Uncle's Dream -

    Fiódor Dostoiévski

    Dostoyevsky Press
    2018
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-10: B079WDMHL8

    Uncle’s Dream by Fyodor Dostoyevsky was written following his five year exile to Siberia where he was sent to serve in a hard labor camp. Following what could only have been a harrowing and harsh existence in Russia’s infamous prison for political and social prisoners, one would expect Dostoyevsky’s work to have been dark and bitter. Rather, Uncle’s Dream is a humorous and yet scathing commentary on Russian provincial high-society. Fyodor Mikhaylovich sometimes transliterated Dostoevsky, was a Russian novelist, journalist, and short-story writer whose psychological penetration into the human soul had a profound influence on the 20th century novel. Dostoevsky was the second son of a former army doctor. He was educated at home and at a private school. Shortly after the death of his mother in 1837 he was sent to St. Petersburg, where he entered the Army Engineering College. Dostoevsky's father died in 1839, most likely of apoplexy, but it was rumored that he was murdered by his own serfs. Dostoevsky graduated as a military engineer, but resigned in 1844 to devote himself to writing. His first novel, Poor Folk appeared in 1846. That year he joined a group of utopian socialists. He was arrested in 1849 and sentenced to death, commuted to imprisonment in Siberia. Dostoevsky spent four years in hard labor and four years as a soldier in Semipalatinsk, a city in what it is today Kazakhstan. Dostoevsky returned to St. Petersburg in 1854 as a writer with a religious mission and published three works that derive in different ways from his Siberia experiences: The House of the Dead , (1860) a fictional account of prison life, The Insulted and Injured, which reflects the author's refutation of naive Utopianism in the face of evil, and Winter Notes on Summer Impressions, his account of a trip to Western Europe.

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    Arsenio Meira15/06/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    DRAMA, COMÉDIA, LIRISMO...DOSTOIÉVSKI. SEMPRE ELE. ÚNICO.

    "Dois sonhos" traz a novela "O sonho do titio" e uma espécie de crônica, ou folhetim de acordo com a tradução de Paulo Bezerra, intitulada "Sonhos de Petersburgo em verso e prosa. "O sonho de titio" é um escracho. A comédia é a ferramenta do escritor para expor a decadência acelerada da aristocracia russa em sua época. Os personagens principais são um velho príncipe completamente gagá e Maria Alieksandróvna, a maior fofoqueira da cidade de Mordássov, quiçá do mundo. Maria quer porque quer casar sua filha, a bonitona Zina com o príncipe, mesmo contra a vontade da moça. Zina é a única personagem decente e nobre da trama cheia de quiproquós, mas acaba jogando o jogo do jeito que ele é jogado. Dostoievski é implacável. É provável que sua capacidade de observação dos seus contemporâneos tenha determinado essa característica. Essa personagem protagoniza uma sequência de intensa carga dramática, a agonia e morte do rapaz por quem era apaixonado, o que quebra completamente o ritmo da novela ao intercalar drama logo após os trechos mais engraçados da comédia. Ser capaz de articular gêneros narrativos tão diferentes - sem perder o fio da meada - é coisa para gênio. O mais importante é que não é apenas a linguagem ou a estética dos grandes romances escritos nas duas décadas seguintes, já presentes nas novelas curtas. A inquietação do escritor diante das repercussões no ser humano, das grandes mudanças econômicas e sociais em curso na Rússia do século XIX, é a principal “marca” de Dostoievski nesses escritos mais breves. Para encerrar, também vale muito a pena a crônica/folhetim sobre a vida intelectual de São Petersburgo, foco do texto que completa o volume e escrita para uma revista editada pelo seu irmão Mikhail. O leitor do século XXI, um pouco mais crítico e insatisfeito com as futilidades e repetições de jornais, revistas, portais na internet, irá identificar em Dostoievski um porta-voz quando ele diz: “o mais lamentável é que eles de fato imaginam que se trata de novidades. A gente pega um jornal, não tem vontade de ler: em toda parte é a mesma coisa…”

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