Aventuras na História Nº 21 (Maio de 2005) - Hitler

    Editora Abril

    Abril
    2005
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Adiós, general Franco Guerra por terras no Pará Órgão criado pelo governo militar está por trás dos problemas entre grileiros, colonos e missionários A polêmica morte de Tutancâmon Cruzadas: guerra santa Cruzada polemiza a disputa entre cristãos e muçulmanos por Jerusalém Impressão digital: assinatura do crime Sua descoberta revolucionou os métodos de investigação policial no século 19. Culpado ou inocente? A partir de então, a resposta estava na ponta dos dedos Do macaco ao homem Religião X Ciência: do sol à célula-tronco Líderes religiosos e cientistas têm um longo histórico de discordância na tentativa de explicar o homem e o mundo As maiores descobertas da física Hobsbawm: revolução à vista A partir de uma esquina da História, as revoluções Industrial e Francesa, o escritor Eric Hobsbawn traça o perfil de um mundo totalmente novo. Auster: a vida como ela é Slocum: à América de bote Brasil em cartas Tintim por tintim Abre-te, sésamo Por que setembro não é o mês sete, outubro o mês oito e assim por diante? Para que serve um menir? Conflitos americanos Barcelona de Gaudí Arquitetura inovadora do artista catalão é hoje símbolo da badalada cidade espanhola Candido: nacionalista sem querer História para o público infanto-juvenil Testes e jogos: fórmula-1 romana Maio na História Egípcios, castrati, barbas... Os amores de Hitler Quilombos urbanos Nos arredores das grandes cidades, escravos fugitivos plantaram comunidades clandestinas que sobreviviam do intercâmbio com os negros libertos. Os redutos se tornaram focos de resistência na luta abolicionista Imigração EUA: Pela porta dos fundos Na novela América, o foco é a imigração ilegal para os Estados Unidos. Na vida real, clandestinas ou não, 70 milhões de pessoas foram tentar a vida lá desde 1850 No terreno baldio com Nelson Rodrigues O escritor e dramaturgo, nascido no Recife e carioca de alma, solta a língua ferina que fez a sua fama de maldito nos anos 60 e 70 Grandes personagens tinham apelidos ilhas Malvinas: o rato que ruge Por um século, Argentina e Inglaterra disputaram nos tribunais o arquipélago, habitado mais por pingüins que por pessoas. Em 1982, os argentinos partiram para a briga e levaram uma surra O campo de Auschwitz O assassinato de Hitler

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    R .22/02/2019Resenhou um livro
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    Maio de 2005

    Na reportagem de capa, Hitler tem breve exposição biográfica numa reportagem interessante como introdução ao assunto, porém, não trouxe algo que surpreendesse o leitor. Gostaria de ter visto algum fato novo ou inusitado. Na abordagem, o texto passa por aspectos como: a origem austríaca; a orfandade em idade muito jovem; participação na primeira guerra como soldado; idealismo nacionalista que o motivava desde jovem; a ascensão numa Alemanha em reconstrução; grande habilidade oratória (talvez sua maior arma); fortalecimento da política no militarismo; destaque no cenário de liderança mundial (seis vezes capa da revista Time como homem do ano); estímulos e projetos para retomada de territórios perdidos pela nação, com visão de incorporação também de novos limites; e a segunda guerra. A reportagem tem acervo fotográfico legal e, o que foi mais curioso em minha leitura, texto paralelo sobre pesquisa na Alemanha com posicionamento em relação ao regime nazista. A compreensão do fato histórico mistura-se a um sentimento que denota vergonha e rejeição, pois a maioria dos entrevistados referencia histórias em que os antepassados (avós e pais) eram contra e teriam até mesmo protegido muitas famílias judias. Só 4% reconheceram envolvimento familiar passado em adesão. Que coisa curiosa! Um estudioso disse que o conhecimento histórico cognitivo (o saber em si) e o conhecimento histórico emotivo são distintos, mas o segundo produz mais impactos, num sentimento que provoca rejeição com necessidade de se excluir desse meio. Ah, sobre a foto da capa, li em outro momento que não reproduz ação espontânea, mas uma seção de fotos em que Hitler fez poses icônicas para suas propagandas. Imaginando o momento, que coisa ridícula... "O rato que ruge" é outra reportagem interessante, com breve exposição da guerra das Malvinas numa certa ordem cronológica. Deu para notar nacionalismo argentino idealista, estimulado pelo militarismo, e que não tiveram chance nenhuma contra os britânicos. Além do aparato militar mais desenvolvido, as tropas do Reino Unido contaram também com mercenários contratados (como os nepaleses), experimentados nas batalhas, contra forças argentinas inferiorizadas também no desgaste de seus soldados. E ainda teve a falta de apoio internacional que os militares argentinos esperavam. Imagina se os EUA não ia apoiar os ingleses... Ah, poderiam citar, no campo de curiosidades, o reencontro entre as duas nações em novo confronto. Em 1986 na Copa do México, onde os Argentinos foram vitoriosos com o golaço de Maradona driblando todo mundo e também com o de mão (mas me recuso a registrar como é denominado popularmente). Que horror a hipotética entrevista com Nelson Rodrigues nas "Páginas Amarelas". Sei que é famoso pelo retrato da vida cotidiana em histórias cheia de traição e cafajestagem, teoricamente realistas. Pelo que entendi, porém, não eram só hipotéticas reproduções do contexto, ainda que sarcásticas, mas também muita coisa que tinha (identidade dele) em pensamento machista, como o de dizer que toda mulher gosta de apanhar. O infográfico trouxe o campo de Auschwitz em alguns detalhes mórbidos, como o crematório preparado para cerca de 5 mil "queimas" por dia... E no "Dito e Feito", o significado da frase, do conto de Ali Babá, "Abre-te, sésamo!". O sésamo refere-se ao gergelim, como é chamado em Portugal. A planta abre-se devagar para liberar as sementes, portanto, a frase é metafórica a um processo lento. Meio óbvio isso aí, mas vale o registro.

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