'One of my life's greatest tragedies is to have already read Pickwick Papers - I can't go back and read it for the first time' Fernando Pessoa Few first novels have created as much popular excitement as The Pickwick Papers - a comic masterpiece that catapulted its twenty-four-year-old author to immediate fame. Readers were captivated by the adventures of the poet Snodgrass, the lover Tupman, the sportsman Winkle and, above all, by that quintessentially English Quixote, Mr Pickwick, and his cockney Sancho Panza, Sam Weller. From the hallowed turf of Dingley Dell Cricket Club to the unholy fracas of the Eatanswill election, via the Fleet debtors' prison, characters and incidents spring to life from Dickens's pen, to form an enduringly popular work of ebullient humour and literary invention. This edition is based on the first volume edition of 1837, and includes the original illustrations. In his introduction, Mark Wormald discusses the genesis of The Pickwick Papers and the emergence of its central characters.
The Pickwick Papers (Penguin Classics) -
Charles Dickens
As Aventuras dos Pickwickianos: Um Passeio Inesquecível pela Inglaterra de Dickens
The Pickwick Papers é mais do que um livro, é uma experiência de vida - e reler essa obra em inglês foi como revisitá-la com olhos novos. Já conhecia a história da coleção vermelha antiga que tenho em casa, mas ler no original foi um desafio que valeu cada página. Por ser escrito em um inglês do século XIX, levei longos dias para completar a leitura, mas a riqueza da escrita de Charles Dickens compensou toda a dificuldade. A obra segue o carismático Samuel Pickwick e seu bando de excêntricos amigos - Snodgrass, Tupman e Winkle - enquanto viajam pela Inglaterra rural e urbana, colecionando aventuras, confusões e reflexões sobre a vida. A cada capítulo, somos convidados a rir, refletir e, em alguns momentos, a nos comover com as situações absurdas e hilárias que só Dickens sabe narrar. "A felicidade é um presente que cada um deve conquistar para si, e o riso é o maior dos guias nessa jornada." Dickens tem um talento raro para misturar humor e crítica social, transformando pequenas cenas do cotidiano em grandes momentos de reflexão. A leveza do riso em Pickwick muitas vezes esconde verdades profundas sobre a sociedade inglesa da época. A narrativa episódica de The Pickwick Papers lembra um pouco o formato de David Copperfield, outra obra que amo, mas enquanto este é mais introspectivo e melancólico, Pickwick é pura alegria. Claro, há momentos de tensão e drama - como na prisão de Pickwick em Fleet -, mas no geral, o tom otimista prevalece. Não posso deixar de mencionar Sam Weller, o criado espirituoso e leal de Pickwick, cuja sagacidade e sabedoria prática roubam a cena em várias ocasiões. Sam representa o povo comum, com toda a sua astúcia e bondade, e suas tiradas irônicas são verdadeiras joias do livro. Um dos meus momentos favoritos foi quando Sam diz: "Se um homem não consegue encontrar algo para rir, ele deveria se perguntar o que fez de errado." Essa frase captura o espírito do livro: uma celebração do riso como antídoto para os problemas da vida. Se compararmos com outra obra de Dickens, como Grandes Esperanças, o contraste é gritante. Enquanto Pip e Estella habitam um mundo cheio de traições e arrependimentos, Pickwick e seus amigos se movem por cenários repletos de camaradagem e inocência, mesmo quando as situações ficam complicadas. Falando da edição da Penguin Classics, tenho sentimentos mistos. A ilustração da capa é ótima... os desenhos originais de Phiz, capturam a essência cômica e visual da história, mas a diagramação deixa a desejar: o papel fino e acinzentado parece folha de jornal, e a tinta, quase úmida, suja os dedos. A fonte, mais uma vez, lembra uma máquina de escrever, o que até combina com a época da obra, mas cansa os olhos após longos períodos de leitura. Recomendo The Pickwick Papers para qualquer pessoa que queira conhecer Dickens de uma forma leve e divertida. É um livro para ser saboreado com calma, aproveitando cada página como um pedaço da Inglaterra vitoriana. Indico a obra para maiores de 12 anos, por causa da complexidade do texto e algumas discussões mais maduras. No final das contas, Pickwick é mais do que um personagem; ele é um estado de espírito. Relê-lo no idioma original foi um presente que dei a mim mesma, e mal posso esperar para revisitá-lo novamente em outra fase da vida. Afinal, como diz o próprio Pickwick: "Viajar é a melhor forma de entender a vida, desde que se viaje com o coração aberto."
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