávores se encolhem para se proteger das tempestades e até mesmo a grama se recolhe no chão. As cidades são construídas apenas em lugares onde a topografia oferece proteção. A história se passa séculos depois da queda de dez ordens consagradas dos Caveleiros Radiantes, homens e mulheres portadores de armaduras e de Shardblades, armas mágicas de poder épico (e coloca épico nisso, exércitos de um homem só). As armaduras e shardblades que eles deixaram quando abandonaram o mundo são a causa de guerras e quedas de reinos, visto que um humano normal de posse dessas armas mágicas ganha grande poder. Nesse cenário, Sanderson narra a história de três personagens, Kaladin (um escravo com um passado trágico), Shallan (a filha de um lorde) e Dalinar (o comandante de um dos exércitos mais poderosos do reino principal da história e portador de uma shardblade) além de vários outros personagens secundários. De todos estes, o que mais me fascinou foi a história de Kaladin, um personagem que criou uma legião de fãs pela internet. O cenário é muito bem detalhado no livro, e sem os famigerados “infodumps”, aqueles blocos de informação bem amadores que descrevem um cenário. Sanderson mistura a descrição do cenário em meio ao texto, nos diálogos, na ação, de maneira que em pouco tempo o leitor já está totalmente imerso no universo. Tem muita ação épica, monstros crustáceos gigantescos, uma guerra com uma civilização misteriosa e muito mais! O sistema de magia,seguindo a tradição do fantástico Misborn, é bem original e diferente, envolvendo manipulação de energia e transmutação. O livro começa a explicar, mas espero saber mais sobre o sistema nos livros posteriores. Way of Kings trabalha com vários temas interessantes, como lealdade e honra, confiança e fé, a natureza do mal e a tragédia da guerra. É interessante ver como Sanderson, que é Mórmon, lida com a questão da espiritualidade de uma maneira bem profunda, sem medo de explorar todos os aspectos da crença e da descrença. Assim como em Mistborn, existe um debate muito inteligente sobre ateísmo e fé religiosa, assim como existencialismo e de como encontrar motivação para viver mesmo quando tudo parece estar perdido. Como é um livro do Sanderson, apesar dos temas sérios e de cenas de violência e crueldade, a linguagem é mais limpa (ele não usa palavrões nos seus livros) e não tem cenas de sexo. Mas tem muita ação e personagens bem construídos. O livro segue uma moralidade mais clara, sem o acinzentado mais comum em outros livros como do Joe Abercrombie ou George R.R. Martin, mas essa diferença entre o bem e o mal é bem trabalhada, com nuances e sutilezas e tras uma lufada de esperança na humanidade para o leitor. Eu gostei muito dessa diferença na moralidade, é uma retrabalhada e atualizada nos conceitos de bem e mal, seguindo uma visão mais humanista desse dilema. De acordo com The Way of Kings, o bem precisa ser criado pelos próprios homens, e apenas os mais corajosos conseguem agir de maneira correta quando necessário. A recompensa do bem, da ação não-egoista é a própria ação não-egoísta, é o fato de que, apesar do comum do comportamento humano é agir para si-próprio, o indivíduo decide ajudar ao outro pela própria liberdade de poder fazer essa escolha.

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