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    Passou, já era -

    S. E. Hinton

    Brasiliense
    1990
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-10: 8511181695
    Português Brasileiro
    4.4
    25 avaliações
    Leram47Lendo0Querem59Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados59Avaliaram25

    Olhei para uns pivetes de doze, treze anos, bancando os idiotas - fumando, tentando impressionar, se empurrando e xingando. Aí lembrei da gente, Mark e eu, aos doze anos, fumando adoidado, fazendo palhaçada na rua, esperando que alguém - normalmente uma garota de cabelo comprido - reparasse em nós e visse como éramos bacanas. De repente me senti com uns cem anos, ou pelo menos trinta. Será que com vinte anos ia me achar muito idiota aos dezesseis? Com doze a gente se achava o máximo, tinha a maior certeza de ser a coisa mais legal que já tinha pintado na cidade. Agora já não tínhamos tanta certeza.

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    Maria Ferreira picture
    Maria Ferreira09/03/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Passou, já era mesmo. Não tem mais volta.

    Neste livro, a história é narrada em primeira pessoa por Brayon e ele nos conta sobre seus amigos, sua família, sua vida, seus amores e sua condição social. Mark, pode-se dizer, é o segundo personagem principal desse livro. Ele passou a morar na casa de Brayon logo após a morte de seus pais. Foi acolhido como um filho pela mãe dele e ele e Brayon sempre foram melhores amigos, quase irmãos. No livro também é retrata o preconceito que os hippies tinham que enfrentar. Não só da sociedade, mas também de seus familiares. Exemplo disso, é um dos amigos de Brayon, apelidado de MM, por sempre estar com um saquinho desses doces na mão. MM tem cabelos longos, é inteligente, tira notas boas na escola, sempre ajuda os amigos com o que pode, ajuda em casa cuidando dos irmãos menores, tudo naquela vibe paz e amor. No entanto, seu pai sempre implicava com ele por conta do cabelo. Para ajudar me casa, Brayon começa a procurar emprego e nesse meio tempo, revê a irmã de MM, Cathy, que estava morando fora. Os dois começam a sair e passam a namorar. Por causa desse namoro, Brayon amadureceu e algumas certezas mudaram de lugar. Este é o segundo livro publicado pela autora Susan Eloise Hinton. O que impressiona é a forma como ela aborda tão nitidamente a juventude dos anos 60 e representa tão bem a forma como a sociedade era dividida entre socs, os ricos e os greasers, os pobres e marginalizados. o livro é uma importante lição e como a sociedade é eliminatória, separatista e principalmente, injusta. Além disso, nos faz pensar nas escolhas que fazemos. Com isso, concluo afirmando ao ler um livro da Susan é impossível não se interessar por outros. Foi o que aconteceu comigo, que mesmo não tendo muito interesse em infantojuvenis, li outro livros dela e posso afirmar que vale muito a pena.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 25
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Susan Eloise Hinton profile picture

    Susan Eloise Hinton

    Susan Eloise Hinton nasceu em 22 de Julho de 1948 em Tulsa, Oklahoma. Com 17 anos ficou famosa ao publicar seu primeiro romance, "Outsiders" (Vidas sem Rumo) que foi imediatamente traduzido para vários idiomas e transformado em filme por Francis Ford Coppola.

    3 Livros
    38 Seguidores
    Oklahoma, Estados Unidos

    Susan Eloise Hinton