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    A Retornada -

    Donatella Di Pietrantonio

    TAG Inéditos / Faro Editorial
    2019
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788595810570
    Português Brasileiro
    3.7
    1830 avaliações
    Leram2300Lendo31Querem912Relendo0Abandonos18Resenhas198
    Favoritos103Desejados912Avaliaram1830

    Aos 13 anos, a narradora desta novela é tirada da família que até então considerava sua para viver com seus parentes de sangue. Pega de surpresa, ela encontra um grupo grande de e caótico de pessoas que parecem fazer tudo, menos acolhê-la. Assim começa sua nova vida, marcada por sofrimento, tensão e conflito, especialmente entre ela e sua mãe. Entretanto, é no carinho de dois de seus irmãos, Adriana e Vincenzo, que ela encontrará força para entender o que aconteceu e, assim, poder recomeçar.

    Edições (3)

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    Resenhas (198)Ver mais
    Evelyn Ruani picture
    Evelyn Ruani01/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Eu fiquei órfã de duas mães vivas"

    "Uma me entregou quando eu ainda tinha seu leite na língua; a outra quando eu tinha treze anos. Eu era filha de separações, de laços de parentescos falsos ou omitidos, de distâncias. Não sabia mais de quem eu provinha. No fundo, até hoje não sei." Meu Deus que livro doído. Tantos sentimentos contidos em tão poucas páginas, é de partir o coração. A protagonista, que não chega a ganhar um nome sendo conhecida por todos como "A Retornada", ou "A devolvida", nos conta como se escrevesse um diário, como foi a sua jornada desde que foi levada de volta à casa de sua mãe biológica aos 13 anos e precisou se adaptar a essa nova realidade, sem entender ao certo qual foi o motivo dessa "devolução". Nesse novo lar ela precisa aprender a conviver com irmãos que também não entendem o que ela está fazendo ali, com a distância de uma mãe que ela sequer consegue chamar de mãe, a escassez de comida, a sujeira, a violência doméstica, ou seja, a falta total de recursos financeiros e emocionais que é totalmente diferente do universo que ela tinha antes na casa da "mamãe do mar" como ela chama sua mãe adotiva. O ponto forte dessa narrativa é o fato de que a protagonista é tão abandonada que ninguém se dá ao trabalho de explicar nada pra ela, e você se vê tão perdida e tão confusa quanto ela, querendo descobrir quais foram os motivos que a levaram a tal situação. O choque do abandono, que por si só, já é bastante traumático, é só o começo de inúmeras situações terríveis pelas quais ela passa nesse novo lar. Já de início ela se vê obrigada a dividir a cama com a irmã mais nova, um colchão velho com cheiro de mofo e xixi seco que logo ela descobre tem esse cheiro porque a irmã faz xixi na cama todas as noites e ela se vê acordando molhada diversas vezes. Porém é justamente com essa irmã que um laço afetivo é criado e ambas se apoiam e se defendem nas situações terríveis a que são submetidas dia a dia nesse lar descompensado. Essa ligação bonita entre as duas, que persistirá pela vida toda, é construída aos poucos e aos tropeços, e é um dos poucos, ou talvez o único alento que temos ao longo da leitura. "Nunca entendi o gesto de uma menina de dez ano que apanhava todo dia, mas queria salvar o privilégio que eu gozava, a irmã intocável chegada há pouco" E mais uma vez, trago a reflexão sobre a importância do papel do pai. O que acontece aqui é novamente um julgamento extremo sobre essas mães que abandonam essa menina duas vezes, embora de um modo ou de outro, estejam ali e o abandono ainda mais real e palpável pra mim que é o abandono dos pais que jamais a trataram como prioridade. Um livro que traz muitas reflexões e cuja leitura eu super recomendo!

    35 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 1830
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas1%
    Donatella Di Pietrantonio profile picture

    Donatella Di Pietrantonio

    Ela nasceu em Arsita , na província de Teramo . Ela então se mudou para estudar em L'Aquila onde, em 1986 , ela se formou em Odontologia na Universidade local . Durante muito tempo, ele reside em Penne , na província de Pescara , onde atua como dentista pediátrico. Ele estreou em 2011 com o romance Minha mãe é um rio , situado na terra natal. No mesmo ano publicou a história Lo sfregio na revista Granta Italia di Rizzoli . Em 2013 ele publicou seu segundo romance, Bella mia , dedicado e ambientado em Áquila . O trabalho, influenciado pela tragédia do terramoto de 2009 e incidiu sobre o tema da perda e do luto, foi indicado para o Prêmio Strega e ganhou o Prêmio Brancati em 2014 . Em 2017, ele publicou para Einaudi seu terceiro romance, L'Arminuta , também ambientado em Abruzzo ; o título é um termo dialetal traduzível em "o retorno". O livro explora o tema da relação mãe-filho em seus aspectos mais anômalos e patológicos. . Em 2019 , do romance, foi produzido um espetáculo teatral produzido pelo Teatro Stabile d'Abruzzo

    14 Livros
    14 Seguidores
    Arsita, Itália

    Donatella Di Pietrantonio