El angél que nos mira -

    Thomas Wolfe

    Valdemar
    2009
    736 páginas
    1d 0h 32m
    ISBN-10: 8477026327
    Espanhol

    Atrás Descripción Descripción del producto Pese a su prematura muerte, Thomas Wolfe (1900-1938), como Proust o Kafka, ha dejado una honda huella en la literatura contemporánea, y su estela se hace visible en escritores de la talla de William Faulkner, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Jack Kerouac o Philip Roth. Tomas Wolfe nació en Ashville, capital de un condado montañoso en el Estado de Carolina del Norte. Su padre, próspero escultor de monumentos funerarios, permitió a Wolfe estudiar en la universidad, donde se graduó en 1920. En otoño de ese año se matriculó en escritura dramática en la Universidad de Harvard. La muerte de su padre en 1922 fue un revés que marcó el resto de su vida. Un año después se fue a vivir a Nueva York, donde dio clases de lengua esporádicamente durante siete años. En el verano de 1925, Wolfe viaja a Europa y comienza a escribir su primera novela, El ángel que nos mira, que se publicará en 1929 con la ayuda de Maxwell Perkins, el más prestigioso editor de la época. Wolfe se entrega entonces a la literatura en cuerpo y alma y redacta centenares de folios que luego se condensarán para convertirse en Del tiempo y el río (1935), su segunda gran novela. En 1938 cae enfermo de neumonía en un viaje a Seattle. Ingresado en un hospital de Baltimore, falleció días después de tuberculosis cerebral. El ángel que nos mira es una novela de iniciación que narra los avatares y experiencias del joven Eugene Gant, al tiempo que retrata con vividez y detalle la vida en el profundo Sur norteamericano de principios del siglo XX. El afán de exhaustividad narrativa de Wolfe, que le lleva a comenzar su historia con la azarosa vida de Oliver Gant, padre del protagonista, convierte el relato en una gran saga autobiográfica, elogiada unánimemente por la crítica de su tiempo.

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    Marília Mangueira 13/06/2025Resenhou um livro
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    Entre a poesia e o assombro

    Consegui ler esse livro extenso e maravilhoso de Thomas Wolfe. Tive que contar com alguns milagres, afinal, a obra ainda não foi publicada no Brasil. O título do livro no meu país é "Olhe para casa, Anjo: uma história de uma vida enterrada". Inicio logo dizendo que valeu a pena a leitura. Eu amei a narrativa do Thomas Wolfe, ele é poético e faz muito o meu estilo. O autor, apesar de poético, não esconde os "entulhos interiores" da família Gant. O livro deixa claro a discriminação com os negros e os judeus, logo nos primeiros capítulos. A obra tem o teor pesado, talvez pela época (1.900), onde o preconceito era latente e escancarado. Enfim, a minha leitura (apesar disso) seguiu e fui sobrevoando as colinas de Altmont e mergulhando no sangue dos Gant. Nadando nas memórias de Eugene. E o bordão palpitava e interrogava no meu coração: "... uma pedra, uma folha, uma porta. Onde? Quando?" O livro conta a história de Oliver Gant, e da família que ele formou com Eliza Pentland. A obra é autobiográfica, embora o autor use o alterego de Eugene Gant, o filho mais novo de Oliver e Eliza. Tudo é memória de Eugene, desde o seu nascimento até os 19 anos. Ele conta a trajetória do avô, Gilbert Gant, e depois do pai, Oliver Gant - um cortador de pedras (que faz lápides), apaixonado por anjos de pedras, pai e também a pedra angular da família. Ele revela as particularidades de toda a família, sobre os seus comportamentos bizarros, defeitos e qualidades. Eugene enfatiza a mesquinhez da própria mãe, uma mulher avarenta e obcecada em propriedades, bens e dinheiro; o alcoolismo do pai; a negligência na formação dos filhos e a personalidade de cada um dos irmãos. Eugene traz a tona lembranças de mortes, perdas, momentos de luto e nos assombra também com a rapidez da superação. Eu ouso dizer também que esse livro é um livro de saudades. Percebe-se que Eugene (o próprio Thomas Wolfe) ao expor sua escrita, evidencia, em vários momentos, a lareira que o pai acendia, a mesa farta, as frutas, as carnes e as especiarias que Oliver Gant providenciava para a família. Por mais defeituosa que fosse aquela família, o autor parece relembrar os fatos com nostalgia. E ele cita que tudo aquilo passaria. "Tudo está indo. Tudo muda e passa." Esse livro revela o quanto Eugene se chocou com a morte do irmão Ben, o quanto ele o amava e também o quanto ele não o conhecia. Ao final do livro temos um encontro incomum, onde Eugene consegue algumas respostas, mas não daquele que ele interrogou, mas de si mesmo. Ali, naquele momento transcendente, até os anjos de pedra se manifestam, talvez tentando sair de onde estão, se libertar, e, quem sabe voltar para casa.

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