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    A Ilha de Arturo -

    Elsa Morante

    Berlendis & Vertecchia
    2003
    492 páginas
    16h 24m
    ISBN-10: 8586387665
    Português Brasileiro
    4.2
    115 avaliações
    Leram147Lendo24Querem431Relendo0Abandonos7Resenhas14
    Favoritos3Desejados431Avaliaram115

    Os pensamentos, alegrias e dores de um adolescente que passa grande parte de seu tempo sozinho em sua ilha encantada, Procida, com seu barco e sua cadela. Em meio a leituras apaixonadas e desordenadas levam Arturo a sonhar, a viver o primeiro amor e à descoberta do sexo. A história é narrada pelo protagonista, agora adulto, após um número indeterminado de anos que compreendem a experiência da guerra, da qual participa, e reproduz a fala interior do garoto, com toda a ingenuidade, entusiasmos e ideais, arrogância e incompreensão de uma adolescência solitária não acostumada a ao convívio com os outros.

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    Resenhas (14)Ver mais
    Carolina Rodrigues picture
    Carolina Rodrigues08/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Impressões da Carol

    Lido: A ilha de Arturo - Memórias de um garoto {1957} Autora: Elsa Morante {Itália, 1912-1985} Tradução: Roberta Barni Editora: Carambaia 384p. A ilha de Prócida, pertencente à Nápoles, é todo o universo desse romance que rendeu o Prêmio Strega a Elsa Morante. Não por coincidência, uma das influências literárias de Elena Ferrante e sua tetralogia Napolitana. Isolados, nesta Ilha, vivem Arturo e sua cadela Immacolatella. Órfão de mãe, morta no parto e filho do errático Wilhelm Gerace, que vive de partidas, Arturo cresce obcecado por esse pai, um herói, em seu código moral de criança solitária e leitora de livros de cavalaria. Prócida para Arturo é um reino, anárquico. As descrições da ilha são vívidas. O mar, as rochas, as ruas íngremes, as casas dos pescadores. A penitenciária, local de homens proscritos, localizada no topo da ilha, a observar seus acontecimentos. E, por fim, a Casa dei Giaglioni, onde mora Arturo. A mansão, em ruínas, herdada por seu pai do misógino Romeo, o Amalfitano, chega a ter ares de personagem e é uma das chaves da trama. A ausência desse pai e sua idealização pelo menino é o fio condutor do romance. Quando Wilhelm retorna à ilha, casado com a jovem Nunziatta, dois anos mais velha que Arturo, o adolescente começa, enfim, a enxergar as rachaduras na imagem que criou do pai, um homem de vida dupla. Tem-se um romance de opostos. Prócida é uma ilha, ao mesmo tempo, é o mundo de Arturo. A liberdade em que o menino cresce é também sua prisão. Instigado a ser misógino e indiferente aos outros, Arturo tem sentimentos de afeto, os quais não consegue traduzir.? A ilha é um útero, no qual Arturo deseja se manter ligado e, ainda assim, precisa escapar para que amadureça. "A ilha de Arturo" é um belo romance. Sem tanta reviravolta, vai agradar aos leitores de tramas mais psicológicas, de construção de personagens. Acredito que o livro levanta muitos pontos para debate, especialmente quanto à relação edipiana entre pai-filho e a figura de Wilhelm Gerace.

    6 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 115
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
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    Elsa Morante

    Elsa Morante era uma romancista italiana, mais conhecida por seu romance <i>A história</i>, que aparece na Biblioteca Mundial Bokklubben, é uma lista dos cem melhores livros de todos os tempos. Elsa casou-se com o escritor Alberto Moravia em 1941 — o casal viria a se separar em 1962, sem jamais se divorciar — e encontrou por seu intermédio muitos dos pensadores e escritores italianos da época. Durante a guerra, ela acompanhou o marido no exílio de 1943 a 1944. Publicou seu romance Menzogna e sortilegio em 1948, obtendo o prêmio Viareggio; mais tarde, foi laureada do prêmio Strega com seu romance L'isola di Arturo, em 1957. Em 1984, recebeu o Prêmio Médicis por Aracoeli. Ela morreu em Roma em 25 de novembro de 1985.

    24 Livros
    7 Seguidores

    Elsa Morante