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    Mademoiselle Zaira - Uma época de preconceitos. Uma gravidez indesejada.

    Mario Vicente

    Novas Páginas
    2015
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-17: 978-85-61806-12-5
    Português Brasileiro
    3.9
    48 avaliações
    Leram48Lendo8Querem179Relendo0Abandonos2Resenhas23
    Favoritos7Desejados179Avaliaram48

    Mademoiselle Zaira é um romance que mostra a força transformadora de uma garota nos Anos Dourados, que engravida aos 15 anos e luta contra preconceitos. Ela será capaz de superar essas barreiras e viver um grande amor ao reencontrar seu amigo de infância? Aos 15 anos, Zaira se obriga a viver escondida num convento da capital para não manchar a honra da família, depois de ser violentada no Carnaval de 1957 em sua terra natal, Sollares, a mais antiga cidade litorânea do país. Não bastasse seu estado físico e emocional, já abalado pela gravidez indesejada e pelo afastamento de seu amor de infância, uma carta anônima põe fogo na lareira de seu drama familiar. Um psicopata a inferniza com cartas reveladoras que atormentam ainda mais seu estado de espírito e envolve nesse jogo todos os que estão ligados a ela, direta ou indiretamente. Zaira terá um longo caminho a percorrer para recuperar sua vida, ou o que sobrou dela, depois de anos de frustração, desencontros e tristezas. Uma saga de suspense em 18 anos de buscas, reviravoltas e reconciliações, com encontros e reencontros românticos numa época em que o machismo é a palavra de ordem nas famílias e na sociedade brasileira. Os anos dourados são nebulosos e opacos para Mademoiselle Zaira. Sinopse: narrativa fantástica Um Feto conta, a partir de uma carta anônima, o drama da mãe que, aos 15 anos, vê-se aprisionada num convento da capital, um mês após ser violentamente deflorada. Romance baseado em uma nota de jornal, o autor cria uma narrativa densa, envolvente e instigante, permeada de suspense, mas sem perder a sensibilidade ao retratar o drama de uma adolescente nos Anos Dourados. Abandono, tristeza, decepção e perigo marcam a trajetória de mãe e filho, tragicamente separados ainda na maternidade. Até onde iria uma mãe, desenganada pelo próprio pai, para reencontrar o filho? Mademoiselle Zaira, fala de temas difíceis e profundos: violência sexual, abandono, rejeição, vingança, preconceito, fidelidade, amor...

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    Rosimeire Ramos picture
    Rosimeire Ramos10/02/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura de impacto...

    O livro conta a estória de Zaíra, uma jovem garota, presa as convenções e a opressão vinda de um modelo social machista e patriarcal. Essa garota luta durante toda sua vida para conseguir ter o direito de viver sua existência de forma plena e desprendida do julgo que a sociedade autoritária lhe impõe. Zaíra é uma menina de família rica que tem um pai prepotente e machista, que esconde grandes segredos e mascara aos olhos da sociedade uma visão convencionada de respeito. Essa adolescente é violentada em uma baile de carnaval aos 15 anos, por um homem misterioso. É dopada nesta festa e como consequência desse ato, engravida e é mandada sem remorsos pelo pai para ter o filho em um convento, de modo a esconder seu “pecado” dos olhos alheios, e não conspurcar o a honra e o nome da família. A partir daí, se inicia a narrativa um tanto quanto inusitada feita num primeiro momento pelo seu filho, ainda um feto em seu útero, ele conta com detalhes o que se passa nesta vida interligada entre mãe e filho. Zaíra, vive todo esse processo de gestação sob forte pressão emocional, o que acaba por leva-la a tentar o suicídio, buscando com isso terminar seu martírio e de seu filho. Isso não se dá felizmente e o menino nasce pra ser imediatamente arrancado de sua mãe, que acredita neste interim, que seu filho morreu no parto. Fica evidente que o autor quis com esse tipo de narrativa intrauterina, mostrar o grande vínculo que existe entre mãe e filho no período gestacional e como as sensações compartilhadas são fatos que iniciam a personificação da vidas destes ao longo da trama. Ainda no convento Zaíra começa a receber cartas anônimas de um psicopata, que a atormenta ao longo de toda a trama chantageando com os segredos e mistérios familiares guardados a sete chaves, causando medo e dificultando a vida dela e de sua família. As cartas vão sendo enviadas ao longo da trama e revelando fatos e acontecimentos que estão interligados a vida de Zaíra e que vão trazendo a tona a carga emocional e o cunho psicológico que o enredo propõe. Após o parto, Zaíra volta para casa e de novo fica sob o julgo do pai que lhe arranja um casamento com um malfadado fanfarrão de pretensa “boa família” buscando assim, dirimir o ocorrido. A trama vai se expandindo e mostrando todo o cenário tortuoso que a mulher daquela época tinha pra si. Todo o julgo, sofrimento, traições e preconceitos vividos. Zaira se mostra uma grande mulher, que vai amadurecendo e buscando seu eu, sua personalidade no decorrer do livro. Ela passa por muitas situações e indecisões, desilusões, tristezas, perdas, encontros e desencontros. Um outro personagem da trama tem um papel preponderante na estruturação da personalidade de Zaíra, seu nome é Marlon, seu amor desde a juventude, aquele que sempre foi importante na vida dela, quem sempre que colocou cima e deu o apoio nos piores momentos de forma que ela pudesse seguir adiante, pra mim, ele simboliza a força motriz que ajudou Zaíra a se libertar dos grilhões e buscar sua felicidade acima das convenções sociais. Foi ele quem a acompanhou na busca pelo filho e a apoiou quando lhe faltavam forças, ele sempre estava lá disposto a não deixa-la desistir, e com isso ela conseguiu reencontrar o filho. Marlon e a personificação do amor desprendido de interesses, do amar por simbiose, do companheiro perfeito em sua imperfeição. O livro é um retrato primoroso de uma sociedade decadente e preconceituosa, que vive de aparências e sem competências de fugir do estereótipo que lhe é auto imposto. Zaíra, Marlon e Pierre são os contrapontos, os desmistificadores, que vem pra romper esse paradigma. Não é uma tarefa fácil, mas o autor constrói essa ruptura de forma magistral e verdadeira. Super indico o livro pra aqueles que pretendem ver além dos panótipos, além da realidade impositiva, que conseguem enxergar que mesmo com toda a dificuldade existente o bem prevalece ao final, de uma forma ou outra. Que acredita em sentimentos verdadeiros e que perduram ao longo de toda uma vida, mesmo que tudo trabalhe ao contrário.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 48
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Mario Vicente profile picture

    Mario Vicente

    MÁRIO VICENTE: Brasileiro, jornalista, publicitário e escritor, nasceu em 05 de dezembro de 1960 em Cascavel, oeste do Paraná. Filho de um amante da música e do futebol, Santos Vicente (morto em 2001), que sustentava a família com sua oficina mecânica para bicicleta, motocicletas e também acordeon, e de Alvina Versino (aposentada). Mário tem uma filha, Aloha Bazzo Vicenti, pela qual alimenta um amor incondicional, um sentimento que transcende toda e qualquer dificuldade e que o leva a valorizar cada momento vivenciado na comunhão familiar, juntos ou mesmo distantes. Na infância, Mário queria ser músico. Contagiado pelos dotes artísticos do pai, compunha, em seus cadernos escolares e em papeis que entregava ao pai, letras e poemas para serem musicados, sem nunca ter tido um resultado efetivo, apesar de suas boas intenções. Mais tarde, alimentou o sonho comum a muitos meninos: ser jogador de futebol. Conseguiu, aos 11 anos, um teste no Atlético Paranaense em Curitiba, mas foi barrado na última hora pelo próprio pai, que o queria estudando em Cascavel para ser engenheiro civil, como também para ajudar a cuidar da primeira irmã, Rosangela. Aos 13 anos, foi morar com uma tia em Blumenau - Santa Catarina, onde passou dois anos de sua adolescência entre o futebol e o trabalho numa pequena tipografia de um parente. Aos 15 anos, trabalhou no jornalismo, quando foi assistente de fotografia de um dos primeiros jornais diários de Cascavel, no Paraná, na década de 70. O autor já escreveu uma peça de teatro amador nos anos 80: Nossa vida leviana, a qual falava sobre drogas e aborto. Publicou seu primeiro livro, de crônicas e poesias, “Natureza clandestina”, em 1987, com prefácio de Ignácio de Loyola Brandão. Enquanto amadurecia sua veia literária, buscou novas experiências para se fortalecer e adquirir conhecimentos como pessoa e como profissional. Fundou, juntamente com outros escritores e pessoas ligadas ao mundo artístico da cidade, o MOLICA – Movimento Literário Cascavelense, em 1987. Foi sócio-proprietário de um jornal para o segmento automobilístico em São Paulo, capital, entre 1988/89 até decidir sair do país após o choque econômico da gestão presidencial Collor de Mello. O autor viveu por quatro anos, no início dos anos 90, em Los Angeles, na Califórnia, onde teve oportunidade de fazer contatos para uma breve incursão no cinema, auxiliando em roteiros e aprendendo fotografia cinematográfica e retomou seu contato com o escritor Ignácio de Loyola Brandão, trocando cartas que o auxiliaram na construção de um ideal: seguir a carreira de escritor. Retornando ao Brasil, escreveu e gerenciou uma revista regional, em Cascavel, ao longo de um ano. Em 1995, assumiu a assessoria de imprensa e marketing de uma das maiores Cooperativas do Brasil, a Copacol, na qual trabalhou por 11 anos e desenvolveu toda a estratégia de marketing da empresa, colocando-a em constante evidência no cenário nacional dentro do segmento frango. Nesse período, o autor também escreveu, dirigiu e produziu todas as campanhas da empresa para a televisão, em película (35mm), quando dirigiu pessoas famosas: o humorista Geraldo Magela, o ceguinho de Belo Horizonte, a ginasta Daniele Hypólito, o goleiro Taffarel para citar alguns dos mais conhecidos. Escreveu todos os jingles e o hino da empresa, usado formalmente nos eventos internos da cooperativa. Ainda na empresa, Mario decidiu montar seu próprio jornal no interior do estado, o jornal Integração, em 2004. Nesse mesmo ano, assessorou na produção e coordenação de campanha de um candidato a prefeito da cidade de Cafelândia. Por curiosidade, inquietação e constante busca por aperfeiçoamento, Mario viajou para vários lugares dentro e fora do país, onde aprendeu a olhar para as pessoas considerando as diferenças, relativizando e valorizando cada cultura, procurando se despir de preconceitos e melhorando sua forma de ser humano. Em 2007, resolveu fazer um ano sabático. Saiu da empresa (cooperativa) para fazer os 800 quilômetros do Caminho de Santiago da Compostela, o qual se inicia na França e passa pelo norte da Espanha. Essa foi uma atitude determinante em sua vida e carreira, um rito de passagem que o marcaria de forma indelével. Depois da caminhada, ele escreveu seu primeiro romance: “O homem que chorava”, publicado de forma independente em 2008, quando vendeu cerca de 800 exemplares. Foi quando decidiu apostar definitivamente na carreira de escritor, mantendo seu jornal como base de apoio e sustentação, para poder, finalmente, dedicar-se à literatura. O autor é formado em economia pela UNIOESTE, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, pós-graduado em marketing e propaganda pela Univel e tem um MBA em Cooperativismo pela FGV.

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