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    O Moinho à Beira do Rio Floss (Clube de Leitores Pedrazul #2) -

    George Eliot

    Pedrazul
    2019
    466 páginas
    15h 32m
    ISBN-13: 9788566549751
    Português Brasileiro
    4.2
    100 avaliações
    Leram123Lendo16Querem341Relendo1Abandonos7Resenhas24
    Favoritos10Desejados341Avaliaram100

    "Se a vida não tivesse amor, o que mais haveria para Maggie?" O destino das mulheres, no idílico moinho Dorlcote, estava fadado a nascer, casar, parir e morrer. Mas para a romântica Maggie Tulliver isso era muito pouco. Com sua impulsividade e inteligência vivaz ela ousou sonhar com uma vida que fosse além da mera sobrevivência. O moinho à beira do rio Floss introduz Maggie Tulliver como uma das heroínas mais amadas do mundo.

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    Gisela M. Bortoloso13/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Moinho à beira do Rio Floss [George Eliot]

    Quando início a leitura destes clássicos do Clube de leitores Pedrazul, não me delicio só com a história em si, quero sempre saber também sobre o autor(a) que a escreveu, porque muitas vezes os livros são escritos por mulheres que se escondem sob pseudônimos, como é o caso de George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, que usava um nome masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. E durante a leitura percebemos o quanto a mente feminina ainda era menosprezada no século XIX, onde os homens acreditavam realmente que as mulheres não tinham inteligência suficiente para algo além de cuidar da casa. Esta é uma obra profunda, que trabalha o âmago de cada personagem, o que consequentemente a torna de difícil leitura, mas depois dos primeiros capítulos, que são mais cansativos, principalmente porque estamos acostumados a leituras mas rasas e dinâmicas, torna-se belíssima e sublime, contudo, mesmo tendo me apaixonado pela história, sei que é um livro que vai agradar a poucos. O Moinho à Beira do Rio Floss tem toda sua trama baseada em relações familiares. Conviver em família é algo difícil, apesar do amor que une seus integrantes, não conheço nenhuma família que não tenha seus reveses, e com a família Tulliver, não é diferente, lá encontramos todos os tipos de adversidades normais a esse tipo de relacionamento. A autora nos introduz em cada capítulo a um dos personagens, desnudando seu íntimo para o leitor, mostrando o que o impulsiona, suas mesquinharias mas também suas generosidades, ou seja, seus personagens são pessoas de verdade, gente como a gente. A história se desenvolve em torno da família Tulliver, composta pelo Sr. Tullive, sua esposa Bessy e os dois filhos, Tom e Maggie, sua irmã e cunhado e uma penca de filhos, além das irmãs de sua esposa e respectivos maridos e uma sobrinha. Todos são peças importantes no desenvolvimento da história. O Sr. Tulliver ganha seu sustento nas atividades do Moinho Dorlcote, localizado as margens do rio Floss, que já está na sua família há gerações, e que ele consequentemente passará a administração para mãos de seu filho Tom. Todo seu negócio depende do rio Floss, e o Sr. Tullive se envolve numa briga judicial em decorrência de uma barragem no rio. Reconhecendo seu quase analfabetismo, o Sr. Tulliver ambiciona que seu filho Tom seja superior a ele, desejando-lhe proporcionar uma boa educação. Mas quem encanta o coração do Sr. Tulliver é sua filha Maggie, que aos olhos dos seus tios é teimosa, não muito bela (principalmente comparada com sua linda prima, loira de olhos azuis) e muito esperta, característica pouco desejada numa mulher, mas para o Sr. Tulliver, sua "camponesinha" é sua preciosidade e ele se preocupa com seu futuro. “- Pobre camponesinha, Ela não terá ninguém além de Tom, quando eu partir. (...) Ocorreu em sua mente que se ele fosse duro com sua irmã, poderia levar Tom a ser duro com Maggie em algum dia distante, quando ele não estivesse mais lá para tomar partido dela. (...) e esse era seu modo confuso de explicar para si que seu amor e ansiedade pela "camponesinha" lhe dera uma nova sensibilidade para com a irmã.” Maggie tem verdadeira adoração pelo irmão Tom, apesar de terem personalidades completamente diferentes. Tom é prático, objetivo e reservado, Maggie é de natureza livre, romântica e sonhadora. A medida que os dois vão crescendo, começam a vivenciar as adversidades da vida e cada um deles lida com elas de modos distintos, o que muitas vezes causa desentendimento entre eles. E quando Maggie descobre o amor, esse não vem de maneira fácil, ela é obrigada a fazer escolhas difíceis que podem afetar a sua felicidade e também das pessoas a quem mais ama. George Eliot (ou Mary Ann Evans) criou um romance intimista e avassalador, que a todo momento mexeu com minhas emoções, trazendo-as a flor da pele. Foi uma leitura verdadeiramente impactante.

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 100
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Mary Anne Evans  profile picture

    Mary Anne Evans

    George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, foi uma novelista autodidata britânica. Usava um nom de plume masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. À época, outras autoras publicavam trabalhos sob seus verdadeiros nomes, mas Eliot queria escapar de estereótipos que ditavam que mulheres só escreviam romances leves. Outro fator que pode ter levado Eliot a usar um pseudônimo masculino era o desejo de preservar sua vida íntima, sobretudo seu relacionamento com George Henry Lewes, um homem casado, com quem viveu por mais de vinte anos. Seu primeiro trabalho literário, de 1844, foi a tradução da Vida de Jesus de David Strauss. O tema principal dos seus romances, como em Silas Marner, é a vida das pessoas simples, que retrata, com uma sensibilidade reconhecida por várias gerações de leitores, os conflitos do ser humano tais quais a angústia, o desespero e a busca da razão da vida. Desenvolveu o método da análise psicológico característico da ficção moderna. Sua obra Middlemarch (1872) é considerada um dos maiores romances do século XIX. Segundo Virginia Woolf, em um artigo em tributo à escritora, este é "um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande". Foi sepultada no Cemitério de Highgate, Grande Londres na Inglaterra.

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    Nuneaton, Inglaterra

    Mary Anne Evans