Lira dos vinte anos -

    Álvares de Azevedo

    L&PM Pocket
    1998
    279 páginas
    9h 18m
    ISBN-10: B00A3COSXA
    Português Brasileiro

    Manoel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852), escritor e poeta romântico, foi em tudo coerente com a arrebatada opção estética (o romantismo) que fez: genial, culto, precoce, construiu uma obra pequena, porém clássica dentro da língua portuguesa e morreu aos vinte e um anos incompletos. Aos 10 anos já falava inglês, francês e latim. Cursou a faculdade de Direito em São Paulo, e teve praticamente toda a sua obra publicada após a sua morte. Como escritor brilhante que foi e poeta original e talentoso, a qualidade da sua obra surpreende pela precocidade com que foi concebida. Discípulo dos românticos europeus como Byron, Hoffmann e Shelley, seus textos refletem o ambiente de sua época, onde a literatura estava impregnada de pessimismo, ceticismo, morbidez e pressentimento da morte. Este Rimbaud tropical escreveu Noite na Taverna (L POCKET, vol. 99) e Lira dos Vinte Anos, esta obra-prima do romantismo brasileiro, onde o poeta solta sua veia exacerbadamente romântica, escrevendo e descrevendo paixões arrebatadoras que sua vida breve só permitiu que fossem vividas na sua pura e bela literatura. Escreveu também outros textos como Macário, a série humorística Spleen e Charutos, os poemas narrativos O Conde Lopo e Poema do Frade etc. Somente Discursos, lançado em 1849, foi publicado em vida.

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    Clio picture
    Clio18/05/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Não importa o século, todo jovem poeta é entediado e debochado. Lira dos Vinte Anos apresenta Álvares de Azevedo como um típico representante geracional, seus poemas variam entre o tédio, a desvalorização, o medo da morte e a ironia. Há várias menções sexuais e a outras paixões, mas nada muito explícito. Seus versos são em sua maioria flexíveis, com ênfase ao rítmo, mas não necessariamente à rima e métrica. Pode parecer um pouco oscilante para os leitores mais acostumados a rigidez de poetas clássicos ou a total flexibidade dos modernos.

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