Le Nom du Vent (Chronique du tueur de roi #1) -

    Patrick Rothfuss

    Bragelonne
    2009
    792 páginas
    1d 2h 24m
    ISBN-13: 9782352943556

    J'ai libéré des princesses. J'ai incendié la ville de Trebon. J'ai suivi des pistes au clair de la lune que personne n'ose évoquer durant le jour. J'ai conversé avec des dieux, aimé des femmes et écrit des chansons qui fon pleurer les ménestrels. J'ai été exclue de l'Université à un âge où l'on est encore trop jeune pour y entrer. J'y étais allé pour apprendre la magie, celle dont on parle dans les histoires. Je voulais apprendre le nom du vent. Mon nom est Kvothe. Vous avez dû entendre parler de moi. Un homme prêt à mourir raconte sa propre vie, celle du plus grand magicien de tous les temps. Son enfance dans une troupe de comédiens ambulants, ses années de misère dans une ville rongée par le crime, avant son entrée, à force de courage et d'audace, dans une prestigieuse école de magie où l'attendent de terribles dangers et de fabuleux secrets... Découvrez l'extraordinaire desin de Kvothe: magicien de génie, voleur accompli, musicien d'exception... infâme assassin. Découvrez la vérité qui a créé la légende.

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    Joseilton de Lima Correia21/09/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A essência e as palavras.

    Michel Focault escreveu em seu fantástico livro As Palavras e as Coisas a seguinte máxima: O Homem é uma invenção cuja recente data a Arqueologia do nosso pensamento mostra facilmente. E talvez o fim das barreiras que prendem a sua liberdade criativa estejam próximas do fim. Se estas disposições viessem a desaparecer tal como apareceram (...) pode-se apostar que o homem desvaneceria, como na orla no mar, um rosto na areia." Ao ler "O Nome do Vento" o nome de Focault surgia na minha mente em vislumbres constantes. Focault foi responsável por uma mudança significativa no modo de pensar do Séc. XX apoderando-se da máxima de que "tudo tem um nome" e a partir do momento em que voce à nomeia ela ganha vida, ganha poder. Foi isso que Patrick Rothfuss fez! Deu nome, corpo, vida e alma por sua ideia e escreveu sem sombra de dúvidas, o melhor livro de literatura fantástico-medieval que eu leio depois das grandes obras de Tolkien. É um livro profundo, filosófico e apaixonante, que desperta no leitor a sensibilidade de se apaixonar pela vida de trupe dos Edena Ruh, pelas canções, pelas paisagens deslumbrantemente descritas e por uma narrativa rica, forte, que faz com que a nossa mente divague por um mundo criado com capricho e determinação. Kvote também me faz lembrar de Focault... Um garoto de uma sensibilidade surreal, que absorve tudo ao seu redor com uma facilidade monstruosa, que tem uma sede de busca insaciável e que entendeu assim como o grande filósofo que o mundo ao seu redor pode ser redefinido através das palavras. Kvote é a imagem de seu pai, um grande músico que perdeu a vida no momento em que ele fez das palavras uma flecha certeira, que quebrou um dos paradigmas mais fortes do livro: Afinal, o que é o Chandriano? Não quero tirar a sua surpresa e a sua emoção falando aqui da vida dura e dificil que Kvote leva depois que perde os seus pais. É algo forte demais para que voce se prenda apenas ao meu olhar. Mas, devo dizer que a cada página que virava eu parava pra pensar e me via em muitas situações daquelas, seja na pele de Kvote ou no lugar daqueles que contribuíam para a sua miséria. Acompanhar sua chegada a universidade é algo emocionante, o seu sonho de encontrar uma biblioteca, a ânsia de responder todas as suas perguntas, e o imenso dever de aprender. E assim a vida de Kvote é descortinada aos nossos olhos, uma figura que entendeu o significado das palavras na pele, que usava o dom das palavras da melhor forma que alguém pode querer, e que mesmo tudo o que nos foi apresentado até aqui sejam apenas lembranças do proprio Kvote, eu tenho a esperança e a expectativa de que ele ainda voltará a entrar em ação, para novamente dar corpo a todas as histórias que contam sobre ele, sejam elas reais ou não. Com um livro de estreia arrebatador, Patrick Rothfuss me fez desejar a continuação da sua obra enlouquecidamente. Espero que junho chegue rápido, para que o segundo dia dessas histórias nos dê o deleite que esperamos. Por fim, irei abusar de vc que chegou até aqui para compartilhar o pensamento que tive assim que terminei de ler a página de número 656: O presente não se detém. Não podemos imaginar um presente puro, pois ele não teria o mínimo valor. O presente sempre tem uma partícula do passado e outra do futuro. Portanto, nós somos seres cambiantes e permanentes! Somos algo que temos o mistério como essência, e esse mistério só pode ser revelado e compreendido por aqueles que mergulham em suas lembranças e trazem a tona os verdadeiros significados de seus sentimentos. Como seria o homem sem a sua memória? Como seria viver sem o ruído constante de nossa mente maturando os nossos segredos? A nossa memória é quem dita o que somos no presente e o que nos tornaremos no futuro!

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