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    Sob as árvores de udalas -

    Chinelo Okparanta

    Kapulana
    2023
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9786587231310
    Português Brasileiro
    4.2
    135 avaliações
    Leram164Lendo17Querem315Relendo0Abandonos5Resenhas33
    Favoritos7Desejados315Avaliaram135

    Sob as árvores de udalas (Under the udala trees), da nigeriana Chinelo Okparanta, é uma história de amor e luta. Ijeoma após ser deslocada de sua vila natal, Ojoto, em função da Guerra Nigéria-Biafra, conhece Amina, em Nnewi, e se apaixonam. São elas de etnias diferentes — uma é Igbo e outra, Hauçá. O relacionamento entre elas não é aceito socialmente, gerando censura e repressão da família e da sociedade. Chinelo Okparanta escreve um romance ao mesmo tempo lírico e trágico, em defesa do amor e no combate contra a opressão e qualquer tipo de discriminação.

    Edições (4)

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    Valéria Cristina Ribeiro picture
    Valéria Cristina Ribeiro16/01/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Urgentemente necessário

    Sob as Árvores de Udalas é um romance que dá voz àqueles que a tiveram e têm cerceadas. É também um chamado ao combate à ignorância. No final da década de 1960, durante a guerra Nigeria-Biafra, Ijeoma, depois de diversas circunstâncias, é afastada de sua família, indo morar com pessoas que se propuseram a cuidar dela. Nesse lugar, conhece Amina e descobre o amor ainda na adolescência. Um amor entre mulheres e, portanto, não tolerado e condenado por uma sociedade que considerava que o papel primordial da mulher era ter um marido. Descoberta a relação, Ijeoma volta a viver com a mãe e depara-se com o preconceito, a ignorância e a religiosidade distorcida. A censura explícita, a desaprovação constante e as tentativas de "cura" se tornam cotidianas, pois em uma Nigéria acultura pelos colonizadores, a religião é usada como instrumento de repressão e imposição do medo. A partir desse ponto, acompanhamos a protagonista em luta contra si mesma. A vemos envolta em medo, culpa, autopunição. Vemos a repressão violenta e a morte de pessoas homoafetivas. Para Ifeoma, tudo isso deságua na submissão às normas impostas socialmente e em um casamento fadado ao sofrimento pessoal, a solidão e frustração constante. Uma vida dívida entre o amor por Ndidi e a convivência com Chibundu. Até o momento em que consegue romper esse grilhão, muita infelicidade já lhe foi imposta. Conhecer essa realidade nos faz mais justos, mais humanos e empáticos. Ainda hoje, a diversidade sexual na Nigéria é ilegal e de acordo com o Capítulo 21, Artigos 214 e 217 de seu código penal, a pena pode chegar a 14 anos de prisão.

    8 curtidas

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    4.2 / 135
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