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    O Conceito de Ironia (Coleção Folha Grandes Nomes Do Pensamento #25) -

    Søren Kierkegaard

    Folha de S.Paulo
    2015
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788581932675
    Português Brasileiro
    3.9
    16 avaliações
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    Dissertação de mestrado, "O Conceito de Ironia" mostra um europeu periférico no auge da petulância de quem tem 28 anos e se sabe dono de uma inteligência incomum. Kierkegaard (1813-1855) enviou ao rei uma carta na qual pedia autorização para escrever a tese em dinamarquês e obteve permissão parcial: a arguição oral teve de ser feita em latim. Não aceitou as sugestões da banca examinadora, que lhe recomendava mudar o título da tese e ser bem-comportado na escrita. Seu trabalho esmiúça Sócrates e conceitua a ironia. O sujeito irônico não vê validade no mundo que critica e, já na própria linguagem, o nega. É irônico o dito socrático "só sei que nada sei", de que se serve o filósofo para minar a ideia de Estado e a crença nos deuses gregos. A ironia, sempre subversiva, levou Sócrates a ser condenado ao suicídio e fez com que Kierkegaard criticasse a "única continuidade" possível do irônico, o tédio - "esta eternidade sem conteúdo, esta felicidade sem gozo, esta profundidade superficial, esta saciedade faminta".

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    Resenhas (1)Ver mais
    Wagner Paulin picture
    Wagner Paulin23/04/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    NENHUMA CONEXÃO

    (...) A ironia consiste, evidentemente, em que simplesmente não há nenhuma conexão entre o ataque e a defesa (...) KIEKERGAARD, O conceito de ironia. São Paulo: Folha de São Paulo, 2015. pp 79

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    Søren Aabye Kierkegaard

    Søren Aabye Kierkegaard foi um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, mais conhecido por ser o "pai do existencialismo". Filosoficamente, fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria no existencialismo. Kierkegaard rejeitou a filosofia hegeliana do seu tempo e aquilo que ele viu como o formalismo vácuo da igreja luterana dinamarquesa. Muitas das suas obras lidam com problemas religiosos tais como a natureza da fé, a instituição da fé cristã, e ética cristã e teologia. Por causa disto, a obra de Kierkegaard é, algumas vezes, caracterizada como existencialismo cristão, em oposição ao existencialismo de Jean-Paul Sartre ou ao proto-existencialismo de Friedrich Nietzsche, ambos derivados de uma forte base ateística.

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    Søren Aabye Kierkegaard