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    Obras Completas Maria Judite de Carvalho - Vol. I

    Maria Judite de Carvalho

    Minotauro
    2018
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9789898866219
    Português
    4.3
    10 avaliações
    Leram14Lendo1Querem20Relendo0Abandonos0Resenhas3
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    A presente coleção reúne a obra completa de Maria Judite de Carvalho, considerada uma das escritoras mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Herdeira do existencialismo e do nouveau roman, a sua voz é intemporal, tratando com mestria e um sentido de humor único temas fundamentais, como a solidão da vida na cidade e a angústia e o desespero espelhados no seu quotidiano anónimo. Observadora exímia, as suas personagens convivem com o ritmo fervilhante de uma vida avassalada por multidões, permanecendo reclusas em si mesmas, separadas por um monólogo da alma infinito. Este primeiro volume inclui as duas primeiras coletâneas de contos de Maria Judite de Carvalho: Tanta Gente, Mariana (1959) e As Palavras Poupadas (1961), Prémio Camilo Castelo Branco.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Giovana picture
    Giovana19/01/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Contos que basicamente tratam de um mesmo assunto: as diferentes formas que uma mulher pode ser sozinha. Gostei muito!

    5 curtidas

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    4.3 / 10
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    Maria Judite de Carvalho profile picture

    Maria Judite de Carvalho

    Maria Judite de Carvalho (1921-1998) foi uma escritora portuguesa, unanimemente considerada uma das vozes femininas mais importantes da literatura nacional do século XX. A obra ficcional de Maria Judite de Carvalho conjuga uma visão desencantada da realidade, preservada de sentimentalismos, com a observação irônica da sociedade burguesa, centradas na focalização de personagens existencialmente situadas perante situações-limite ou confrontadas com o vazio da existência humana. Estreou-se com o livro de contos <i>Tanta Gente, Mariana</i> (1959) e foi galardoada com o Prêmio Camilo Castelo Branco pela coletânea <i>As Palavras Poupadas</i> (1961). Além de contos, publicou romances e cronicas, cultivando também o jornalismo. Publicou <i>Paisagem Sem Barcos</i> (1965), <i>Os Armários Vazios</i> (1966), <i>Flores ao Telefone</i> (1968), <i>Os Idólatras</i> (1969), <i>Tempo das Mercês</i> (1973), <i>A Janela Fingida</i> (1975), <i>O Homem no Arame</i> (1976), <i>Além do Quadro</i> (1983), <i>Seta Despedida</i> (1995), <i>A Flor que Havia na Água Parada</i> (1998) e <i>Havemos de Rir?</i> (1998). Reuniu parte das suas crônicas em <i>Este Tempo</i> (1992) e <i>Diário de Emília Bravo</i> (2002, póstumo). Foi condecorada pela Presidência da República com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique, em 1992 e recebeu, a título póstumo, o Prêmio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra, em 1998. Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre o cômico e o grotesco, num registro ora trágico, ora ironicamente perverso), a autora permanece ainda desconhecida do grande público.

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    Maria Judite de Carvalho