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    A menina que brincava com fogo (Millennium #2) -

    Stieg Larsson

    Companhia das Letras
    2010
    608 páginas
    20h 16m
    ISBN-13: 9788535916270
    Português Brasileiro
    4.6
    18554 avaliações
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    O segundo volume da trilogia Millennium tem como fio condutor a personalidade complexa e os segredos ocultos de Lisbeth Salander, a jovem e destemida hacker que agora é acusada de três assassinatos brutais "Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade", raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A Menina que Brincava com Fogo, de Stieg Larsson. O autor - um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país - morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes - um Colt 45 Magnum - não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. A Menina que Brincava com Fogo: Coleção Millennium segue as regras clássicas dos melhores thrillers, aplicando-as a elementos contemporâneos, como as novas tecnologias e os ícones da cultura pop. O resultado é um romance ao mesmo tempo movimentado e sangrento, intrigante e impossível de ser deixado de lado.

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    Joseilton de Lima Correia picture
    Joseilton de Lima Correia19/04/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma bela crítica a nossa Sociedade (dita) Moderna.

    Na atualidade, houve-se falar muito em ética e moral. Ao estudar Sociologia, entendi que a palavra ética vem do grego ethos que quer dizer "modo de ser", ou "caráter", enquanto maneira de vida que o homem adquire ou conquista. Mais objetivamente, pode-se definir ética como sendo um conjunto sistemático de conhecimentos racionais e objetivos a respeito do comportamento humano; Portanto, a ética se advém dos conhecimentos racionais e objetivos, contudo, a própria coisa ser racional e objetiva deve ter um ponto de partida, isto significa dizer, o racional e objetivo vão servir a quem? Quem está dizendo o que é certo ou errado? E é aí onde entra a questão da ética dos tempos ditos modernos, que não tem nada de racional e objetivo. A ética se confunde muitas vezes com a moral, entretanto, deve-se deixar claro que são duas coisas diferentes, considerando-se que ética significa a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, enquanto que moral, quer dizer, costume, ou conjunto de normas ou regras adquiridas com o passar do tempo. A ética é o aspecto científico da moral, pois tanto a ética como a moral, envolve a filosofia, a história, a psicologia, a religião, a política, o direito, e toda uma estrutura que cerca o ser humano. Isto faz com que o termo ética necessita ter, em verdade, uma maneira correta para ser empregado, quer dizer, ser imparcial, a tal ponto a ser um conjunto de princípios que norteia uma maneira de viver bem, consigo próprio, e com os outros. Mas, eu divago... A Menina Que Brincava Com Fogo, expõe de maneira genial esse embate social entre ética e moral. Temas muito recorrentes na atualidade, marcada quase que diariamente por escândalos das mais variadas formas, sejam elas relativas ao sexo, a opção sexual, a classe social, etc. E Stieg Larsson, como repórter polêmico como foi, é muito incisivo em sua escrita, denunciando o modo hipócrita que a sociedade vive, uma sociedade que marginaliza aqueles que são diferentes, super-dotados de uma estranheza social, e que acima de tudo, que colocam o dedo na cara do sistema e ridicularizam as suas regras que beneficiam uma minoria privilegiada. É impossível não exaltar a figura de Lisbeth Salander, personagem socialmente estigmatizada e que como se vê no livro, causa estranheza por ser uma pessoa acima da média. Uma cidadã comum, mas que não se submete a certas regras falidas. E Mikael Blomkisvt, que certamente é um auto-retrato de Larsson, com sua desenvoltura, lealdade e compromisso. Larsson mais uma vez escreveu uma obra genial, que enfoca temas atuais, que sugerem uma mudança no modo de pensar, de agir, e de se entender o mundo ao nosso redor. As mudanças em relação a Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é evidente, as personagens ganharam muito em termos de intelectualidade, e a trama é imensamente bem desenvolvida e empolgante. Só é preciso deixar a leitura fluir, e depois se saborear com um prato cheio de críticas bem fundamentadas, ao nosso mundo Moderno, Capitalista, Globalizado, Civilizado, e principalmente Justo perante a Lei. É uma pena, que hoje em dia, existam poucas pessoas que realmente gostem de brincar com fogo. Mas, novamente eu divago...

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