A Girl Returned -

    Donatella Di Pietrantonio

    Europa Editions
    2019
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: B07KGJSCZT

    “I was the Arminuta, the girl returned. I spoke another language, I no longer knew who I belonged to. The word ‘mama’ stuck in my throat like a toad. And, nowadays, I really have no idea what kind of place mother is. It is not mine in the way one might have good health, a safe place, certainty.” Told with an immediacy and a rare expressive intensity that has earned it countless adoring readers and one of Italy’s most prestigious literary prizes, A Girl Returned marks the English-language debut of an extraordinary literary talent. Set against the stark, beautiful landscape of Abruzzo in central Italy, this is a compelling story about mothers and daughters, about responsibility, siblings, and caregiving. Without warning or explanation, an unnamed 13-year-old girl is sent away from the family she has always thought of as hers to live with her birth family: a large, chaotic assortment of individuals whom she has never met and who seem anything but welcoming. Thus begins a new life, one of struggle, tension, and conflict, especially between the young girl and her mother. But in her relationship with Adriana and Vincenzo, two of her newly acquired siblings, she will find the strength to start again and to build a new and enduring sense of self.

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    Evelyn Ruani01/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Eu fiquei órfã de duas mães vivas"

    "Uma me entregou quando eu ainda tinha seu leite na língua; a outra quando eu tinha treze anos. Eu era filha de separações, de laços de parentescos falsos ou omitidos, de distâncias. Não sabia mais de quem eu provinha. No fundo, até hoje não sei." Meu Deus que livro doído. Tantos sentimentos contidos em tão poucas páginas, é de partir o coração. A protagonista, que não chega a ganhar um nome sendo conhecida por todos como "A Retornada", ou "A devolvida", nos conta como se escrevesse um diário, como foi a sua jornada desde que foi levada de volta à casa de sua mãe biológica aos 13 anos e precisou se adaptar a essa nova realidade, sem entender ao certo qual foi o motivo dessa "devolução". Nesse novo lar ela precisa aprender a conviver com irmãos que também não entendem o que ela está fazendo ali, com a distância de uma mãe que ela sequer consegue chamar de mãe, a escassez de comida, a sujeira, a violência doméstica, ou seja, a falta total de recursos financeiros e emocionais que é totalmente diferente do universo que ela tinha antes na casa da "mamãe do mar" como ela chama sua mãe adotiva. O ponto forte dessa narrativa é o fato de que a protagonista é tão abandonada que ninguém se dá ao trabalho de explicar nada pra ela, e você se vê tão perdida e tão confusa quanto ela, querendo descobrir quais foram os motivos que a levaram a tal situação. O choque do abandono, que por si só, já é bastante traumático, é só o começo de inúmeras situações terríveis pelas quais ela passa nesse novo lar. Já de início ela se vê obrigada a dividir a cama com a irmã mais nova, um colchão velho com cheiro de mofo e xixi seco que logo ela descobre tem esse cheiro porque a irmã faz xixi na cama todas as noites e ela se vê acordando molhada diversas vezes. Porém é justamente com essa irmã que um laço afetivo é criado e ambas se apoiam e se defendem nas situações terríveis a que são submetidas dia a dia nesse lar descompensado. Essa ligação bonita entre as duas, que persistirá pela vida toda, é construída aos poucos e aos tropeços, e é um dos poucos, ou talvez o único alento que temos ao longo da leitura. "Nunca entendi o gesto de uma menina de dez ano que apanhava todo dia, mas queria salvar o privilégio que eu gozava, a irmã intocável chegada há pouco" E mais uma vez, trago a reflexão sobre a importância do papel do pai. O que acontece aqui é novamente um julgamento extremo sobre essas mães que abandonam essa menina duas vezes, embora de um modo ou de outro, estejam ali e o abandono ainda mais real e palpável pra mim que é o abandono dos pais que jamais a trataram como prioridade. Um livro que traz muitas reflexões e cuja leitura eu super recomendo!

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