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    Trilogia Millennium (Millennium #1, 2, 3) -

    Stieg Larsson

    Companhia das Letras
    2010
    1824 páginas
    2d 12h 48m
    ISBN-10: 853591627X
    Português Brasileiro
    4.6
    18554 avaliações
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    A Série Millennium é uma série composta de três volumes escritos pelo jornalista sueco Stieg Larsson, e um quarto volume pelo também sueco David Lagercrantz, lançado em Agosto de 2015 na Suécia e no resto do Mundo. Os livros são: Män som hatar kvinnor, Flickan som lekte med elden, Luftslottet som sprängdes e Det som inte dödar oss. No Brasil e em Portugal, o primeiro volume foi lançado em 2008, o segundo e o terceiro em 2009, e o quarto em 2015. O tema da violência sexual contra as mulheres nos seus livros deve-se ao fato de que Larsson, enojado, testemunhou o estupro coletivo de uma jovem quando ele tinha 15 anos. O autor nunca se perdoou por não ajudar a garota, cujo nome era Lisbeth - como a jovem heroína de seus livros, e resolveu dedicá-los a ela. Em 2013, o escritor sueco David Lagercrantz foi convidado pela editora Norstedts a assumir a continuação da série, ignorando os manuscritos deixados pelo autor em posse de sua companheira - impossibilitada pela justiça a continuar a escrever a série, pois ela e Larsson não eram legalmente casados. O 4º volume da Trilogia Millennium foi publicado em 2015, com o título Det som inte dödar oss (literalmente: O que não nos mata), e traduzido para português como A Garota na Teia de Aranha e A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha. No Brasil, a série é publicada pela editora Companhia das Letras, e em Portugal, pela editora Oceanos e pela Dom Quixote.[7] Volumes Millennium 1 - Män som hatar kvinnor (br: Os Homens que Não Amavam as Mulheres; pt: Os Homens que Odeiam as Mulheres). Millennium 2 - Flickan som lekte med elden (br: A Menina que Brincava com Fogo; pt: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo). Millennium 3 - Luftslottet som sprängdes (br: A Rainha do Castelo de Ar; pt: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar). (Não há da coleção - outro autor): Millennium 4 - Det som inte dödar oss (br: A Garota na Teia de Aranha; pt: A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha). Em junho de 2015, 80 milhões de cópias haviam sido vendidas no mundo todo, em mais de 50 países. Adaptações cinematográficas[editar | editar código-fonte] A série foi adaptada para o cinema pela companhia sueca Yellow Bird. e foi adaptada em uma versão hollywoodiana dirigida por David Fincher sob o título The Girl with the Dragon Tattoo. Adaptação televisiva A trilogia foi posteriormente adaptada para a televisão, ganhando uma série em 6 episódios (Millennium), produzida pela rede sueca SVT, e exibida entre março e abril de 2010.

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    Joseilton de Lima Correia picture
    Joseilton de Lima Correia19/04/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma bela crítica a nossa Sociedade (dita) Moderna.

    Na atualidade, houve-se falar muito em ética e moral. Ao estudar Sociologia, entendi que a palavra ética vem do grego ethos que quer dizer "modo de ser", ou "caráter", enquanto maneira de vida que o homem adquire ou conquista. Mais objetivamente, pode-se definir ética como sendo um conjunto sistemático de conhecimentos racionais e objetivos a respeito do comportamento humano; Portanto, a ética se advém dos conhecimentos racionais e objetivos, contudo, a própria coisa ser racional e objetiva deve ter um ponto de partida, isto significa dizer, o racional e objetivo vão servir a quem? Quem está dizendo o que é certo ou errado? E é aí onde entra a questão da ética dos tempos ditos modernos, que não tem nada de racional e objetivo. A ética se confunde muitas vezes com a moral, entretanto, deve-se deixar claro que são duas coisas diferentes, considerando-se que ética significa a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, enquanto que moral, quer dizer, costume, ou conjunto de normas ou regras adquiridas com o passar do tempo. A ética é o aspecto científico da moral, pois tanto a ética como a moral, envolve a filosofia, a história, a psicologia, a religião, a política, o direito, e toda uma estrutura que cerca o ser humano. Isto faz com que o termo ética necessita ter, em verdade, uma maneira correta para ser empregado, quer dizer, ser imparcial, a tal ponto a ser um conjunto de princípios que norteia uma maneira de viver bem, consigo próprio, e com os outros. Mas, eu divago... A Menina Que Brincava Com Fogo, expõe de maneira genial esse embate social entre ética e moral. Temas muito recorrentes na atualidade, marcada quase que diariamente por escândalos das mais variadas formas, sejam elas relativas ao sexo, a opção sexual, a classe social, etc. E Stieg Larsson, como repórter polêmico como foi, é muito incisivo em sua escrita, denunciando o modo hipócrita que a sociedade vive, uma sociedade que marginaliza aqueles que são diferentes, super-dotados de uma estranheza social, e que acima de tudo, que colocam o dedo na cara do sistema e ridicularizam as suas regras que beneficiam uma minoria privilegiada. É impossível não exaltar a figura de Lisbeth Salander, personagem socialmente estigmatizada e que como se vê no livro, causa estranheza por ser uma pessoa acima da média. Uma cidadã comum, mas que não se submete a certas regras falidas. E Mikael Blomkisvt, que certamente é um auto-retrato de Larsson, com sua desenvoltura, lealdade e compromisso. Larsson mais uma vez escreveu uma obra genial, que enfoca temas atuais, que sugerem uma mudança no modo de pensar, de agir, e de se entender o mundo ao nosso redor. As mudanças em relação a Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é evidente, as personagens ganharam muito em termos de intelectualidade, e a trama é imensamente bem desenvolvida e empolgante. Só é preciso deixar a leitura fluir, e depois se saborear com um prato cheio de críticas bem fundamentadas, ao nosso mundo Moderno, Capitalista, Globalizado, Civilizado, e principalmente Justo perante a Lei. É uma pena, que hoje em dia, existam poucas pessoas que realmente gostem de brincar com fogo. Mas, novamente eu divago...

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