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    Os ratos -

    Dyonelio Machado

    Editora Planeta
    2004
    207 páginas
    6h 54m
    ISBN-10: 8589885186
    Português Brasileiro
    3.4
    3234 avaliações
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    Favoritos71Desejados2444Avaliaram3234

    Naziazeno Barbosa, que perambula um dia inteiro pelo centro de Porto Alegre em busca de algum dinheiro para saldar uma dívida. A trama se passa em aproximadamente vinte e quatro horas e descreve detalhadamente as perspectivas, angústias, esperanças e desilusões do personagem durante este tempo. É por meio do personagem Naziazeno que Dyonélio Machado transmite sua crítica à sociedade, dominada pela influência do dinheiro, ao mostrar de forma angustiante um drama urbano de incomum verossimilhança com uma parcela da população, à mercê de dívidas, sendo assim obrigados a recorrer a empréstimos e agiotas. Dyonélio também critica a ineficiência das instituições públicas brasileiros. Em uma passagem da obra, é mencionado que Naziazeno, funcionário público da Divisão de Levantamento de Faturas, não hesita em deixar as faturas pelo menos dez meses atrasadas, argumentando que não é um serviço que precisa estar em dia.

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    André Ferreira30/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A angústia da classe trabalhadora

    Na vida da classe trabalhadora os problemas são frequentes. Problemas, orçamentos, dívidas, uma família para sustentar, contas para pagar e uma luta pela sobrevivência. Na esperança de que dá a escritos, reflexos de uma realidade reproduzida, cria-se uma forma equivalente ficcional de uma obra. Em “Os Ratos” obra escrita em 1935 pelo psicólogo e literato Dyonélio Machado, nós temos a reprodução da luta pela sobrevivência da classe trabalhadora em meio a angústia da incerteza de um futuro. A luta pela sobrevivência de numa nascente metrópole nos idos dos anos 1930 no Brasil. O livro retrata a vida de Naziazeno Barbosa, um escriturário da cidade que vaga pelos recantos de Porto Alegre em busca de um empréstimo com agiotas para pagar as dividas e dar alimento a sua família. A narrativa de caráter psicológico apresenta um panorama de 24 horas na vida de Naziazeno, as suas angustias de conseguir algum dinheiro para pagar o leiteiro e dar de comer a esposa e ao filho. Nesse ínterim, vemos a mudança de seu animo, entre a esperança e as frustrações de não conseguir dinheiro, ele apresenta todas as características psicológicas de um trabalhador em busca de sobreviver ao caos da metrópole nascente e a pobreza gerada pelas desigualdades sociais. Em termos gerais o livro é bem fluído. Dyonélio Machado obtém uma construção de uma análise psicológica das angústias e desafios de seu personagem Naziazeno, de uma forma que envolve o leitor. É importante ressaltar a sagacidade do autor em expor liricamente uma crítica à sociedade influenciada e dependente do dinheiro, num construção dramática da angústia de um trabalhador, que batalha pela sobrevivência, numa relação da busca pelo dinheiro e pelos recursos para pagar dívidas, e ainda assim sendo forçado a recorrer de forma a sobreviver a empréstimos, num misto de sentimentos, entre as angústias e humilhações. O autor também critica a forma como as instituições públicas são relapsas em relação aos seus trabalhos, a vida em uma repartição pública e a inação (ou estado ocioso) de alguns trabalhadores que servem ao Estado. Em resumo, o livro apresenta simplicidade, narrativa fluída, lirismo, uma análise psicológica e uma critica social inteligente.

    114 curtidas

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    Dyonelio Machado

    Dyonélio Machado atuou como romancista, contista, ensaísta, poeta, jornalista, médico e militante comunista brasileiro. Foi um dos principais expoentes da segunda geração do Modernismo no Brasil. Entre suas obras estão Os Ratos (1935), aclamado como sua obra-prima, O louco do Cati (1942), Deuses econômicos (1966), Endiabrados (1980), Fada (1982), Ele vem do fundão [1982] e O estadista (1982). Sua obra foi apenas reconhecida tardiamente, tendo recebido destaque nos meios acadêmicos apenas a partir da década de 1990, assim mesmo de maneira muito superficial diante da qualidade de seus textos.

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Dyonelio Machado