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    O sussurro das estrelas -

    Naguib Mahfouz

    Carambaia
    2021
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9786586398229
    Português Brasileiro
    3.5
    56 avaliações
    Leram77Lendo0Querem148Relendo0Abandonos1Resenhas11
    Favoritos0Desejados148Avaliaram56

    Enquanto fazia a pesquisa para escrever um livro sobre uma das obras de Naguib Mahfuz (1911-2006), o jornalista egípcio Muhammad Shoair frequentou a casa da filha do escritor, em busca de documentos. Durante a empreitada, ele conta ter encontrado uma caixa com dezenas de contos manuscritos, com a indicação “para publicar em 1994”. Após um levantamento, descobriu que, embora boa parte dos textos já tivesse saído em uma revista egípcia, havia dezoito inéditos. Depois da análise, a filha do escritor, Umm Kulthum, decidiu publicar esses dezoito contos em livro, por uma editora libanesa. Foi Umm Kulthum quem escolheu o título da coletânea, emprestado de um dos contos: O sussurro das estrelas – um paralelo com a primeiríssima publicação do pai, a coletânea de contos O sussurro da loucura, de 1938. É esta a edição lançada agora pela CARAMBAIA, pelo selo Ilimitada, traduzida diretamente do árabe por Pedro Martins Criado. O volume traz também uma introdução do britânico Roger Allen, o principal especialista ocidental em sua obra. Os contos que compõem O sussurro das estrelas apresentam, na análise de Allen, “uma nítida unidade de localização, propósito e estilo”. Todos se passam em uma típica viela egípcia (ḥara). É inevitável enxergar nessa localidade – tão recorrente em sua obra, sobretudo na famosa Trilogia do Cairo – uma aura da infância do autor em Gamaliya, bairro popular da capital egípcia. A descrição do lugar é propositalmente vaga, o que lhe confere um aspecto genérico e, à sua forma, universal; trata-se de um microcosmo exemplar, constituído mais por funções do que por estruturas materiais. A zawiya, o antigo forte, o abrigo e o café são locais dotados de valor social, e cada um cumpre um propósito na rotina da comunidade, bem como simboliza um valor. Da mesma maneira, há duas personagens recorrentes em quase todos os contos: o xeique da viela e o imã da zawiya, ambos arquétipos das autoridades comunitária e religiosa, respectivamente. Os enredos em si não têm uma sequência específica, e os temas variam de uma história para outra. Contos como “Perseguição”, “Infortúnio” e “A vida é um jogo” retratam relações mediadas por instituições tradicionais, como o casamento, a maternidade e a paternidade, tomando como referência os indivíduos e o contato complexo entre sua natureza íntima e as expectativas da sociedade. “Tawhida” e “O forno” enfocam as diferenças internas da família e os impactos diversos que ela surte sobre seus membros ao longo do tempo. “O Filho da Viela” e “Shairrun” abordam a intervenção social e os embates entre a atuação individual e as forças da tradição. “A tempestade” e “Nabqa no antigo forte” são permeados pela metafísica, enfatizando a dimensão do “oculto” e sua capacidade de permear o contato das pessoas com a realidade objetiva. “Seu quinhão na vida” e “A profecia de Namla” exploram a ironia e o absurdo mahfuziano, voltando-se à incapacidade do poder institucional de amparar satisfatoriamente a vida humana. Não se sabe por que esses textos, aparentemente deixados prontos e revisados, não foram publicados. Para Roger Allen, no entanto, não há dúvidas de que esses contos são “um reflexo de suas últimas expressões criativas envolvendo a função simbólica da hara, diferentemente de fases anteriores de sua longa carreira como escritor”. De certezas, apenas a gratificação pelo que considera como “um presente inesperado”.

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    Carolina Rodrigues13/06/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Impressões da Carol

    Livro: O sussurro das estrelas {2018} Autor: Naguib Mahfuz {Egito, 1911-2006} Tradução: Pedro Martins Criado Editora: Carambaia 112p. Sempre fui fascinada pelo Egito. Na casa de meus avós maternos, onde passei grande parte da infância, meu hobby era atravessar as tardes lendo as entradas da Enciclopedia Conhecer relacionadas aos faraós, às pirâmides, aos deuses metade humanos, metade animais. Da infância também, minha edição velhinha de 'As mil e uma noites', na tradução de Antoine Galland, que li e reli, até saber de cor as histórias de Ali Baba, Aladim, Simbad, O Corcunda Recalcitrante, Sherazade e tantas outras. Porém, o fascínio ficou nesse Egito remoto, em que mito e realidade estão borrados, pouco sei sobre o Egito moderno e Naguib Mahfuz é o primeiro autor egípcio que leio. Naguib Mahfuz recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1988 e, até hoje, é o único autor de língua árabe a ser premiado. Muito popular em seu país, teve uma carreira longa, publicando vários romances, contos e peças de teatro. Em 1994, por ter defendido a liberdade de expressão e criticado a fátua contra Salman Rushdie, sofreu, ele mesmo, um atentado à faca, ao qual sobreviveu, não sem sequelas. "O sussurro das estrelas" é uma obra póstuma, coletânea com dezoito pequenas narrativas cujo tema central é a 'hara', termo que pode ser traduzido por viela ou bairro. Narrativas sobre as pessoas que habitam ou transitam por esse espaço. Que se reconhecem na cidade. Que se dissolvem nela. E se reencontram. A 'hara' vive, a própria cidade vive. Não sei árabe (quem me dera), mas lendo cada um dos contos, me senti enredada pelo ritmo melódico da escrita de Mahfuz, na língua de chegada. De uma beleza onírica. Todo um vocabulário exótico de shaykh alhara, zawiya, Azrael e ifrites. Um Cairo moderno, que carrega o fascínio das cidades milenares e fora do tempo. Gostei demais dessa leitura e pretendo ler outras obras de Naguib Mahfuz, principalmente "A Trilogia do Cairo".

    9 curtidas

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    3.5 / 56
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas46%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas2%
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    Naguib Mahfouz

    Naguib Mahfouz (língua árabe: نجيب محفوظ, também Nagib Machfus ou Naguib Mahfuz) (Cairo, 11 de Dezembro de 1911 — Cairo, 30 de Agosto de 2006) foi um escritor egípcio, autor de relatos, romances e roteiros de cinema. Recebeu o Nobel de Literatura de 1988. É considerado um dos primeiros escritores contemporâneos de literatura árabe, ao lado de Tawfiq el-Hakim, a explorar temas do existencialismo. Publicou mais de 50 romances, mais de 350 contos e dezenas de roteiros de filmes e cinco peças ao longo de 70 anos de carreira. Muitas das suas obras foram adaptadas para filmes em árabe e em línguas estrangeiras.

    32 Livros
    23 Seguidores

    Naguib Mahfouz