Platão (Os Pensadores) - Diálogos / O Banquete - Fédon / Sofista - Político

    Platão

    Nova Cultural
    1991
    265 páginas
    8h 50m
    ISBN-10: 8513002151
    Português Brasileiro

    Os gregos antigos inventaram a democracia, a noção de cidadania e foram os primeiros a sentir e expor a necessidade de ultrapassar o terreno das meras opiniões, os ensinamentos dos mitos e as crenças supersticiosas. Propuseram-se a atingir um conhecimento verdadeiro, um saber efetivamente científico. Nessa busca, Platão, que cria sua Academia em 387 a.C. em Atenas, tem papel fundamental. Apura a dialética socrática para torná-la apta a desenvolver um saber sistemático, capaz de se alçar do sensível para o inteligível — o mundo das idéias. Sua influência, uma das mais profundas da história do pensamento, ainda hoje encontra-se no horizonte de toda investigação teórica. NESTE VOLUME O BANQUETE Sócrates, Agatão, Alcibíades e outros conversam a respeito do amor: Para Sócrates, o amor é um meio de atingir a visão do princípio eterno de todas as coisas belas, o belo em si. FÉDON Na prisão, à espera da cicuta, Sócrates debate sobre a morte. O diálogo relata o caminho socrático, retomado e desenvolvido por Platão: o conhecimento como reminiscência e a doutrina das idéias. SOFISTA A oposição verdade-erro, inerente ao combate socrático-platônico aos sofistas (vistos como mercadores de falsidades) renova-se nessa etapa final do platonismo. POLÍTICO Platão retoma um dos temas centrais de sua reflexão filosófica: a caracterização do político e da arte de governar.

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    Clio24/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O volume da coleção Pensadores intitulado Platão traz Eutífron, Apologia de Socrates, Críton e Fédon, além de uma bibliografia básica como era parte de sua proposta. Há um motivo para esses terem sido os textos escolhidos e um porquê dessa ordem: trata-se da preocupação sobre o julgamento e a punição de Sócrates. Em Eutífron temos um diálogo socrático sobre a natureza da Piedade. Seria ela um dom ou um desejo divino? Aqui é pesada a referência a discussão sobre Justiça e Ética já presentes em sua outra obra "A República". A Apologia de Sócrates é a transcrição do discurso de seu mentor durante seu julgamento afinal, acusado de corromper a juventude e de se apresentar como sábio. Uma coisa que deve-se manter em mente é que a noção de corrupção da doutrina divina na Antiguidade estava em conjunção com o questionamento da própria sociedade. Da mesma forma, apresentar-se como sábio ultrapassava o adjetivo e o lucro. Era uma forma de moldar a mentalidade e influenciar socialmente. Poucos tinham esse título justamente pelo controle do aprendizado exercido pelo governo. Críton é a justificativa de Sócrates para sua obediência ao veredito ateniense. É uma ótima argumentação sobre como as leis regem a sociedade, e como a conduta ética não deve se submeter a reações emocionais. O último texto, Fédon, é um relato dos últimos momentos de Sócrates onde ele discursa a um grupo de amigos sobre a imortalidade da alma e a fidelidade a filosofia. É basicamente uma ode de amor à curiosidade. A dificuldade de leitura não é grande comparada a outros trabalhos; a necessidade de suporte para seu entendimento é relativamente baixa visto que há uma certa queda na citação de nomes e eventos. Contudo, é um texto denso, pode exigir um pouco mais daqueles não acostumados com textos filosóficos.

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