Crítica da Razão Cínica -

    Peter Sloterdijk

    Relógio D’Água
    2011
    650 páginas
    21h 40m
    ISBN-13: 9789896412500
    Português

    Crítica da Razão Cínica, publicada por ocasião do bicentenário da Crítica da Razão Pura de Kant, é, antes de mais, uma crítica da modernidade. Para Peter Sloterdijk, o actual cinismo resulta da perda das ilusões iluministas. Na Antiguidade, com Diógenes, o cinismo era uma atitude individual confinada a uma corrente filosófica de reduzida expressão. No nosso tempo, enquanto «falsa consciência», é um fenómeno generalizado que Sloterdijk detecta nos mais diversos campos, da vida privada à religião. Como resposta a este cinismo moderno, e para que ele possa ser ultrapassado, o autor sugere a redescoberta das virtudes do antigo cinismo ou, mais exactamente, do kinismo, que passa pelo riso, a insolência e a invectiva. Este processo poderia permitir transformar o ser (Sein) em ser consciente (Bewusstsein). Surgida na Alemanha em 1983 e considerada então por Habermas como a principal obra filosófica das últimas décadas, Crítica da Razão Cínica permite-nos também entender melhor o trajecto intelectual de Sloterdijk e as polémicas suscitadas pelos seus livros mais recentes.

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    Paulo Lima11/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sapere Audi

    "Esse continua sendo o lema de um Esclarecimento que também resiste em meio ao lusco-fusco dos mais modernos perigos da intimidação por meio do catastrófico. É só a partir de sua coragem que pode-se desenvolver ainda um futuro que seja mais do que a reprodução ampliada do pior dos passados. Tal coragem nutre-se das correntes que se tornaram tão tênues da lembrança de um poder estar em ordem espontâneo da vida que não tenha sido feito por ninguém. Com um intuito terapêutico, onde as antigas doutrinas tentaram falar de uma razão objetiva, elas também queriam nós lembrar que, em um mundo inteiramente alienado, desde o começo da era da cultura elevada, as coisas talvez possam voltar a fluir e a alcançar a sua ordem, se nós nós desarmarmos como sujeitos e abandonarmos os ativismos destrutivos e travestidos de seriedade em proveito do deixar-ser"

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