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    No Caminho de Swann - Em Busca do Tempo Perdido - vol. 1

    Marcel Proust

    Editora Globo
    1981
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    1583 avaliações
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    Favoritos3Desejados4635Avaliaram1583

    Este primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido consta de três episódios. O primeiro, "Combray", é um idílio no qual se descreve a infância do terno e apaixonado menino que era o próprio autor, bem como a vida estival numa pequena cidade e as carinhosas relações com a mãe e a avó. Surge então a figura de Swann, estabelecendo a ligação com Paris. Nesta segiunda parte, "Um amor de Swann", temos a história da paixão desse homem do mundo por Odette, antiga cocote; jamais os sofrimentos causados pelo ciúme, sua vitória e sua extinção, foram apresentados de maneira tão grandiosa. O assunto da terceira parte, "Nome de Lugar: o Nome", é o incipiente amor do menino por Gilberta, filha de Swann e Odette. Completas em si mesmas, essas histórias fazem, contudo, parte integrante de um conjunto mais amplo, cuja estrutura final só podemos compreender e admirar ao findarmos o último volume.

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    Skooblover picture
    Skooblover18/06/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma epifania que só o tempo trás

    Essa resenha é puramente pessoal. Seu intuito é quase como o de traçar um mapa, de delinear um caminho, de evocar (eis portanto, a palavra!) o que o tempo perdido e reencontrado, pode trazer. Talvez seja ousadia minha colocar o que vou dizer a seguir: Tem-se que ter uma certa maturidade para se ler Proust. E talvez, mais do que maturidade,tem-se que ter um certo sofrimento e uma certa desilusão com as coisas dessa vida, como se as conhecessemos um pouquinho mais a ponto de poder sorrir ante a fugacidade das coisas, dos sentimentos tais como o amor, o ciúme, não que não sejam importantes, mas devendo ser vistos na sua real perspectiva. O que faz Proust, porém, diante disso? Espiona esses sentimentos, esmiuça-os, como se os estivesse dissecando no laboratório das lembranças perdidas. E com que finura, com que perfeição! Proust pega a chuva que cái,uma folha, um sorriso de menina, um homem atormentado pela escolha amorosa e presa de terríveis ciúmes e insegurança, e como um caleidoscópio de cores ora vibrantes, ora esmaecidas pelo tempo nos mostra toda uma riqueza descritiva, raramente atingida por um outro escritor. Não é somente o tempo perdido que o revisita e nos revisita, é muito mais. É uma menção elegante a determinado pintor, a um certo estilo arquitetônico, a uma Paris mergulhada numa nostalgia de folhas mortas e coches que atravessam as ruas noturnas molhadas; da beleza de mulheres que passeiam pelo Bois, discretamente veladas pelo tule dos chapeuzinhos que lhes escondem os olhos; da aristocracia e da burguesia cheias de regras de bom-tom e etiquetas, enfim, é preciso se esquecer o presente e transportar-se com todos os sentidos, para essa época em que o tempo perdido, encontra o leitor fascinado, como que embalado por uma litania e desejoso de aí permanecer.

    49 curtidas

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