Memorial de Aires -

    Machado de Assis

    Martin Claret
    2013
    195 páginas
    6h 30m
    ISBN-13: 9788572326254
    Português Brasileiro

    Por ser o último romance de Machado de Assis, Memorial de Aires tem muitas características particulares e interessantes. A obra é a única do autor que tem um formato de memórias registradas em um diário. Os relatos do Conselheiro Aires percorrem os anos de 1888 e 1889, ou seja, anos em que ocorreram dois fatos importantes na história do país: a abolição da escravatura e a proclamação da República. No enredo há temas substanciais como a morte, a solidão na velhice, e, como característica fundamental de Machado, a descrição das fraquezas humanas. Para muitos, o livro tem características autobiográficas, mas são apenas cogitações, o fato é que esta obra é uma síntese bem acabada das muitas histórias legadas pelo autor à nossa literatura.

    Edições (26)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (9)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (231)Ver mais
    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva28/08/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um romance de despedida

    Um romance sobre a despedida. “Memorial de Aires” foi o último romance de Machado de Assis, publicado em 1908, mesmo ano de sua morte. Recomendável para os que já amam Machado. Pois sua beleza maior está em ser o término de uma vida de narrativas, o verso final proferido pelos lábios moribundos do poeta, o desfecho, o lacre, a tampa do caixão. Para mim, que já o amo, esse livro trouxe um profundo sabor de velhice, de saudades irreconciliáveis, de uma ternura cansada pelos achaques da idade, mas de modo algum vencida, uma ternura essencial que parece o tesouro maior que o autor salvou para o último de seus livros. Pela estrutura é muito semelhante a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, com uma diferença crucial: aqui não há veneno. É como se o Conselheiro Aires (já presente em “Esaú e Jacó”), aposentado das exigências da vida diplomática, estivesse cansado do olhar crítico e da ironia, preferindo enxergar e contar o bem onde antes fazia questão de tecer o mal. O resultado é um livro suave, ameno, um pouco triste e monótono também. Exatamente como imaginamos a velhice. (14.12.09)

    58 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 2705
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas2%