Mole, Rat, and Badger are Toad’s dearest friends even as the aristocratic amphibian’s wastrel ways get him into trouble. After being arrested and sentenced to jail, he returns to his ancestral home of Toad Hall to find it overrun with stoats and weasels from the Wild Wood. But his friends haven’t abandoned him yet. In fact, they’ve conspired to help drive the villainous vermin from his home. Embracing themes of empathy and friendship under the most trying conditions, The Wind in the Willows follows the journey of its anthropomorphic characters through the changing seasons of the English countryside while providing life lessons that have endured for generations. AmazonClassics brings you timeless works from the masters of storytelling. Ideal for anyone who wants to read a great work for the first time or rediscover an old favorite, these new editions open the door to literature’s most unforgettable characters and beloved worlds. Revised edition: Previously published as The Wind in the Willows, this edition of The Wind in the Willows (AmazonClassics Edition) includes editorial revisions.
The Wind in the Willows (AmazonClassics Edition) -
Kenneth Grahame
Um livro que nunca teria ouvido falar, se não fosse por recomendação de outros britânicos (acho até que uma das frases deste livro foi citada num dos livros de C. S. Lewis). Parece que é um clássico de leitura obrigatória na Inglaterra. A narrativa segue a tradição poética romântica dos britânicos da segunda metade do século XIX, mostrando o encanto pela natureza desde o título do livro, traduzido por aqui como "O Vento nos Salgueiros". No melhor estilo fábula, dá voz e personalidade aos animais, especialmente quatro: Mole (Toupeira), Rat (Rato), Toad (Sapo) e Badger (Texugo), cada um com um jeito bem característico e distinto. Mas demorou um pouco para eu compreender a estrutura da narrativa, pois primeiro parece que o motor da história é o súbito interesse de Mole em conhecer o mundo fora de sua toca. Porém logo a narrativa se difunde em diversas pequenas histórias, e o livro ganha aspecto quase como de coleção de contos. Mais para o fim, entretanto, outra guinada acontece: Mr. Toad, com seu temperamento solar, atrai todas as atenções e dirige a narrativa, como se ela fosse um dos carros pelos quais ele nutre uma paixão cega. É aqui que o livro realmente brilha, com o retrato da obstinação vaidosa do ilustre Sr. Sapo. Tudo isso sem nunca deixar de ser um deleite. A escrita do livro no inglês original derrama todo o conhecido charme da prosa britânica, com suas piadas sutis e insights profundos, mas sempre singelos, sobre a natureza das coisas. É impressionante ver como isso era lido por e para crianças de menos de 10 anos de idade, uma realidade completamente diferente de hoje em dia, quando se tenta proteger as crianças de qualquer desafio cognitivo. Um exemplo disto são pequenas piadas como esta, para expressar um cavalo que perde a compostura diante de uma situação inesperada: "The old grey horse, dreaming, as he plodded along, of his quiet paddock, in a new raw situation such as this simply abandoned himself to his natural emotions". Mas um exemplo ainda melhor disto é o episódio quando Mole e Rat encontram o deus Pã na floresta. Eis o diálogo: "Rat!" [Mole] found breath to whisper, shaking. "Are you afraid?" "Afraid?" murmured the Rat, his eyes shining with unutterable love. "Afraid! Of him? O, never, never! And yet -- and yet -- o, Mole, I am afraid!" Que perfeito retrato do sentimento do "Numinoso", para usar o termo que C. S. Lewis usava. E para crianças! O que será que aconteceu conosco? Enquanto muito se fala do que ganhamos com a Modernidade, livros como esse ajudam a entender o que perdemos.
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