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    Sangue Negro (Brado Africano #01) -

    Noémia de Sousa

    Marimbique
    2001
    161 páginas
    5h 22m
    ISBN-13: 9789899746305
    Português
    4.4
    116 avaliações
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    Sangue negro (1990), coletânea de poemas obteve uma reedição em 2011 pela editora Marimbique, com o objetivo de resgatar a obra poética e de luta da autora. Os poemas de Noemia permitem refletir sobre o desencanto cotidiano relacionado à amargura de cinco séculos de colonização. A poesia de Noêmia não tem como objetivo a representação de uma identidade e sim a representação de uma nação.

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    Drighi picture
    Drighi07/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Considero Noémia de Sousa uma grande dama da poesia moçambicana, mais que isso, uma dama da poesia africana em língua portuguesa. Uma mulher com uma escrita leve mesmo tratando de assuntos tão pesados como a escravidão, tortura, superioridade branca, senhores, escravos, servos e livres. Utiliza em sua poesia elementos da natureza, chama a lua de irmã, porque por inúmeras vezes ela era a única companhia do povo africano. Seus poemas são clamores constantes em favor da liberdade dos oprimidos que ecoam até aos dias vigentes. Noémia é muito ligada ao Brasil e seu carinho por nossa nação vem estampado em suas escritas. Cita a querida Bahia e também Jorge Amado. Compara o cais da Bahia com o cais africano. Afirma que são os mesmos cais e pede para que Amado nunca se cale. Encerro minha resenha com dois trechos do seu poema dedicado ao escritor brasileiro supracitado: [...] Jorge Amado, nosso amigo, nosso irmão da terra distante do Brasil! Depois deste grito, não espere mais, não! Vem acender de novo no nosso coração A luz apagada da esperança! [...] [...] As estrelas também são iguais às que se acendem nas noites baianas de mistério e macumba... (Que importa, afinal, que as gentes sejam moçambicanas ou brasileiras, brancas ou negras?) Jorge Amado, vem! Aqui, nesta povoação africana o povo é o mesmo também é irmão do povo marinheiro da Baía, companheiro de Jorge Amado, amigo do povo, da justiça e da liberdade! [...]

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