Formas de voltar para casa -

    Alejandro Zambra

    Editora Planeta
    2019
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788542217476
    Português Brasileiro

    Terceiro romance de Alejandro Zambra publicado no selo Tusquets da Planeta do Brasil, Formas de voltar para casa narra as memórias – ouvidas e vivenciadas – de um homem cuja infância foi vivida durante a ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. Na busca por entender acontecimentos nebulosos de seu passado – e, quem sabe, encontrar ferramentas para finalizar um romance que está escrevendo no presente –, o protagonista de Formas de voltar para casa percorre um melancólico e dolorido caminho de retorno à sua infância no Chile dos anos 1980, oscilando entre tempos marcados por dois grandes terremotos. Depois de Bonsai & A vida privada das árvores, Formas de voltar para casa consolidou Zambra como um dos melhores escritores de sua geração na América Latina. Nas palavras de Ricardo Piglia: Zambra é um escritor notável, muito perceptivo diante da diversidade das formas. O livro recebeu o Prêmio Altazor e o Prêmio do Conselho Nacional do Livro como melhor romance de 2012 no Chile.

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    Bookster Pedro Pacifico11/04/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Formas de voltar para casa, de Alejandro Zambra

    Escolhido como o livro do Chile no Bookster pelo mundo, “Formas de voltar para casa” é um livro de reconstrução da memória, tendo como pano de fundo o governo de Pinochet, no final do século XX. Desde sua infância até os dias atuais, o personagem vai descrevendo passagens de sua vida e da história do Chile com base no que viu e no que lhe contaram. É um olhar sensível e poético sobre uma geração que teve que crescer embaixo da sombra de uma ditadura. A forma como a criança vai aos poucos compreendendo a realidade ao seu redor e perdendo a idealização que faz de seus pais e avós é muito real e tocante. Mas não espere um livro apenas sobre a ditadura, é mais que isso: é uma obra sobre vidas, cotidianos e pessoas que não podiam deixar de seguir enquanto a ditadura acontecia. Para construir esse romance, o autor se utiliza muito da metalinguagem, já que o personagem principal revive suas memórias enquanto escreve seu próprio livro. Também não posso deixar de dizer que estou cada vez estou mais fascinado pela literatura latino-americana. Apesar das diferenças culturais e da História de cada país, é impossível não perceber a existência de laços que nos unem e que fazem de nossas histórias uma narrativa semelhante. “Sabia pouco, mas pelo menos sabia isto: que ninguém fala pelos outros. Que, mesmo que queiramos contar histórias alheias, terminamos sempre contando nossa própria história.” Nota 8,5/10

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