Queria finalizar o ano com mais uma leitura desse livro. Tive tempo e consegui fazer a leitura da maneira que mais gosto: bem aos poucos, sem pressa alguma, aproveitando bem cada parágrafo. Kuhn tem sido um companheiro de longa data. Foi com esse livro que comecei a brincar de fazer filosofia e tentar compreender o mundo e o mundo que há em mim. Foi nesse livro que consegui compreender que há uma dimensão no fazer científico que faz toda a diferença: a dimensão política. Kuhn me fez compreender, por meio desse livro, que ciência é também espaço para as subjetividades e não há como eliminar esse traço, nem no fazer mais positivista possível, porque até mesmo aí subjaz uma escolha subjetiva. Ciência se faz com pessoas; em comunidades; com revisão por pares; de forma transparente; com dados corroborados em percepções coletivas; com discussão; com consenso; com dissenso; com falha; com revolução. Imperfeita como é, ciência é o que temos para nortear nossas buscas para a compreensão do mundo e do mundo que há em nós. Lutemos em defesa dos valores científicos. Foi graças à ciência que estamos vivos e vacinadxs. Mais um ponto para nota: Acho que 2021 foi o ano em que mais li na minha vida, tô tão feliz com isso; os livros foram refúgio e me ajudaram a entender muitas, mas muitas coisas. Que em 2022 possamos continuar experimentando o doce e amargo sabor das escolhas racionais e muitas leituras.
A estrutura das revoluções científicas (Debates #115) -
Thomas S. Khun
Perspectiva
2018
323 páginas
10h 46m
ISBN-13: 9788527301114
Português Brasileiro
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