A Cidade e A Cidade

A Cidade e A Cidade China Miéville




A Cidade e A Cidade





"The City & the City", 2009. Um híbrido entre ficção científica e romance policial, o livro narra a investigação do inspetor Tyador Borlú, do Esquadrão de Crimes Extremos na cidade europeia de Beszel, do assassinato de Mahalia Geary, uma estudante estrangeira encontrada morta, na rua, com a face desfigurada. Aos poucos, Borlú descobre que a moça tinha envolvimento com a agitação política e cultural entre Beszel e sua "cidade gêmea", Ul Quoma.

As duas cidades ocupam praticamente o mesmo território geográfico, mas através a volição de seus cidadãos (e a ameaça do poder secreto conhecido como "Brecha"), elas são percebidas como duas cidades diferentes. O habitante de uma cidade deve obedientemente "deixar de ver" (isto é, conscientemente apagar de sua mente, ou deixar esmaecer) os habitantes, as construções, e os eventos que se passam na outra cidade. A separação é reforçada pelo modo de se vestir, arquitetura, e modo de se portar. Desde pequenos, são criados a reconhece. Ignorar a separação, mesmo sem querer, é considerado "abrir uma brecha" um crime terrível, considerado pior que assassinato.

A cidade & a cidade é o ivro de estréia de China Miéville na Boitempo, que firmou um contrato para publicar as obras ficçionais completas do autor (há planos para a obra teórica também). Uma narrativa que ecoa Kafka, Arthur C. Clarke, Bruno Schulz e Philip K. Dick, esta premiada obra de ficção científica nos mergulha em outro tempo e espaço, na beira da europa oriental, para tecer um comentário afiado sobre nossas cidades a alienação contemporânea.

Vencedor dos prêmios Hugo de Melhor Romance, BSFA de Melhor romance, Prêmio Arthur C Clarke, Prêmio World Fantasy; A tradução alemã do livro também recebeo o prêmio Kurd-Lasswitz.

Ficção científica

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on 22/12/14


É interessante uma editora como a Boitempo, voltada para ciências humanas e filosofia, principalmente marxista, começar a publicar obras de ficção. Mais curioso ainda escolher não algum clássico do futurismo russo ou do realismo socialista, mas uma obra britânica de ficção científica de 2009, quando as editoras tradicionalmente voltadas para esse gênero, como a Aleph, ignoram quase tudo que tem sido publicado no exterior depois dos anos 1970. Mas faz, no fundo, todo o sentido. China... leia mais

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Fernando
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Luciana
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