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    Ciropédia (Clássicos Jackson #I) - A educação de Ciro

    Xenofonte

    W. M. Jackson Inc.
    1949
    347 páginas
    11h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.4
    37 avaliações
    Leram65Lendo13Querem119Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos2Desejados119Avaliaram37

    A 'Ciropédia' pode ser lida não só como a descrição da vida do lendário general persa Ciro, mas também como um relato da forma como um homem era educado para o desempenho das funções públicas, na Antigüidade.

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    Resenhas (5)Ver mais
    Fábio Ribas Wanderley Dantas picture
    Fábio Ribas Wanderley Dantas09/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ciropédia

    Título: Ciropédia. Autor: Xenofonte Avaliação: 5 estrelas. “Ciropédia” foi escrita dois séculos depois da morte de Ciro, Rei da Pérsia. Xenofonte narra desde a infância do Rei até sua morte. O livro foi escrito por volta de 360 a. C. e pretende ser, antes de tudo, dizem os estudiosos da obra, um modelo do “Rei ideal”, uma leitura obrigatória na formação de jovens líderes. Independente disso, o fato é que Xenofonte nos entrega uma narrativa deliciosa de ser lida e que nos encanta na apresentação do caráter de Ciro, cuja envergadura moral e espiritual estava muito além dos homens do seu tempo e do tempo do autor, que, no final de sua obra, faz uma comparação entre os persas do tempo de Ciro e do tempo de Xenofonte, mostrando como que o povo de Ciro decaiu naqueles 200 anos após a morte de Ciro. Por isto mesmo, talvez, seja insistente a ênfase dada no livro sobre a importância de se imitar Ciro, que, aliás, pauta conscientemente sua própria conduta como alguém que devesse ser imitado. Ciro, portanto, sabe que o bom príncipe deve ser um exemplo de boa conduta para seus súditos, um exemplo de líder moral e espiritual, um homem de virtudes. E Xenofonte sabe que Ciro é um exemplo não apenas para os persas, mas parar os gregos também. Acredito que a ordem de leitura correta para entrar nesse universo dos Persas seria o de começar por “Ciropedia”, seguir para “História”, ler “Os Persas”, de Ésquilo, e “As Bacantes”, de Eurípedes, e, finalmente, dar um salto e ler “Persépolis”. São narrativas de um mundo que não existe mais, histórias de povos, raças e nações que instigam, ora por suas belezas, ora por suas terríveis feiuras. Vale a pena! Até agora, estas foram minhas leituras introdutórias para mergulhar no universo “Ocidente e Oriente”. Mas há muito mais e isso é apenas o começo. Ao ler “Ciropédia”, sabendo que já é um livro que olha para trás de quando foi escrito, buscando um tempo ideal para lançar luz nas trevas decadentes do tempo presente de seu autor, e sabendo também que aquela decadência irá se alastrar pelos gregos e romanos, cujas virtudes, enfim, serão afogadas num mar de vícios sem fim, até que venha o Cristianismo sobre todos eles, tudo isso é uma aventura literária fascinante. Estamos vendo a construção daquilo que Paulo chama de “a Plenitude dos gentios”. Todas as coisas, em todas as áreas da vida, estão sendo direcionadas para preparar o palco ao advento do Messias. Lembre-se que Ciro foi o Rei usado por Deus para libertar os judeus do Cativeiro da Babilônia, que, aliás, é a última grande empreitada bélica narrada em “Ciropédia”.

    4 curtidas

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