Arturo's Island -

    Elsa Morante

    Liveright
    2019
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9781631493294

    Once considered the greatest writer of Italy’s postwar generation—and admired by authors as varied as John Banville and Rivka Galchen—Elsa Morante is experiencing a literary renaissance, marked not least by Ann Goldstein’s translation of Arturo’s Island, the novel that brought Morante international fame. Imbued with a spectral grace, as if told through an enchanted looking glass, the novel follows the adolescent Arturo through his days on the isolated Neapolitan island of Procida, where—his mother long deceased, his father often absent, and a dog as his sole companion—he roams the countryside and the beaches or reads in his family’s lonely, dilapidated mansion. This quiet, meandering existence is upended when his father brings home a beautiful sixteen-year-old bride, Nunziatella.

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    Carolina Rodrigues picture
    Carolina Rodrigues08/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Impressões da Carol

    Lido: A ilha de Arturo - Memórias de um garoto {1957} Autora: Elsa Morante {Itália, 1912-1985} Tradução: Roberta Barni Editora: Carambaia 384p. A ilha de Prócida, pertencente à Nápoles, é todo o universo desse romance que rendeu o Prêmio Strega a Elsa Morante. Não por coincidência, uma das influências literárias de Elena Ferrante e sua tetralogia Napolitana. Isolados, nesta Ilha, vivem Arturo e sua cadela Immacolatella. Órfão de mãe, morta no parto e filho do errático Wilhelm Gerace, que vive de partidas, Arturo cresce obcecado por esse pai, um herói, em seu código moral de criança solitária e leitora de livros de cavalaria. Prócida para Arturo é um reino, anárquico. As descrições da ilha são vívidas. O mar, as rochas, as ruas íngremes, as casas dos pescadores. A penitenciária, local de homens proscritos, localizada no topo da ilha, a observar seus acontecimentos. E, por fim, a Casa dei Giaglioni, onde mora Arturo. A mansão, em ruínas, herdada por seu pai do misógino Romeo, o Amalfitano, chega a ter ares de personagem e é uma das chaves da trama. A ausência desse pai e sua idealização pelo menino é o fio condutor do romance. Quando Wilhelm retorna à ilha, casado com a jovem Nunziatta, dois anos mais velha que Arturo, o adolescente começa, enfim, a enxergar as rachaduras na imagem que criou do pai, um homem de vida dupla. Tem-se um romance de opostos. Prócida é uma ilha, ao mesmo tempo, é o mundo de Arturo. A liberdade em que o menino cresce é também sua prisão. Instigado a ser misógino e indiferente aos outros, Arturo tem sentimentos de afeto, os quais não consegue traduzir.? A ilha é um útero, no qual Arturo deseja se manter ligado e, ainda assim, precisa escapar para que amadureça. "A ilha de Arturo" é um belo romance. Sem tanta reviravolta, vai agradar aos leitores de tramas mais psicológicas, de construção de personagens. Acredito que o livro levanta muitos pontos para debate, especialmente quanto à relação edipiana entre pai-filho e a figura de Wilhelm Gerace.

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