18. reimp. Quem era Paulo de Tarso? A leitura deste livro nos mostrará a grandeza de Paulo de Tarso. Corajoso, intrépido e sincero que, arrependido de uma postura radical que culminou no apedrejamento de Estêvão – o primeiro mártir do Cristianismo –, humildemente empreendeu acelerada revisão de conceitos e atendeu ao chamado de Jesus. Entre perseguições, enfermidades, zombarias, desilusões, deser- ções de companheiros, pedradas, açoites e encarceramentos, transformou sua vida num exemplo de trabalho através de dezenas de anos de luta, empenhado em abrir igrejas cristãs e dar-lhes assistência. Em algum ponto da vida todos recebemos um chamado do Cristo. Que temos feito? PAULO E ESTÊVÃO fará você compreender como o amor apaga a multidão de faltas cometidas.
Paulo e Estêvão (Romances de Emmanuel) - Episódios Históricos do Cristianismo Primitivo
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
Esse livro surgiu na hora certa
Tudo indica que não poderei terminar essa leitura pelo momento. Fui tocar com a banda em outra cidade e levei o livro para ler durante a viagem. Na correria do show, meu exemplar se perdeu. Não fiquei triste pela perda. Embora faltem mais de cem páginas por ler (o livro tem por volta de quinhentas), certamente li mais que o suficiente para provocar em mim as transformações que eu procurava. Esse livro surgiu na hora certa para que eu pudesse compreender melhor o apóstolo Paulo. A leitura foi sugerida pela forte impressão que causou em mim o filme Chico Xavier, justamente no momento em que cheguei ao limite da exasperação em minhas leituras das epístolas de Paulo. Todos os vossos atos sejam feitos com amor, disse São Paulo. A vida inteira de Chico Xavier foi um sublime exemplo do amor transformado em ação. Estava confiando que o Mahatma brasileiro saberia me conduzir com doçura para além da ignorância que estava nublando a minha consciência. E assim foi! Paulo e Estevão é uma narrativa psicografada pelo espírito Emmanuel, guia de Chico Xavier. Ao assistir o filme, tive uma impressão que foi reforçada pela leitura. Chico psicografou incontáveis obras de muitos espíritos, entre famosos e anônimos. No caso de Emmanuel, guia da maioria das obras de Chico, tive a impressão de que ocorreu algo além da psicografia. A relação entre Chico Xavier e seu guia guarda muitas semelhanças com a vivência de Sócrates e seu daimon, de Hermann Hesse com seu homem-criança e do próprio Gandhi com o que ele chamava de voz da consciência. Não vou me estender nesse tema, que poderia ser polêmico. Basta a sugestão do que intuí: todos possuímos um guia, ou daimon, ou consciência, ou paramatma. Os maiores dentre nós são os que buscam cada vez mais ouvir a voz de seu guia. A primeira e grata surpresa com essa leitura veio logo no prefácio. Percebi claramente que Chico Xavier não ignorava todas as contradições presentes nas cartas de Paulo, e que tanto me exasperaram. Longe de bradar contra Paulo e denunciar suas mazelas, como fez Nietzsche em seu Anticristo e eu mesmo em minhas resenhas das epístolas, Chico Xavier desnuda com seu olhar amoroso um drama profundamente humano e comovente. É o drama de Saulo até se tornar Saulo. É o drama de Paulo ao seguir os passos do Cristo. É o drama de cada um de nós, obras em andamento, em busca da perfeição e do sentido da vida. Muito inspirada foi a percepção do papel que Estevão poderia desempenhar no processo. Rapidamente citado nos Atos dos Apóstolos, Estevão foi um dos primeiros mártires do cristianismo, apedrejado que foi pelos judeus pela heresia de proclamar a vinda do Messias. Na concepção de Emmanuel, a história de Estevão está intimamente ligada à de Paulo de Tarso, de uma forma que foi delineada com muita habilidade nas páginas do livro. Questionar se os fatos históricos se deram exatamente assim como no livro ou de outra forma, em minha opinião, é uma perda de tempo. Paulo e Estevão não se propõe a ser um documento histórico, e sim um relato de edificação e aprendizado. O espírito possui a sua própria realidade. Uma palavra ainda quero dizer sobre o estilo do texto. Chico Xavier exprime-se em um português castiço, rebuscado e rico em sua construção. Poderia parecer até empolado, caso o tema do livro fosse outro, um mero romance sem pretensões além das literárias. Mas a palavra de Chico aspira a traduzir o sublime, o sutilíssimo. E a impressão que dá é que somente a delicada prosa de Chico Xavier (ou de Emmanuel) seria capaz de registrar tão bem as mais altas ânsias e belezas do espírito. Valeu, Chico!!! (06.07.10) Os livros são como pessoas que conhecemos. Alguns nos acompanham por um breve momento, para uma leve e descompromissada troca de ideias durante uma viagem de trem. Outros nos despertam profunda antipatia, sem que consigamos entender bem o porquê de tanta aversão (apesar dos zilhões de motivos que invocamos). Outros ainda nos despertam um amor fulminante à primeira vista. E há também os que nos marcam para sempre, que nos fazem crescer, que nos mostram possibilidades insuspeitadas na infinita paisagem da vida. Acabei hoje de ler esse livro tão precioso, do qual me despeço como a um amigo muito sábio e querido. As últimas páginas foram lidas com um sentimento de nostalgia, já antecipando o inevitável adeus após o fim. Um verdadeiro livro vivo, obra ditada pelo puro amor, pelo desejo singelo de elevar corações e mentes. Foi uma convivência maravilhosa com dois santos. Um é São Paulo. O outro é São Chico. Termino a leitura muito grato por essa doce e inesquecível experiência! (23.07.10)
Estatísticas
Avaliações
4.7 / 2815- 5 estrelas74%
- 4 estrelas19%
- 3 estrelas6%
- 2 estrelas1%
- 1 estrelas0%







