Na reportagem de capa: A ameaça do coronavírus já abalou os mercados financeiros mundo afora. É mais um desafio para o país que está em desaceleração econômica e trava um conflito comercial com os Estados Unidos. Todos torcem para que os chineses estanquem logo a crise — e para que os efeitos, na saúde e na economia, sejam limitados
Revista Exame - Edição 1202 (05 de Fevereiro de 2020) - O novo risco da China
não informado
O direcionamento da revista é a economia e esse setor deita e rola nas projeções estatísticas, resumindo-se e especulando-se tudo em números. Então vamos a alguns deles, enfatizados na repotagem: - Na compreensão da alta taxa de contágio do coronavírus, a epidemia do SARS em 2002 teve casos oficiais na casa de 8 mil pessoas, mas em período de 2 anos, enquanto que nessa nova epidemia, chamada COVID-19, em dois meses o diagnóstico oficial tem número parecido. Interessante a abordagem de que "a humanidade é vítima de seu próprio progresso", no sentido de que a globalização, com suas facilidades e velocidade de deslocamentos, potencializa também a disseminação da epidemia. O curto período entre a descoberta de uma pneumonia desconhecida na cidade de Wuhan até o relato para a OMS (entre o início e fim de dezembro de 2019) foi mais que suficiente para favorecer o contágio, no trânsito intenso na cidade, um importante centro industrial chinês. - Sobre a letalidade, tem sido menor no coronavírus, com estatísticas atuais de 1 óbito em cada 40 pessoas contagiadas. No SARS a proporção era de 1 morte em 10 infectados. A informação é fundamental como medida protetiva e combativa, ressaltando-se que os avanços atuais na saúde pública dão condições para lidar com as epidemias como nenhuma outra similar teve. Porém, é fundamental o relato transparente e nesse aspecto o texto traz crítica ao governo chinês, que em sua mão de ferro, propiciou o contágio mantendo por um tempo as coisas em segredo, em ponto de ocorrer até prisões de pessoas com manifestações contrárias. Deveria existir um protocolo mundial, se é que já não exista, das medidas a serem tomadas diante de algo potencial e desconhecido, como foram os primeiros casos da estranha pneumonia em Wuhan. Tendo-se ou não, ocorreu certo equívoco na China. Para se ter ideia, os primeiros kits de proteção chegaram a cidade cerca de um mês depois dos primeiros contágios e as informações dadas a OMS levaram a avaliações equivocadas, sendo reconsideradas de risco moderado para emergência mundial diante de pareceres mais precisos. É o que o texto diz... Informação é fundamental. Deu para perceber uma cutucada no governo chinês, quando diz que o mesmo partido que em seu autoritarismo favoreceu a epidemia, depois será o mesmo a levantar bandeira de autopromoção na situação de estanque do avanço, quando foi o culpado. Há verdade nisso, mas a colocação é também oportunista em interesses escusos, pois o mesmo erro se repete em muitas, se não todas, as nações. - Na questão econômica, segundo a estimativa da revista, o abalo custará cerca de 1,5 trilhões de dólares, expressando-se nos laços comerciais de importação e exportação com a China, rede hoteleira, turismo, voos comerciais, entre outras coisas. A cidade de Wujan, por exemplo, tem investimentos de metade das maiores empresas do mundo. Curiosa a informação de que até pouco tempo o coronavírus era conhecido como agente infeccioso que se reservava apenas a animais, até sofrer mutações que afetariam também o homem. O fato é curioso porque semelhantemente a esse vírus existem outros muitos com ação patológica de momento apenas nos animais. O que favorece a transição para os homens? Assunto importante, mas que a revista não dissertou, apenas referenciou a maior proximidade dos animais, especialmente selvagens, com o homem. Foi o que a leitura fez perceber, sendo a reportagem de capa o que basicamente conferi da revista.
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