Under the Udala Trees -

    Chinelo Okparanta

    Granta Books
    2015
    341 páginas
    11h 22m
    ISBN-10: 1847088368

    One day in 1968, at the height of the Biafran civil war, Ijeoma's father is killed and her world is transformed forever. Separated from her grief-stricken mother, she meets another young lost girl, Amina, and the two become inseparable. Theirs is a relationship that will shake the foundations of Ijeoma's faith, test her resolve and flood her heart. In this masterful novel of faith, love and redemption, Okparanta takes us from Ijeoma's childhood in war torn Biafra, through the perils and pleasures of her blossoming sexuality, her wrong turns, and into the everyday sorrows and joys of marriage and motherhood. As we journey with Ijeoma we are drawn to the question: what is the value of love and what is the cost? A triumphant love story written with beauty and delicacy, Under the Udala Tree is a hymn to those who've lost and a prayer for a more compassionate world. It is a work of extraordinary beauty that will enrich your heart.

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    Valéria Cristina Ribeiro16/01/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Urgentemente necessário

    Sob as Árvores de Udalas é um romance que dá voz àqueles que a tiveram e têm cerceadas. É também um chamado ao combate à ignorância. No final da década de 1960, durante a guerra Nigeria-Biafra, Ijeoma, depois de diversas circunstâncias, é afastada de sua família, indo morar com pessoas que se propuseram a cuidar dela. Nesse lugar, conhece Amina e descobre o amor ainda na adolescência. Um amor entre mulheres e, portanto, não tolerado e condenado por uma sociedade que considerava que o papel primordial da mulher era ter um marido. Descoberta a relação, Ijeoma volta a viver com a mãe e depara-se com o preconceito, a ignorância e a religiosidade distorcida. A censura explícita, a desaprovação constante e as tentativas de "cura" se tornam cotidianas, pois em uma Nigéria acultura pelos colonizadores, a religião é usada como instrumento de repressão e imposição do medo. A partir desse ponto, acompanhamos a protagonista em luta contra si mesma. A vemos envolta em medo, culpa, autopunição. Vemos a repressão violenta e a morte de pessoas homoafetivas. Para Ifeoma, tudo isso deságua na submissão às normas impostas socialmente e em um casamento fadado ao sofrimento pessoal, a solidão e frustração constante. Uma vida dívida entre o amor por Ndidi e a convivência com Chibundu. Até o momento em que consegue romper esse grilhão, muita infelicidade já lhe foi imposta. Conhecer essa realidade nos faz mais justos, mais humanos e empáticos. Ainda hoje, a diversidade sexual na Nigéria é ilegal e de acordo com o Capítulo 21, Artigos 214 e 217 de seu código penal, a pena pode chegar a 14 anos de prisão.

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