The spectacular, history-making first novel about a young man's coming of age by literary legend Thomas Wolfe, first published in 1929 and long considered a classic of twentieth century literature. A legendary author on par with William Faulkner and Flannery O'Connor, Thomas Wolfe published Look Homeward, Angel, his first novel, about a young man's burning desire to leave his small town and tumultuous family in search of a better life, in 1929. It gave the world proof of his genius and launched a powerful legacy. The novel follows the trajectory of Eugene Gant, a brilliant and restless young man whose wanderlust and passion shape his adolescent years in rural North Carolina. Wolfe said that Look Homeward, Angel is "a book made out of my life," and his largely autobiographical story about the quest for a greater intellectual life has resonated with and influenced generations of readers, including some of today's most important novelists. Rich with lyrical prose and vivid characterizations, this twentieth-century American classic will capture the hearts and imaginations of every reader
Look Homeward, Angel -
Thomas Wolfe
Entre a poesia e o assombro
Consegui ler esse livro extenso e maravilhoso de Thomas Wolfe. Tive que contar com alguns milagres, afinal, a obra ainda não foi publicada no Brasil. O título do livro no meu país é "Olhe para casa, Anjo: uma história de uma vida enterrada". Inicio logo dizendo que valeu a pena a leitura. Eu amei a narrativa do Thomas Wolfe, ele é poético e faz muito o meu estilo. O autor, apesar de poético, não esconde os "entulhos interiores" da família Gant. O livro deixa claro a discriminação com os negros e os judeus, logo nos primeiros capítulos. A obra tem o teor pesado, talvez pela época (1.900), onde o preconceito era latente e escancarado. Enfim, a minha leitura (apesar disso) seguiu e fui sobrevoando as colinas de Altmont e mergulhando no sangue dos Gant. Nadando nas memórias de Eugene. E o bordão palpitava e interrogava no meu coração: "... uma pedra, uma folha, uma porta. Onde? Quando?" O livro conta a história de Oliver Gant, e da família que ele formou com Eliza Pentland. A obra é autobiográfica, embora o autor use o alterego de Eugene Gant, o filho mais novo de Oliver e Eliza. Tudo é memória de Eugene, desde o seu nascimento até os 19 anos. Ele conta a trajetória do avô, Gilbert Gant, e depois do pai, Oliver Gant - um cortador de pedras (que faz lápides), apaixonado por anjos de pedras, pai e também a pedra angular da família. Ele revela as particularidades de toda a família, sobre os seus comportamentos bizarros, defeitos e qualidades. Eugene enfatiza a mesquinhez da própria mãe, uma mulher avarenta e obcecada em propriedades, bens e dinheiro; o alcoolismo do pai; a negligência na formação dos filhos e a personalidade de cada um dos irmãos. Eugene traz a tona lembranças de mortes, perdas, momentos de luto e nos assombra também com a rapidez da superação. Eu ouso dizer também que esse livro é um livro de saudades. Percebe-se que Eugene (o próprio Thomas Wolfe) ao expor sua escrita, evidencia, em vários momentos, a lareira que o pai acendia, a mesa farta, as frutas, as carnes e as especiarias que Oliver Gant providenciava para a família. Por mais defeituosa que fosse aquela família, o autor parece relembrar os fatos com nostalgia. E ele cita que tudo aquilo passaria. "Tudo está indo. Tudo muda e passa." Esse livro revela o quanto Eugene se chocou com a morte do irmão Ben, o quanto ele o amava e também o quanto ele não o conhecia. Ao final do livro temos um encontro incomum, onde Eugene consegue algumas respostas, mas não daquele que ele interrogou, mas de si mesmo. Ali, naquele momento transcendente, até os anjos de pedra se manifestam, talvez tentando sair de onde estão, se libertar, e, quem sabe voltar para casa.
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